Esta começa a ser uma realidade corriqueira. A Liga portuguesa foi a segunda a registar um saldo positivo mais elevado no mercado de Verão de 2019, algo que não espanta tendo em conta a tendência dos últimos anos.

Num contexto em que os clubes lusos são claramente mais vendedores que compradores, por questões da própria sobrevivência financeira, somente a Eredivisie – impulsionada pelo Ajax – conseguiu apresentar, ao fecho do mercado, números mais volumosos. Mas não foi por muito.

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Fonte: Transfermarkt.pt

A Liga holandesa gerou um saldo positivo de 253,3 M€, um número muito elevado e alavancado, sobretudo, pelas vendas do Ajax, que encaixou 205,8 M€ – com um saldo positivo de 148,1 M€, mais de metade do total de todos os clubes da principal divisão do país. A Liga NOS surge logo a seguir, com 239,3 M€, muito perto dos números da Eredivisie, mas muito à frente da terceira Liga com melhor salto, o segundo escalão inglês.

O Championship vem a reboque da Premier League, campeã do investimento em jogadores -, tendo os seus clubes conseguido um saldo de 159,4 M€, sendo seguido da Ligue 1 (que teve receitas de 835,5 M€, o valor mais alto nesta lista curta). O “top 10” prolonga-se até à Liga argentina, que fecha este lote com 68,2 M€.

O peso dos “três grandes” em Portugal

A constatação de que Benfica, FC Porto e Sporting monopolizam as grandes transacções em Portugal não é nova e, no arranque de 2019/20, esse facto não sofre alterações. As “águias”, catapultadas pela venda de João Félix por 126 M€, chegaram aos 191 M€ de vendas, alcançando um saldo positivo de 147,3 M€ – tal como o Ajax, mais de metade do saldo total conseguido por equipas do seu país.

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Fonte: Transfermarkt.pt

O Porto segue em segundo nesta pequena “Liga”, mas lidera nos gastos, tendo sido dos três a que mais gastou, nada menos que 60 M€, tendo arrecadado 88 M€. O saldo ainda é positivo, tal como o do Sporting, com as vendas de Raphinha, Bas Dost e Thierry Correia a manterem o “leão” no “verde”.

Premier League, um mundo à parte

Os desequilíbrios financeiros no mundo do futebol, nos dias que correm, são tema debatido em qualquer fórum futebolístico. Apesar dos gastos extraordinários da La Liga espanhola e do ressurgimento da Serie A italiana como potencia económica, a verdade é que a Liga inglesa está um patamar acima, com gastos em contratações a atingirem números estratosféricos, sem que sejam acompanhados por receitas que equilibrem as contas globais.

A Premier League é não só a Liga que mais dinheiro gastou (e fechou o mercado praticamente um mês antes das restantes), como é a que apresenta um saldo negativo mais volumoso, próprio de uma liga “investidora”, bem longe da segunda, a Liga italiana.

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Fonte: Transfermarkt.pt

Os clubes ingleses gastaram nada menos que 1.550 M€ de euros em contratações, mais 230 M€ que a Liga espanhola e mais 260 M€ que a italiana – o Manchester City liderou com 168 M€ gastos, seguindo-se o Manchester United com 159 M€, mas foi o Aston Villa o que perdeu mais, pois despendeu 148,6 M€ e não realizou qualquer venda. Contudo, os emblemas ingleses apenas contabilizaram 818,2 M€ em receitas, o que torna o seu saldo negativo verdadeiramente gigantesco, quase mais 500 M€ do que os italianos. Ainda assim, a Premier League gastou um pouco menos do que em 2018/19 (1.650 M€) e equilibrou um pouco as contas, pois por esta altura do ano passado apresentavam um saldo “no vermelho” de cerca de 1.098 M€.

a Liga espanhola (segunda mais gastadora), compensou os gastos com receitas volumosas, que chegaram aos 1.030 M€, pelo que o saldo negativo foi de “apenas” 292,9 M€. Neste “Top 5”, que apresenta as principais Ligas europeias, só mesmo a Ligue 1 francesa teve “juízo”, apresentando números “no verde” de 157,9 M€.