Jogador do mês: Óliver, a luz que guia o Dragão

O médio espanhol espalhou classe e futebol de nível durante o mês de Novembro, estando quase sempre nos melhores momentos portistas nesta fase da Liga.

Clique na infografia para ler em detalhe (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)
Clique na infografia para ler em detalhe (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)

Outubro foi o mês de Nani, jogador que assumiu uma influência decisiva no desempenho do Sporting. Os altos e baixos dos “leões” e a estabilização de um “onze” base no FC Porto abriram as portas para que um outro talento da Liga portuguesa mostrasse toda a sua capacidade: Óliver Torres.

Pode não ter sido escolhido como jogador da semana pelo GoalPoint no último mês, mas a regularidade do elevado nível do seu futebol nas últimas semanas é digna de realce. Nos três encontros do campeonato realizados em Novembro, o espanhol foi titular em dois, actuando apenas oito minutos no outro, mas até nesse deixou a sua marca, ao apontar um golo que manteve os portistas como o único emblema sem derrotas na Liga portuguesa. O jogador emprestado pelo Atlético de Madrid é o cérebro da manobra dos “dragões”, impondo a sua influência não só a organizar e a atacar, como também a defender. Tem uma capacidade de acerto de passe muito acima da média, uma visão de jogo e capacidade de transporte de bola que empurram a equipa para a frente, e uma técnica apurada, que lhe permite, inclusive, ser utilizado nas alas. Mas é no meio-campo que mostra toda a sua capacidade.

Nas três jornadas de Novembro teve sempre uma influência decisiva. Fez uma assistência para golo frente ao Nacional da Madeira, sendo considerado pelo GoalPoint como o melhor em campo no triunfo portista por 2-0, graças também a uma eficácia de passe de 87%, mais três passes para ocasião e a uma exibição digna de um “maestro”. Ante o Estoril, a equipa portista não carburou, coincidindo esse facto com a ausência de Óliver da equipa. O espanhol entrou a oito minutos do final para marcar o golo do empate 2-2, já nos descontos. Na goleada por 5-0 do FC Porto sobre o Rio Ave o médio voltou a estar em destaque, ao fazer o 4-0 e ao colocar ordem no jogo dos da casa.

Nestes três jogos conseguiu uma percentagem média de eficácia de passe na ordem dos 81,7%, fez duas assistências para golo, três passes para ocasião, marcou dois tentos e guiou a sua equipa com clarividência.

Importa olhar, também, para os números totais do espanhol no campeonato. Em oito jogos (uma média de 65,1 minutos por partida) leva três golos, com uma elevada taxa de aproveitamento (38%), duas assistências, onze passes para ocasião (dos quais duas assistências), uma eficácia de entregas de 87%, 1,3 passes por minuto, 6,9 recuperações de bola por partida e uma eficácia de corte de 86%, suficiente para deixar corados alguns bons defesas. E só nove perdas de bola por partida. Impressionante!