O GoalPoint já descobriu quem foram os mais rematadores e com mais qualidade em diversas vertentes do futebol ofensivo das suas equipas na Liga NOS 2014/15, mas o futebol não se faz somente de golos. Há todo um processo de construção de jogo em diversas etapas, entre elas a construção baixa, mas também o chamado último passe, aquele que define uma jogada e permite criar ocasiões. Analisámos assim os números OPTA da LIGA NOS, que não encontrará em mais nenhum lugar.

Na época finda, uma equipa destacou-se das outras no capítulo do passe, o FC Porto, em quantidade e qualidade, mas o acerto nas entregas não foi exclusivo do conjunto de Julen Lopetegui. Já o saudoso Bobby Robson insistia com os seus jogadores do Porto para aprimorarem o “pass precise”, numa clara defesa de que o gesto ajuda a separar as boas equipas das restantes. Por este motivo importa saber quem fez a diferença em qualidade e quantidade. E há números que surpreendem.

Em primeiro lugar há que escolher um critério para esta análise, e para esta ter consistência e relevância no quadro global da Liga deixámos de fora os números dos defesas-centrais (porque têm habitualmente valores elevados pela especificidade da posição e menor grau de dificuldade das entregas), bem como futebolistas que somaram menos de 900 minutos ao longo da temporada.

 

EM ALVALADE MORA UM LÍDER

Natural seria que o jogador com mais passes realizados esta temporada fosse da equipa que mais o privilegia. Mas não. Dos “três grandes” o Sporting CP é o que soma menos passes (15889, contra 160063 do SL Benfica e 19269 do Porto), mas é dos “leões” o atleta com mais entregas. William Carvalho assumiu para si o protagonismo nesta vertente, com 1816 passes realizados ao longo da temporada na Liga, batendo os portistas Hector Herrera, com 1741, e Danilo, que regista 1706.

Porém, o “trinco” de Alvalade não é o que mais passes faz por 90 minutos. O total simples não reflecte a utilização dos jogadores, e se olharmos para o tempo de jogo de cada atleta, aí William Carvalho cai para o segundo lugar, com 67,9 entregas por cada hora e meia de futebol, atrás do benfiquista Pizzi, com 68,9. Herrera é terceiro, com 66. Estes números revelam a preponderância tanto e Pizzi como de Herrera nos “miolos” de Benfica e Porto, respectivamente, o benfiquista com incidência na segunda metade da temporada.

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