O país futebolístico aguarda o “clássico” que pode ser decisivo em todos os sentidos, sobretudo para o Sporting. O Porto pouco ou nada tem a ganhar ou a perder. Aos “dragões” cabe mostrar que o processo de reconstrução já foi iniciado ou selar uma época de tremenda desilusão, pese o “score” frente aos rivais ser, por esta altura, positivo (duas vitórias frente ao Benfica, uma derrota em Alvalade).

Já os “leões” jogam tudo no Dragão visto que, dependendo do que suceder no jogo que opõe o Benfica ao Vitória de Guimarães, o resultado desta difícil deslocação pode ser decisivo nas contas do título com que Jesus ainda sonha.

Sexta-feira abordaremos com maior atenção os números colectivos de Porto e Sporting, como se comparam e o que nos podem indicar acerca do grande jogo da jornada. Esta quinta colocamos frente-a-frente algumas das figuras que podem decidir o “clássico”, a bem ou a mal. Vamos a isso.

Iker Casillas Vs. Rui Patrício

Liga NOS 15/16 | Os duelos que vão a jogo no Dragão
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Um vai sendo visto como uma contratação que ficou aquém do esperado. Outro tem sido particularmente decisivo, sobretudo em jogos nos quais o “leão” permite mais do que esperado defensivamente. As diferenças entre Iker Casillas e Rui Patrício notam-se não tanto pelo número de defesas realizadas (54 para o espanhol, 56 para o português) mas pela eficácia com que defendem o último reduto das suas equipas e isso nota-se no GoalPoint Rating de cada um.

Rui Patrício manteve a sua baliza a “zeros” em 15 jogos, contra 12 do espanhol. Iker sofreu 25 golos enquanto Patrício foi batido em 18 ocasiões. Curiosidade “fora da caixa”? Iker soma um passe para ocasião de golo numa reposição de bola, um número raro num guarda-redes.

Maxi Pereira Vs. Ezequiel Schelotto

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A juntá-los, a posição. A separá-los, duas realidades distintas, com Maxi Pereira a assumir-se desde a primeira hora como titular indiscutível da lateral-direita após chegar como grande “troféu de caça” do “Verão quente” de 2015, enquanto Schelotto não só chegou apenas no mercado de Inverno como teve de esperar pacientemente pela hipótese de conquistar a confiança de Jesus. E a verdade é que conquistou.

Os números de Maxi Pereira são superiores, mas a verdade é que Schelotto não só tem dado boa conta do recado como até rivaliza com o uruguaio em algumas das variáveis que ajudam a definir um lateral competente de um grande.  Ainda assim Maxi apresenta uma “folha” mais completa, sendo a par de Danilo um dos poucos exemplos de um “dragão” que conseguiu manter uma regularidade não influenciada pelos altos e baixos vividos pelo Porto esta época.

Hector Herrera Vs. Adrien Silva

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Os papéis invertem-se neste comparativo. Enquanto Adrien é o motor do meio-campo leonino desde o início da época, somando um dos mais elevados GoalPoint Ratings da Liga, Herrera só já com José Peseiro recuperou o protagonismo (e os bons números) que havia vivido a época passada.

O mexicano, agora num papel mais ofensivo, tem registado boas exibições, mensuráveis estatisticamente. Já (o mais completo) Adrien, mesmo parecendo em quebra nos últimos encontros, oferece no seu melhor um notável equilíbrio produtivo entre tarefas ofensivas e defensivas. Ao contrário de outros “duelos” propostos nesta análise, estes dois vão certamente cruzar-se várias vezes em campo. Veremos o que daí resulta.

Jesús Corona Vs. João Mário

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Cuidado com estes senhores. As hipóteses de contribuírem decisivamente para o desfecho do próximo “clássico” é elevada, dada a sua influência na produtividade ofensiva dos rivais em confronto. O mexicano soma oito golos e quatro assistências. Já o jovem médio português totaliza seis golos e oito assistências. Um registo praticamente idêntico, ainda que com diferentes especializações, pelo mesmo corredor ofensivo, sobretudo se tivermos em conta que Corona conta com muito menos minutos jogados do que o internacional português. Os estilos são diferentes, sem dúvida, mas no que toca ao perigo… o melhor é não facilitar em nenhum dos casos.