Jogador do mês | Ricardo, coração de dragão 🐉

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O mês de Abril terá decidido a entrega do título de campeão da Liga NOS. A duas jornadas do fim, o FC Porto precisa apenas de um ponto para se sagrar campeão pela primeira vez desde 2012/13. Entre a 29ª e a 32ª jornada, os “dragões” ganharam sempre. E neste “sempre” está o segredo para o actual cenário. Na primeira jornada do mês de Abril (29ª), os portistas estavam no segundo lugar, um ponto atrás do Benfica e em vésperas de jogar o decisivo “clássico” no Estádio da Luz com o seu rival. No jogo grande da 30ª ronda, o Porto ganhou à “águia” e recuperou a liderança, para não mais a perder, chegando a esta altura com mais cinco pontos que Benfica e Sporting, a duas jornadas do final da prova.

Estes dois primeiros encontros do mês foram verdadeiramente definidores do estado de coisas. O triunfo na 29ª jornada, em casa, ante o D. Aves, e o sucesso em Lisboa ante os “encarnados” tiveram um denominador comum: Ricardo Pereira. Em ambas as partidas, o lateral-direito foi o melhor em campo, precisamente com o mesmo GoalPoint Rating, um assinalável 8.0. Se frente ao Aves um rating semelhante já é um feito assinalável, ante um candidato ao título, no reduto deste, esse feito é ainda mais relevante e raro, sobretudo pela “nota” alcançada. Podemos então afirmar, sem grande margem de erro, que Ricardo foi fundamental nos momentos mais importantes do campeonato até ao momento, sendo uma das figuras do plantel portista, a maior do mês de Abril.

Desequilibrar na defesa e no ataque

Muitos terão, certamente, torcido o nariz a Ricardo Pereira aquando do seu regresso ao Porto, não por falta de qualidade do jogador, mas porque pela frente tinha a concorrência forte de Maxi Pereira. No entanto, como já havíamos dado conta há pouco mais de um ano, a qualidade do português já era notória, desde os tempos em que brilhou no Nice, de França, sendo mesmo um dos melhores laterais do mundo em 2016. No Porto mostrou toda a sua qualidade, sendo um dos indispensáveis e fundamentando a nossa aposta antes da época arrancar. E em Abril voltou a ser o melhor jogador do mês, tal como havia acontecido em Outubro/Novembro de 2017.

Nestes jogos de Abril, Ricardo não esteve particularmente produtivo no aspecto ofensivo, quando pensamos em golos e assistências. Não marcou em nenhuma das partidas e registou apenas um passe para golo. Porém, a preponderância no último terço do terreno foi assinalável noutras variáveis. Frente ao Aves, na 29ª jornada, Ricardo foi o melhor em campo, demonstrando grande apetência no drible – completou sete de nove tentativas -, o que provocou grandes problemas para a defensiva contrária – sobre ele foi cometida a falta que deu grande penalidade, convertida por Alex Telles. E quando teve de recuperar o seu posicionamento defensivo, fê-lo com competência, registando seis desarmes e duas intercepções. Mas o melhor estava para vir.

Na Luz, Ricardo foi o dono do “clássico”, registando apreciáveis quatro passes para finalização e cinco dribles eficazes em seis. Foi um autêntico quebra-cabeças para um (ainda assim) competente Álex Grimaldo, tendo ainda tempo para realizar sete desarmes. Na 31ª jornada, na goleada ao V. Setúbal, Ricardo fez a assistência para um dos golos, e voltou a registar sete desarmes. O único jogo em que esteve uns furos abaixo do habitual foi contra o Marítimo, não indo além de um rating de 5.8. Ainda assim registou quatro desarmes.

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No período em análise, Ricardo foi o terceiro jogador portista que mais passes para finalização fez, apenas atrás do inevitável Alex Telles (10) e de Yacine Brahimi (9). Dos “dragões”, foi o que mais ocasiões flagrantes criou (2), o segundo que mais dribles tentou (18) e completou (15, uma impressionante eficácia de 83,3%) e foi, de longe, aquele que mais desarmes realizou, nada menos que 24, mais nove que o segundo melhor nesta variável, o médio Sérgio Oliveira.

Em termos globais, Ricardo Pereira é o segundo “dragão” com mais ocasiões flagrantes criadas em termos totais (13, 0,54 a cada 90 minutos), o segundo, entre os habituais titulares, com mais acções com bola a cada 90 minutos (79,46), o segundo com mais desarmes (3,72) e aquele que regista mais cruzamentos eficazes absolutos (15). Tudo isto teve um culminar especialmente importante em Abril, algo que o FC Porto bem pode agradecer.

Um “bombardeiro” à espreita

Logo atrás de Ricardo na contabilidades dos GoalPoint Ratings de Abril surge Bruno Fernandes. E muito perto, com 7.03. O médio leonino é uma das grandes figuras do campeonato, e neste mês voltou a ser o mais importante jogador do Sporting, ao registar três golos, tantos quantos Bas Dost, mas também três assistências. E o terceiro jogador mais “pontuado” é, para muitos uma surpresa. Mas talvez menos para quem nos acompanha e está atento aos desempenhos individuais.

Matheus Pereira, extremo emprestado pelo Sporting ao D. Chaves, viveu um mês de Abril de grande fulgor – rating de 6.87. Para além de um golo e uma assistência, Matheus assinou nada menos que 11 passes para finalização, criou três ocasiões flagrantes e brilhou como poucos no drible, com 28 tentativas e 19 completos. Um caso sério e um jogador acima da média nesta vertente, não só no Chaves, como também na Liga.

Parabéns, Ricardo!

Descubra neste link todos os Jogadores do Mês GoalPoint da Liga NOS, da época em curso e anteriores.

Não perca amanhã o anúncio dos restantes dez magníficos que acompanham Ricardo Pereira no “onze” GoalPoint Ratings de Abril de 2018.

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