O GoalPoint nasceu em Junho de 2014. Em Setembro do mesmo ano chegava ao Benfica o tipo de jogador que dá sentido ao trabalho que fazemos. Falo de Jonas que, cinco anos depois, abandona o Benfica ao mesmo tempo que “pendura as chuteiras”. E que chuteiras.

Agora é fácil falar, com os números à frente. Mas a verdade é que, aquando da sua chegada, já bem para lá do fecho do animado mercado de Verão, muitos foram os que duvidaram do acerto da aposta ou que deram sequer grande relevância à notícia. Os rivais que mais tarde chorariam o seu acerto brincavam, já nessa altura, com a idade do avançado de voz aguda, bem como com a aparente falta de procura no mercado. Alguns adeptos benfiquistas ou ignoravam a chegada tardia a “custo zero” ou questionavam o acerto da escolha, aplicando a clássica lógica da dúvida perante um jogador “que já não se vai valorizar”, compreensível num futebol cronicamente vendedor.

[Os números de Jonas na Liga NOS 2014/15, a sua primeira]

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A “implantação da república de Jonas” chegaria naturalmente a 5 de Outubro, com o primeiro golo de águia ao peito, frente ao Arouca. E a partir daí… é História, uma que se conta em 137 golos e 42 assistências, em 183 jogos pelos “encarnados”, a esmagadora maioria deles “processados” pelos nossos servidores e pelas sucessivas gerações de GoalPoint Ratings que, também com a ajuda de Jonas, fomos aperfeiçoando.

Para muitos o que fica são os golos e assistências de Jonas. Para outros, muitos deles fracos apreciadores do Futebol, ficam também os “mergulhos”. Sendo certo que Jonas marcou, deu muito a marcar e que também terá “conquistado” muitas faltas, a verdade é que o “Pistolas” deixa a “memória estatística” de um jogador que se mostrava em tantas dimensões do jogo, muito para lá do que seria de esperar de um matador clássico, e muito menos de alguém já muito distante da previsível omnipresença que a frescura física da juventude costuma oferecer aos mais capazes.

[As duas Ligas seguintes do brasileiro, 2015/16 e 2016/17]

Tantas foram as vezes que Jonas nos deu motivos para dele falar que o seu histórico GoalPoint reúne 18 páginas de meros links para artigos. Na memória destaca-se a primeira vez que integrou um “onze” do ano dos nossos (ainda sem rating) e a vez seguinte, em que liderou os melhores 33 ,sagrando-se naturalmente jogador do ano com números impressionantes.

[Em 2017/18 voltou a ser o melhor jogador GoalPoint da Liga]

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Mas nem tudo foram “rosas” na nossa relação com Jonas. Também nos lembramos da vez em que, sabedores da dificuldade em conquistar um “10.0” no nosso rating, fizemos fé na longa duração num dos nossos passatempos “Acerta no primeiro 10.0”, para ver a previsão desfeita logo à terceira jornada, numa exibição de outra galáxia do “pistolas”, na Luz, frente ao Belenenses. Passatempo encerrado, pois afinal quem fazia boas previsões era o Diogo.

[Ainda hoje o Diogo castiga os seus comandos… à custa de Jonas]

Esse “perfect ten” obrigou-nos, aliás, a aturada e pedagógica explicação, “exigida” pela paixão da clubite de alguns seguidores, que cegos ao óbvio (a qualidade e quantidade do futebol produzido pelo brasileiro), exigiam perceber o que agora todos os que gostam de Futebol há muito perceberam: que provavelmente não veremos tão cedo um jogador como Jonas nos relvados portugueses, todas as semanas. E é pena. Mas também por isso… obrigado Jonas, por nos “rebentares” os ratings.