Liga dos Campeões: Porto com condições favoráveis

Os “dragões” estão num grupo que, apesar de não ser fácil, apresenta todas as condições para que a turma lusa siga em frente com alguma tranquilidade.

BATE Borisov (Bielorússia)

 

O capitão Likhtarovich, com 13 partidas, é o mais experiente dos bielorussos na Liga dos Campeões (foto: efecreata mediagroup/Shutterstock)
O capitão Likhtarovich, com 13 partidas, é o mais experiente dos bielorussos na Liga dos Campeões (foto: efecreata mediagroup/Shutterstock)

Os bielorrussos dominam as competições internas a seu belo prazer. O BATE conta com dez títulos conquistados, sendo que desde 2006 soma oito consecutivos. Um feito histórico e demolidor. Actualmente encontram-se a disputar o “play-off” da fase final da Liga com apenas uma jornada ainda disputada.

A equipa orientada por Aleksandr Yermakovich chegou à fase de grupos da Liga dos Campeões depois de eliminar o Skenderbeu, o Debrecen e o Slovan Bratislava. A jogar preferencialmente em 4x3x3, a equipa da Bielorrússia sente-se claramente mais confortável quando não tem de assumir as despesas do jogo, optando por entrar em campo na expectativa. Defensivamente actua com um bloco médio-baixo, privilegiando a coesão e organização defensiva, fechando os espaços no corredor central para as investidas contrárias. A solução passa por explorar os corredores laterais.

Krivets rumou ao Metz no final de Agosto e deixou o BATE refém da sua irreverência e qualidade para agitar o jogo, ele que era uma das maiores referências ofensivas da equipa, com 14 golos apontados em todas as provas. Pavlov deverá render o antigo número “10”, actuando como extremo-esquerdo. Com Krivets fora da jogada, as acções ofensivas passam pela qualidade de Rodianov, avançado móvel, forte no jogo aéreo e que sabe explorar bem os espaços entre os centrais, e Gordeychuk, extremo versátil e evoluído tecnicamente.

4x3x3 aliado a cautelas defensivas e remate fácil compõem a receita bielorussa recente
4x3x3 aliado a cautelas defensivas e remate fácil compõem a receita bielorussa recente

O 3x5x2 é o sistema alternativo, com os laterais a assumirem o papel de médios-ala dadas as suas características ofensivas, e com Rodianov e Gordeychuk sozinhos na frente. Ataque móvel e rápido como chave de sucesso. O ritmo de jogo não é muito elevado, com as acções ofensivas a serem muito denunciadas e previsíveis. Mladenovic e Khagush integram o ataque para desequilibram juntamente com os três homens da frente, pouco solidários nos processos defensivos, ou como solução um futebol mais directo e apoiado em transições rápidas à procura do espaço para a entrada dos avançados.

Os lances de bola parada constituem uma ameaça para a frágil defesa do BATE. Adoptam uma marcação individual, o que resulta muitas das vezes em falhas de concentração e consequentemente origina situações de perigo para a baliza defendida por Chernik. O guarda-redes de 26 anos também sente dificuldades nas bolas paradas frontais.

Nas duas últimas eliminatórias em casa, o BATE venceu o Drebecen por 3-1 e o Slovan Bratislava por 3-0. Em ambos os jogos somaram mais de 20 tentativas de golo. Uma equipa que não tem medo de arriscar e remata assim que tem espaço. Gordejchuk e Rodionov contribuíram com 16 golos esta temporada.