Logo agora que a Liga NOS estava a aquecer, interrompem o entusiasmo com mais uma paragem para jogos internacionais. Aproveitando também o entusiasmo de Fernando Santos pelo nosso campeonato – o Engenheiro chamou sete atletas da Liga à Selecção Nacional -, decidimos olhar àqueles que mais se têm destacado por terras lusas esta temporada até ao momento.

O limite mínimo de minutos jogados é de 315 e neste lote entraram 79 jogadores. Com dez clubes diferentes representados, esta é a selecção de jogadores portugueses Liga NOS à sétima jornada, segundo o algoritmo Goalpoint Ratings.

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Cláudio Ramos (Tondela) 5.84 – Presença muito habitual nos “tops” Goalpoint, o guarda-redes do Tondela recebeu agora a sua segunda chamada à Selecção Nacional – um prémio merecido para quem vai mantendo uma espectacular média de 81% de defesas a remates aos ângulos. Destaca-se ainda pela percentagem de remates enquadrados defendidos, tanto dentro (68%) como fora de área (89%).

Carraça (Boavista) 5.74 – Formado nas escolas dos “axadrezados”, o médio de origem vai agora mostrando solidez como lateral, mas mantém características importantes como o remate (1,4 / 90m). Com 1,4 passes para finalização, 1,7 faltas sofridas e 2,7 cruzamentos de bola corrida a cada 90 minutos, é parte importante na direita do ataque de Jorge Simão. Sem bola mostra solidez no desarme, com 2,7 a cada 90 minutos, o máximo entre os laterais-direitos portugueses.

Gonçalo Silva (Belenenses) 6.10 – O melhor defesa-central luso do campeonato mora, para já, no coração da equipa do Belenenses. Mostrando-se muito em posse (78,6 acções com bola), é peça importante na construção da equipa através do seu passe – tanto curto como longo – a que recorre com frequência e eficácia. Adicionando a estas características números defensivos sólidos como por exemplo as 2,9 intercepções por jogo, temos um central na sua melhor fase da carreira.

Fábio Cardoso (Santa Clara) 5.93 – De volta a Portugal após uma experiência menos boa em Glasgow, Fábio Cardoso é o único jogador de campo totalista em minutos pelo Santa Clara – os recém-promovidos dos Açores que já assumiram o sexto lugar. O jovem português já marcou dois golos e ainda não foi ultrapassado em drible em 630 minutos.

Rúben Lima (Moreirense) 5.94 – Talvez a peça mais consistente do “onze” do Moreirense desde que chegou ao clube no início da última temporada, Lima vem fazendo um bom arranque de campeonato. Impressiona defensivamente com 3,4 interceções (de longe o melhor registo entre os portugueses da sua posição) e 3,0 desarmes, sendo muito raramente ultrapassado em drible. Com bola, destaca-se pelos 0,9 dribles completos com 67% eficácia nestas acções.

Sérgio Oliveira (FC Porto) 6.48 – Em terceiro lugar do pódio dos portugueses no campeonato, olhamos para um médio cada vez mais completo. Com bola destaca-se por uma impressionante eficácia de passe no último terço (82%), para além de 2,7 passes para finalização e de manter uma eficácia de drible de 100% com 1,0 completo a cada noventa minutos. Sem bola realce para os 3,0 desarmes. Pode ter saído do “onze” portista nas últimas semanas, mas volta a merecer a chamada à selecção.

Pizzi (Benfica) 7.69 – O “número um” do campeonato até ao momento somou mais uma assistência no “clássico” e, somando golos e assistências, já leva oito contribuições directas para golos em apenas sete partidas. Só isso explica muito do seu rating, mas os 3,6 passes para finalização, os 0,8 passes de ruptura, as 1,1 ocasiões flagrantes criadas e a qualidade no passe longo – 10,9 por 90m, com 73% eficácia – colocam o “comandante” do Benfica num nível acima da concorrência.

Tozé (V. Guimarães) 6.46 – O início de época do Vitória SC não foi famoso, mas Tozé só se estreou na vitória frente ao FC Porto e logo com um golo – a partir daí tudo melhorou e este não mais saiu das opções de Castro. O médio cria perigo através do seu remate (2,5) e oferece 2,0 passes para finalização para os seus colegas a cada 90 minutos, mas, muito pela pressão alta do Vitória, vai se mostrando também sem bola – 2,0 desarmes por 90 minutos e nenhum falhado em todo o campeonato.

Ricardo Horta (Sp. Braga) 6.76 – Ignorado por Fernando Santos, Horta continua a mostrar semanalmente que deve entrar nas contas do seleccionador nacional. Com quatro golos marcados é já o segundo melhor marcador do campeonato e tem feito por isso, não falhando nenhuma ocasião flagrante, colocando 83% dos seus remates e com um registo de 1,5 dos seus 2,2 remates de bola corrida a serem feitos na área. Como “playmaker” a partir da linha, vai somando, para além de duas assistências, dois passes para finalização de bola corrida e excelente eficácia de cruzamento (33%).

Nani (Sporting) 6.27 – Melhor marcador e assistente da equipa, neste retorno ao “seu” Sporting, Nani tem surpreendido muitos adeptos que já o davam como acabado. O campeão europeu nem remata com frequência particularmente alta, mas vai demonstrando grande eficácia quando o faz (38% remates convertidos), para além de enquadrar todos os que tentou de fora de área. Vai ainda criando 0,4 ocasiões flagrantes, 2,0 passes para finalização e mantendo 33,3% eficácia de cruzamento, mesmo sem Dost na área.

Wilson Eduardo (Sp. Braga) 6.41 – Pode não aparecer nas manchetes com a mesma frequência dos seus parceiros de ataque, mas Wilson Eduardo também é segundo melhor marcador do campeonato. Com elevada produção de remates (3,3 de bola corrida por 90 minutos), o avançado encontra-se com frequência em situações de excelência para marcar (0,9 ocasiões flagrantes) devido aos seus movimentos de ruptura. Soma ainda 1,3 passes para finalização em situações de bola parada, com a sua colocação de bola a ser chave para Abel nesses momentos.

Menções honrosas

Entre os melhores portugueses da Liga, mas que, por uma ou outra razão não couberam neste “onze”, estão ainda estes jogadores:

  • Rafa Silva (Benfica) 6.85 – Foi chamado por Fernando Santos para substituir Gonçalo Guedes e também teria lugar neste onze se tivesse cumprido apenas mais 43 minutos. A malapata da finalização parecer estar ultrapassada, e regista neste momento uma finalização certeira a cada 91 minutos, número de fazer inveja a muitos pontas-de-lança.
  • Bruno Fernandes (Sporting) 6.24 – A fasquia estava alta depois da excelente época que fez em 17/18, mas apesar de Bruno Fernandes não estar ainda ao mesmo nível, também não tem estado tão mal como se tem falado. É o português com mais passes para finalização de bola corrida (2,1 / 90m) da Liga NOS, e isso diz tudo.
  • André Almeida (Benfica) 5.73 – Não está a fazer um campeonato brilhante, mas o que é certo que ficou a apenas uma centésima do rating de Carraça, o lateral-direito titular.

Conheça também os jogadores que melhores desempenhos tiveram na 7ª jornada da Liga NOS.

Confira, igualmente, jogo a jogo, os números que justificam a eleição dos melhores, na tabela de acompanhamento dos jogos GoalPoint, actualizada poucos minutos após o término de cada encontro da Liga NOS! Pode também encontrar todo o histórico da época neste “link”.

LIGA NOS | J7STATGPRMVP
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