Esta já começa a ser uma das rubricas mais antecipadas pelos GoalPointers. Mais uma vez, na época passada, três das nossas 10 apostas para 2017/2018 terminaram no “onze” ideal da temporada. Falamos de Zivkovic, Ricardo Pereira e Matheus Pereira, aos quais se juntou Marcos Acuña entre os “33 magníficos”. Para além desses, Ronaldo Peña (Moreirense) também mostrou predicados, transferindo-se para a MLS no final da época, enquanto Carlinhos (Estoril) saiu mesmo antes da janela de transferências fechar, para os belgas do Standard Liège.

Seja para o ajudar na escolha da seu plantel para as muitas “fantasy leagues que aí vêm, ou mesmo para lhe dar umas pistas sobre em quem deve apostar para o primeiro 10.0 da Liga NOS 18/19, deixamos-lhes 10 jogadores – até 25 anos e no máximo de um por equipa – a quem deve estar muito atento na temporada que vai começar. O outro critério, para tornar o desafio ainda maior, foi que nenhum deles tivesse mais de 1200 minutos jogados nas últimas duas épocas do nosso principal campeonato.

Depois não diga que nós não avisámos…

Giorgi Arabidze (Nacional)
20 anos, Geórgia, ex – Shakhtar

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Arabidze deu-se a conhecer ao Mundo sobretudo no Europeu de Sub-19 do ano passado, organizado no seu país natal, onde foi um dos jogadores que mais impressionou em todo o torneio. No entanto, Arabidze já lá chegou com alguma “bagagem”, pois já contava com duas internacionalizações pela selecção principal do seu país, tendo marcado três golos em apenas… 73 minutos!

Para um jogador com este currículo e potencial, espantou que tivesse chegado do Shakhtar de Paulo Fonseca a título definitivo, assinando pelo Nacional um contrato para quatro épocas.

Em termos de características, falamos de um médio-ofensivo canhoto que joga habitualmente a partir do flanco direito, onde é excelente a progredir com a bola em drible e a tirar partido da sua temível meia distância. Pode às vezes pecar por algum excesso de individualismo, mas não é um jogador que se alheie do jogo sem bola, sendo atipicamente agressivo na reacção à perda para um jogador tão desequilibrador.

Nos insulares, atenção ainda ao ponta-de-lança hondurenho Bryan Róchez e ao sérvio ex-Arouca, Aleksandar Palocevic.

Joel Pereira (Vitória Setúbal)
22 anos, Portugal, ex – Manchester United

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Esta é mais uma transferência relativamente atípica se tivermos em conta o seu percurso, apesar de no caso de Joel Pereira a mesma se ter feito por empréstimo. Mais uma vez, o clube anterior é treinador por um português e… setubalense, José Mourinho, que se sabe ter tido grande influência no destino do guardião a quem se augura muito potencial.

Joel Pereira já tinha passado pela Liga NOS na temporada 2016/17 e deixou “água na boca” nos oito jogos em que foi titular, antes de ser chamado por Mourinho a regressar à base. O internacional português é um guarda-redes extremamente completo, dono de excelentes reflexos, como provam os 74% de remates dentro da área defendidos com a Cruz de Cristo ao peito, mas está ainda muito à-vontade a sair da baliza, tanto pelo ar como pelo chão.

Destaque ainda para a contratação de Hildeberto Pereira, também de 22 anos e que chega a título definitivo dos polacos do Legia. O luso-angolano é conhecido pelo comportamento algo instável, mas se Lito Vidigal conseguir “domar a fera”, a sua velocidade e capacidade física muito acima da média podem fazer estragos no nosso campeonato.

Eduardo Henrique (Belenenses)
23 anos, Brasil, ex – Atlético Paranaense

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Este internacional Sub-20 brasileiro tem tudo para ser uma das boas revelações do nosso campeonato. Chega do Brasil com quase 50 jogos no currículo, entre Brasileirão e Copa Libertadores, o que já de si é pouco comum em jogadores desta idade, que chegam ao futebol português sem ser pela porta dos “três grandes”.

Eduardo Henrique é um médio-defensivo com características muito boas para o futebol que Silas quer implementar no Belenenses, pois apesar de apresentar números interessantes na capacidade de recuperação de bola, é na qualidade de passe que os seus registos mais se destacam, mostrando-se um jogador muito seguro a construir curto ou longo.

O brasileiro terá que melhorar na elevada tendência que denota para cometer faltas, pois no futebol português esses excessos poderão custar muitos cartões, seguramente mais do que no futebol brasileiro, mas está no sítio ideal para crescer e estabilizar o seu futebol numa equipa que tem tudo para fazer um campeonato tranquilo. Alguma curiosidade ainda para ver em acção Matija Ljujic. O sérvio chega muito bem referenciado do campeonato australiano, mas não seria o primeiro a ter dificuldades na transição para o futebol europeu.

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