Marcos Acuña (Sporting)

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Ainda a sua contratação não tinha sido confirmada e nós já o tínhamos apontado como o melhor jogador do campeonato argentino em 2016/17. O Sporting conseguiu trazê-lo para Portugal a troco de (justos) €10M, e só a perspectiva de imaginar este rapaz a municiar Bas Dost deve assustar, e muito, os adversários.

Dono de um invejável e preciso pé esquerdo, Acuña chegará com facilidade aos dois dígitos nas assistências, e pode muito bem complementar isso com vários golos, tendo em conta o seu muito bom remate.

A juntar a tudo isso, Acuña tem ainda uma soberba compreensão do jogo e uma boa capacidade de trabalho, que o tornam muito útil também no momento sem bola. Não tem como não resultar.

Ricardo Pereira (Porto)

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Para muitos será uma surpresa a facilidade com que ganhou o lugar a Maxi Pereira na pré-época, para nós é uma surpresa que ainda esteja no futebol português. Ricardo Pereira não só é, destacadamente, o melhor lateral-direito na Liga NOS como estará já entre os dez melhores do futebol europeu. Quem está espantado só tem de desfrutar da sua qualidade esta época, porque muito dificilmente não será a última por cá.

Ricardo Pereira é neste momento um jogador completo. Rápido, com um pulmão incrível, faz todo o flanco (direito ou esquerdo) com uma facilidade tremenda, remata e cruza com qualidade, e está cada vez mais forte no momento defensivo, não devendo nada a Maxi em nenhum dos parâmetros.

No final de 2016, apontá-mo-lo como segundo melhor jogador português do ano, a seguir a Cristiano Ronaldo. Quem o questionou na altura poderá agora vê-lo de perto e perceber o motivo por que a sua ausência da Selecção Nacional é das maiores injustiças do futebol português dos últimos anos.

Andrija Zivkovic (Benfica)

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Está terminado o ano de adaptação, e a partir de agora não há nenhum motivo para que um dos maiores talentos do futebol português não ganhe em definitivo um lugar no onze do Benfica. Zivkovic tem sido como que um diamante em bruto guardado na gaveta, ou usado na mão errada.

Sempre que apareceu em campo na posição onde melhor joga, brilhou, e de que maneira. Pelas nossas contas, foram quatro os jogos que fez a titular como extremo-direito na Liga NOS 16/17. Em três deles, teve direito a lugar na equipa da jornada. Falta-lhe golo? Talvez. Mas aos 21 anos, Zivkovic já tem tudo o resto.

Poucos extremos cruzarão tão bem como ele em toda a Liga. Poucos extremos terão um tão temível jogo interior e um pé esquerdo com tão boa “visão”. Mas há mais. Zivkovic é um artista que trabalha, que apoia o lateral, que ganha bolas em zonas adiantadas. Só tem de jogar. E no sítio dele. Com a saída de Nélson Semedo, já não existe a desculpa de “chocarem” nos seus movimentos. A partir desta época, têm de ser os outros a não chocar com Zivkovic, porque talentos destes não podem estar sentados.

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