Luís Miguel Afonso Fernandes, mais conhecido como Pizzi, entrou no Benfica em 2013 sem a pompa e circunstância que rodeou outras contratações. Apesar de chegar do Atlético de Madrid e representar um investimento significativo, o transmontano não foi sequer apresentado e foi de imediato emprestado ao Español de Barcelona.

Da ala para a zona “cerebral”

Passados pouco mais de três anos, o médio assume-se como figura central no Benfica de Rui Vitória, isto já após ter conquistado influência na segunda metade da última época de Jorge Jesus ao serviço dos “encarnados”, ajudando a resolver o vazio criado com a saída de Enzo Pérez. Foi também nessa altura que o até então extremo passou a pisar com regularidade os terrenos centrais do meio-campo “encarnado”. Rui Vitória ainda hesitou mas viria a render-se também à produtividade de Pizzi, a qual vai sendo essencial em 2016/17, num Benfica flagelado pelos contratempos de enfermaria.

O mês de Novembro foi particularmente esclarecedor no que toca à importância de Pizzi no Benfica, com o médio a somar o melhor rating médio dos três jogos em análise 7.33, ultrapassando assim Óliver Torres 7.04 e Daniel Podence 7.02 na corrida ao título de melhor jogador o mês GoalPoint Ratings.

Eis o resumo do desempenho de Pizzi até ao momento:

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Só não convence… (alguns) adeptos

Os números de Pizzi falam por si, ainda que a sua qualidade gere estranha discussão entre os adeptos, inclusive os benfiquistas. Exemplos? Pizzi é, novamente, o jogador da Liga NOS que mais passes para ocasião de remate oferece (42). Sublinhamos o “novamente” pois já em 15/16 Pizzi terminou como líder nesta variável, com nada menos do que 84 ocasiões criadas, mais 12 que o rei das assistências da Liga (Layún) em menos tempo de jogo. O médio destaca-se aliás a nível europeu neste domínio, tal como já tinha sucedido na época passada.

Mas não é só nas ocasiões que Pizzi sobressai, tal como demos conta recentemente:

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Conforme se percebe na infografia anexa, existem razões para Pizzi ser não só o melhor jogador do mês como também aquele que lidera, neste momento, o algoritmo GoalPoint Ratings da Liga, ao fim de 12 jornadas.

Tal como sucede com outros jogadores, Pizzi acaba por ser o tipo de jogador cuja análise de desempenho dá mais gosto fazer e melhor fundamenta a complementaridade do que fazemos: nem sempre o futebol visto a “olho” e assente nas nossas pré-concepções nos conta toda a verdade. Já os números… sozinhos nada dizem, mas têm uma vantagem: nunca mentem.

Parabéns Pizzi!
O médio sucede assim a Salvio (Outubro), Wilson Eduardo (Setembro) e Miguel Layún (Agosto) na galeria dos melhores jogadores do mês GoalPoint desta Liga.

Não perca amanhã o anúncio dos restantes dez magníficos que acompanham Pizzi no “onze” GoalPoint Ratings do mês de Novembro de 2016!