Liga dos Campeões: Porto com condições favoráveis

Os “dragões” estão num grupo que, apesar de não ser fácil, apresenta todas as condições para que a turma lusa siga em frente com alguma tranquilidade.

Shakhtar Donetsk (Ucrânia)

 

O romento Lucescu é o timoneiro do Shakhtar há 10 anos (foto: I. Osadchi/Shutterstock)
O romento Lucescu é o timoneiro do Shakhtar há 10 anos (foto: I. Osadchi/Shutterstock)

O actual campeão e vencedor da Supertaça da Ucrânia encontra-se em primeiro lugar no campeonato apesar dos problemas sociais e políticos que têm assolado o país e principalmente a região de Donetsk. Com seis vitórias em seis jogos, a equipa ucraniana soma 18 pontos, 15 golos marcados e apenas um sofrido. Uma equipa de posse de bola que tem apresentado uma média de aproximadamente 60%.

A instabilidade política coloca dificuldades ao Shakhtar já que tem de jogar em Lviv, longe dos seus adeptos que constituíam uma das maiores forças do clube.

Mircea Lucescu tem promovido a rotação entre os jogadores da formação ucraniana, havendo neste momento algumas dúvidas sobre aquele que poderá ser o “onze” base no ataque à fase de grupos da Liga dos Campeões. Neste momento a única certeza é que Gladky está num excelente momento de forma, com cinco golos em seis jogos.

O 4x2x3x1 é um dos sistemas utilizados por Lucescu
O 4x2x3x1 é um dos sistemas utilizados por Lucescu

O técnico romeno tem alternando entre o 4x4x2 e o 4x2x3x1. Nos dois sistemas a utilização do duplo pivot-defensivo é imprescindível. Shevchuk como lateral-esquerdo ou Kryvtsov como central são algumas das opções para o sector mais recuado. Um sector que prima pela solidez e concentração.

Os ucranianos concedem alguns espaços na sua defesa quando assumem o domínio do jogo e circulam a bola sobre o meio-campo adversário mas assim que a equipa perde o esférico, Fernando e Stepanenko têm como principal função pressionar para não deixar a equipa contrária penetrar nos espaços. Pressão intensa e bem definida tem sido a chave para a consistência defensiva.

Do ponto de vista ofensivo, Bernard, Alex Teixeira e Marlos são soluções válidas e a ter em conta mas é com Taison e Douglas Costa que a equipa da Ucrânia pretende fazer tremer as defesas contrárias. O extremo-esquerdo funciona como um todo-o-terreno, partindo da esquerda para o meio ou até mesmo aparecendo pelo corredor direito. Esta movimentação faz com que a defesa contrária “dance” e desequilibre-se defensivamente, tornando-se vulnerável à velocidade e técnica dos jogadores da frente.

Luiz Adriano e Gladky podem actuar em cunha ou com o brasileiro a servir nas costas do ucraniano. Desta forma a equipa consegue formar uma linha de três médios-ofensivos e começar a pressionar desde cedo na primeira fase de construção adversária. Douglas e Taison criam muitos problemas, flectem para o meio e encontram sempre uma linha de passe entre os sectores, com a bola a entrar no espaço vazio.

As bolas paradas ofensivas devem ser encaradas com muitas precauções, dada a qualidade e os recursos que o Shakhtar apresenta neste momento de jogo.