Liga dos Campeões: Benfica vai ter de “suar” para passar

Em vésperas de regresso da Liga dos Campeões, projectamos os adversários dos clubes portugueses na fase de grupos de 2014/15, desta feita o complicado grupo que incluí o campeão nacional.

O Benfica disputa um grupo exigente nesta ediçao da Liga dos Campeões (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)
O Benfica disputa um grupo exigente nesta ediçao da Liga dos Campeões (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)

Quatro equipas, três treinadores portugueses. Benfica, Zenit, Bayer e Mónaco constituem um dos grupos mais equilibrados da Liga dos Campeões.

Os “encarnados” de Jorge Jesus procuram garantir um lugar nos oitavos-de-final, repetindo o feito da época 2011/2012. Uma tarefa complicada mas não impossível.

Zenit São Petersburgo (Rússia)

 

Hulk é um nome bem conhecido dos "encarnados" (foto: Y. Kourt / Shutterstock)
Hulk é um nome bem conhecido dos “encarnados” (foto: Y. Kourt / Shutterstock)

Os russos orientados por André Villas-Boas chegam do frio e com vontade de congelar os seus adversários na Liga dos Campeões. O actual primeiro classificado da Liga russa entra na fase de grupos com sete jogos e sete vitórias, somando 21 golos marcados e quatro sofridos. Um registo que demonstra bem a coesão defensiva e a capacidade de finalização do Zenit.

O técnico português deverá alinhar no seu habitual 4x2x3x1 assente num modelo de jogo de controlo e posse de bola. O Zenit tem capacidade para circular a bola e paciência para esperar pelo momento certo para imprimir velocidade através dos homens da frente, com Hulk a ser a grande referência do poder de explosão desta equipa. O extremo brasileiro é o melhor marcador com sete golos em 11 jogos. Shatov, Danny e Hulk actuam nas costas de Rondón. Os três médios-ofensivos apresentam uma boa mobilidade e procuram movimentos interiores, permitindo depois aos laterais incorporarem o ataque.

O onze base de Villas-Boas.
O “onze” base de Villas-Boas

Do ponto de vista defensivo, André Villas-Boas conseguiu incutir o seu cunho, colocando a equipa a pressionar de forma intensa quando perde a posse de bola. A mobilidade dos homens da frente que tentam promover desequilíbrios no momento ofensivo pode constituir um risco na manobra defensiva, expondo em demasia a equipa a transições rápidas pelos corredores laterais.

Danny joga preferencialmente pelo corredor central mas também aparece descaído na esquerda, trocando com Shatov. Hulk tem um posicionamento mais fixo na direita e recorrentemente flecte para o meio, abrindo espaço para a subida do lateral-direito, Smolnikov. Criscito, na esquerda, também apresenta uma boa capacidade de envolvimento ofensivo. Ambos já levam dois golos nos dez jogos que realizaram esta época.

No campeonato a equipa russa tem uma média de remates por jogo de 16,8, 59,3% de posse de bola e 84,9% de eficácia de passes. Destaque para Axel Witsel que tem apresentado uma média de eficácia de passes superior a 90% em todos os jogos da Liga russa. Estes dados sustentam a afirmação de André Villas-Boas no futebol russo.