Liga dos Campeões: Porto com condições favoráveis

Os “dragões” estão num grupo que, apesar de não ser fácil, apresenta todas as condições para que a turma lusa siga em frente com alguma tranquilidade.

GP - destaque - FCPGrupoChampions201415 - 16Set2014
Um grupo de grau de dificuldade médio/alto mas acessível ao Porto actual (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)

Das três formações portuguesas em competição o Porto é o que na teoria apresenta argumentos mais favoráveis para garantir a passagem aos oitavos-de-final. “Dragões” arrancam esta quarta-feira em casa frente ao BATE. Mas analisemos como jogam os três adversários dos portistas.

Athletic Bilbao (Espanha)

 

O Athletic será certamente um dos mais complicados adversários do grupo (foto: Maxisport/Shutterstock)
O Athletic será certamente um dos mais complicados adversários do grupo (foto: Maxisport/Shutterstock)

Os bascos têm conseguido a sua independência através do futebol. O Athletic tem mostrado época após época uma qualidade inegável. A par do Porto podem ser considerados favoritos à passagem aos oitavos-de-final. Uma equipa entrosada e com mecanismos bem presentes em cada jogador.

Ernesto Valverde conseguiu impor o seu cunho pessoal no Athletic, atingindo o quarto lugar na temporada passada. Esta época soma três pontos em outros tantos jogos, com três golos marcados e… três sofridos, mas o maior feito aconteceu no “play-off” de acesso à fase de grupos, com o Nápoles a ficar pelo caminho por 4-2 no agregado das duas mãos.

O 4x2x3x1 de Valverde
O 4x2x3x1 de Valverde

Com o 4x2x3x1 como referência, a equipa basca aposta num futebol vertical, objectivo e altamente rotativo para seguir em frente na competição europeia. O Athletic dá largura ao seu jogo no processo ofensivo com o objectivo de haver mais zonas para entrar e poder jogar com tempo e espaço. A equipa orientada por Valverde circula bem a bola e desequilibra por via dos seus extremos, muito fortes no 1×1 e rápidos a aparecerem nas costas da linha defensiva contrária. Muniain e Susaeta têm a capacidade de explodir e resolver o jogo a qualquer momento, servindo ainda a referência ofensiva Aduriz.

Defensivamente alinham em 4x4x1x1 com um bloco compacto e tentam encurtar a distância entre os sectores, jogando com uma linha defensiva subida. Sem que o sector ofensivo pressione de forma agressiva, preferem privilegiar a organização táctica. Assim, 52% do tempo de jogo do Athletic ocorre no sector intermédio. A pressão só começa a fazer-se sentir no meio-campo defensivo. Quando recuperam a posse de bola, esticam rapidamente o jogo para os extremos ou Anduriz, que aproveitam o facto de as defesas contrárias estarem balanceadas no ataque. Nesta situação, Iturraspe e Rico assumem uma importância extrema. São eles que gerem não só o ritmo da circulação de bola como também o ritmo da pressão e o momento da mesma. É também da responsabilidade deles dar verticalidade ao jogo.

Uma equipa pouco rematadora mas eficaz com 8,3 disparos por jogo. No que toca à circulação de bola, o Athletic apresenta uma média de 52,1% de posse e 78,6% de eficácia de passes. Juntando-se ainda 21 duelos aéreos ganhos por jogo. Números que colocam os bascos num lugar de destaque no Grupo H.