Muito se discutirá, agora, quais os jogadores que mais contribuíram para o bicampeonato do SL Benfica. O avançado brasileiro Jonas é, sem dúvida, um dos nomes em discussão, mas antes, no mês de Abril, foi ele quem mais carregou com as aspirações da equipa. É, portanto, a escolha Goalpoint para melhor jogador do mês passado.

Esta não foi uma escolha difícil, ao contrário de outras ocasiões. Benfica e Porto mantiveram-se lado a lado em termos de conquista de pontos, ambos com três vitórias e um empate (entre os dois conjuntos, no Estádio da Luz). As “águias” apontaram dez golos, os “dragões” nove, e Jonas foi verdadeiramente decisivo nesta fase, ao fazer seis – dois ao Nacional, outros tantos à Académica e ao Belenenses. Em comparação com os números totais da época (já lá vamos), apenas não esteve bem nas assistências e passes para ocasião, não tendo registo em nenhum dos dois vectores.

Jonas brilhou no mais importante, nos golos, e de forma verdadeiramente implacável. Nos quatro jogos que realizou em Abril fez 12 remates, nove deles enquadrados, pelo que registou uma eficácia de 75% e um aproveitamento de 50%. Números que impressionam e logo numa fase decisiva da temporada. Apresentou ainda uma eficácia de passe de 75,2%, aceitável para um ponta-de-lança, e ganhou 40% dos 55 duelos individuais.

SEMPRE A CRESCER

Os números ofensivos de Jonas em Abril pulverizam os do próprio em termos globais. Até à 33ª jornada, o brasileiro soma 18 tentos, correspondentes a uma eficácia de 53% e um aproveitamento em golo de 27,3%, bastante abaixo dos valores parciais de Abril.

Até ao momento o ex-Valência tem quatro assistências em seu nome, 31 passes para ocasião (1,2 por jogo) e mantém a eficácia de duelos ganhos em torno dos 41%. Peca no drible, pois dos 1,9 por jogo, apenas 26% têm sucesso. Curiosamente, a nível defensivo apresenta excelentes 83,3% de êxito nos desarmes, embora tente apenas um por encontro.

Jonas não é um desequilibrador no um-para-um, não é um “guerreiro” que ganha a maior parte dos duelos, é certo no passe, mas não é um criador nato de golos, é sim um “atirador furtivo”, um homem de área que não perdoa em frente à baliza. E o Benfica agradece.