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Japão e Senegal empataram 2-2 em jogo da segunda jornada do Grupo H. Num embate repartido, com lances de parada e resposta, os nipónicos mostraram-se mais organizados e disciplinados, e os africanos mais velozes nas transições, registando mais do dobro dos remates dos asiáticos. Mas estes foram muito eficazes e o empate acaba por se ajustar ao que se passou em campo, num embate entre duas concepções de jogo bastante distintas e durante o qual os “leões” deixaram fugir duas vezes a vitória.

A formação africana não demorou a marcar. Aos 11 minutos, Youssouf Sabaly rematou forte, Eiji Kawashima socou a bola para a frente, mas para as pernas de Sadio Mané, que assim abriu o activo. Um tento natural face à superioridade senegalense no arranque, altura em que rematou três vezes, duas enquadradas, para nenhuma dos nipónicos.

O Japão assumiu então o domínio do jogo, enquanto o Senegal ia causando perigo nas transições, com um registo de seis remates, quatro enquadrados, à meia-hora, para apenas um (sem a melhor direcção) para os asiáticos. Porém, os japoneses aproveitaram a inoperância ofensiva contrária para empatarem, aos 34 minutos, por Takashi Inui, num excelente remate cruzado, após trabalhar bem na grande área.

O intervalo chegou com maior domínio do Japão, mais perigo do Senegal e um resultado que se ajustava ao que se passara até ao momento. O melhor em campo nesta fase era Alfred N’Diaye, com um rating de 5.9.

A formação japonesa era a mais organizada e disciplinada, e assim continuou no segundo tempo, o que lhe ia valendo mais bola. Porém, o Senegal era mais efectivo na forma como colocava jogadores em velocidade na frente. E ao 12º remate senegalês, sétimo enquadrado, surgiu o 2-1, aos 71 minutos. A assistência foi de M’Baye Niang, o golo, ao segundo poste, num remate forte, foi do lateral-direito Moussa Wagué.

O Japão não se deixou afectar e o recém-entrado Keisuke Honda empatou aos 78 minutos, num lance em que guarda-redes e defesa senegaleses estiveram abaixo das exigências em termos de posicionamento. Honda tornou-se, assim, no maior goleador asiático em Mundiais, com quatro golos.

O jogo terminou com tudo empatado, mas não nas estatísticas. O Japão teve mais bola, foi mais organizado, mas a irreverência senegalesa valeu-se 15 remates, contra sete dos nipónicos (7-3 enquadrados). A eficácia e sangue frio dos japoneses acabaram por ser decisivos.

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