O cenário parecia negro na Luz (0-2), aos 20 minutos da recepção ao Rio Ave. Mas rapidamente apareceram “reis encarnados” no dia propício, a não só salvar o Benfica da derrota, como a assinar uma reviravolta afirmativa. Entre eles um “miúdo” que já vinha dando nas vistas pela facilidade com que mexe (ou ajuda a mexer) no marcador na sua época de estreia, apesar dos poucos minutos que lhe foram até agora concedidos: João Félix.

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Apesar do histórico bis (mais jovem autor de um bis no “novo” Estádio da Luz), o jovem acabou por não ser o MVP estatístico da partida (o destaque foi para Seferovic) – afinal os dois foras-de-jogo e os quatro controlos de bola deficientes também contam -, mas foi obviamente o motivo de todas as conversas pós-jogo, sobretudo entre os adeptos “encarnados”.

A atenção que recai sobre Félix é mais do que justificada, não só pela forma como vai correspondendo consecutivamente às chamadas a jogo, como também pela influência e qualidade quantificável que o seu futebol estreante promete.

O jovem avançado benfiquista leva já cinco acções para golo (quatro golos e uma assistência) em menos de 250 minutos jogados na Liga NOS 18/19, o que corresponde a uma acção decisiva a cada 50 minutos. A isto ainda soma mais um golo na Taça da Liga, frente ao Paços do Ferreira.

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Em apenas oito chamadas à equipa na Liga, Félix já marcou ou ofereceu tentos para todos os graus de exigência: golos que dão a vantagem e também que recuperam marcadores negativos, tentos contra clubes do mesmo campeonato e golos contra equipas que lutam por outros objectivos. Terá o avançado conquistado frente ao Rio Ave a garantia de mais minutos no que resta da Liga 18/19? Bruno Lage (ou outro) o dirão, a seu tempo. Mas o registo vistoso na estreia já ninguém lho tira.