Liga NOS | O XI GoalPoint de Fevereiro 2021 ⭐

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O primeiro central a ser eleito Jogador do Mês lidera o XI GoalPoint Ratings dos melhores desempenhos de Fevereiro de 2021. Apesar de este ser o mês mais curto de todos, tivemos cinco jogos da Liga NOS para contabilizar na elaboração da equipa – ou seja, da 16ª jornada até à 20ª, e só jogadores com mais de 300 minutos de utilização -, para termos uma ideia da concentração competitiva dos últimos tempos, e ainda houve outras provas pelo meio.

Neste período, que confirmou o Sporting como a força maior da prova, dilatando a sua vantagem sobre os seus rivais para números difíceis de reverter, os “três grandes” emprestam dois jogadores cada, um deles o MVP. E há a curiosidade de termos uma espécie de passagem de testemunho familiar e dois repetentes em relação a Janeiro que pertencem ao mesmo emblema. Vamos aos detalhes.

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  • Pawel Kieszek (Rio Ave) 6.08 – Os vila-condenses parecem, aos poucos, reencontrar-se com o seu futebol, desde o regresso de Miguel Cardoso, e no período em análise, o guardião polaco teve papel fundamental na equipa. As 4,2 defesas a cada 90 minutos foi o valor mais alto na Liga nesta fase, uma delas a travar uma grande penalidade, o único guarda-redes a fazê-lo – entre aqueles com mais de 300 minutos de utilização. Kieszek defendeu 81% de todos os remates enquadrados com a sua baliza, segundo valor mais alto, apenas atrás dos 86% do sportinguista Antonio Adán.
  • Ricardo Esgaio (Braga) 6.53 – E parece que temos aqui estabelecida uma dinastia na lateral-direita dos nossos “onzes”. Após Tiago Esgaio ocupar o lugar por quatro eleições mensais consecutivas, eis que o jogador dos “azuis” ficou de fora para dar lugar ao… irmão. Ricardo viveu um mês de Fevereiro de grande nível e foi “só” o lateral-direito que mais passes para finalização realizou por 90 minutos (2,3, segundo entre todos laterais), que mais ocasiões flagrantes criou (0,6), fez uma assistência e foi o terceiro lateral em intercepções (2,5).
  • Nicolás Otamendi (Benfica) 6.27 – O argentino começou a época mal, com erros atrás de erros, mas aos poucos foi melhorando os seus níveis de confiança, e também os desempenhos, tendo sido o segundo melhor central em Fevereiro. Autor de um golo, ao Famalicão, Otamendi foi o quarto central com mais desarmes por 90 minutos (2,2), o sexto em intercepções (2,0), novamente o quarto em acções defensivas no meio-campo contrário (0,8) e no terço intermédio (1,8), e ganhou sete dos dez duelos aéreos defensivos em que participou.
  • Sebastián Coates (Sporting) 6.89 – O melhor jogador do mês de Fevereiro, para o qual elaborámos uma análise mais aprofundada, que pode ler aqui (link).

  • João Vigário (Nacional) 6.15 – Os insulares não estão no seu melhor período, tendo sido mesmo a segunda equipa que mais remates permitiu aos seus adversários neste período (média de 15 por jogo), mas o lateral-esquerdo tem estado uns furos acima dos demais. Com um golo marcado, Vigário foi o terceiro lateral que mais passes para finalização realizou (1,7, sendo 1,4 de bola corrida), o quarto em cruzamentos de bola corrida, nada menos que 4,3, com excelentes 28% de eficácia, e também o quarto em intercepções (2,4).
  • Sérgio Oliveira (Porto) 6.50 – O primeiro de dois repetentes. Não tão exuberante quanto no início da época, o médio portista continua a ser o motor do futebol do “dragão”. Em Fevereiro marcou dois golos, foi o segundo médio em remates enquadrados (1,1), esteve muito bem no desarme, com média de 2,4, e também na recuperação de posse (7,3), sendo o segundo médio (atrás de João Palhinha) nas acções defensivas no último terço (1,5).

  • Adel Taarabt (Benfica) 6.85 – O benfiquista não é consensual, muito por culpa do seu jogo por vezes precipitado, que desequilibra a organização defensiva “encarnada”. Porém, sendo um dos motores da equipa (como referiu Jan Vertonghen), o marroquino está muito em jogo e acumulou alguns números interessantes, ao ponto de ter registado mesmo o segundo rating mais elevado do mês – dentro do critério dos 300 minutos. Taarabt fez uma assistência, foi o jogador com mais acções com bola por 90 minutos (95,0), aquele que teve mais acções em posse (85,5), foi o médio-centro que mais rematou (1,9), o terceiro jogador com mais passes (67,6), com excelentes 89% de eficácia, apenas atrás do colega Julian Weigl (95%) entre os médios, foi o médio com mais passes para o terço ofensivo (24,7) e o segundo com mais acerto (86%), nenhum outro da posição tentou mais o drible (5,6), tendo registado o segundo valor mais alto de dribles completos entre todas as posições (3,6). E ninguém fez mais recuperações de posse (9,7).

  • Angel Gomes (Boavista) 6.75 – O criativo dos “axadrezados” chegou a ter um período de relativo apagamento, arrastado pelas exibições menos conseguidas da sua equipa, mas surge nesta fase em grande forma. Em Fevereiro fez um golo, foi o terceiro em passes para finalização por 90 minutos (2,9, segundo em termos absolutos, com 11) e foi também o terceiro em toda a Liga no número de passes ofensivos valiosos (3,9).
  • Pedro Gonçalves (Sporting) 6.45 – O goleador leonino esteve ausente da equipa de Janeiro, mas regressou agora, fruto de mais um punhado de excelentes prestações. Em Fevereiro fez dois golos, foi o oitavo elemento mais rematador (3,0, máximo entre “leões), continuou a brilhar no drible, com 4,5 tentados, 2,8 no último terço (6º mais alto, com sucesso em 1,3). Acumulou 4,9 acções com bola na área contrária, demonstrativo da sua capacidade para aparecer de trás e integrar-se nas zonas de finalização, em que é exímio.

  • Ryan Gauld (Farense) 6.67 – Segunda presença do “mini Messi” do Algarve nos “onzes” do mês, tendo a primeira acontecido em Dezembro. Gauld continua a ser a estrela mais brilhante do Farense, tendo marcado dois golos nesta fase, ou seja, 40% dos tentos da sua equipa. Além disso registou o número máximo absoluto de passes para finalização na Liga (15), segundo em média (3,0), atrás de Ricardo Quaresma (3,1), foi o médio mais rematador (3,2), o terceiro em acções defensivas no meio-campo contrário (3,0). Um verdadeiro “patrão”.

  • Mehdi Taremi (Porto) 6.51 – E terminamos com o segundo repetente. Taremi não baixa o nível dos seus desempenhos e volta a ser o dono do lugar de ponta-de-lança, graças a dois golos e duas assistências em Fevereiro, correspondendo a 50% dos golos do FC Porto nesta fase. Ninguém rematou mais que Mehdi (3,8), nos enquadrados foi o segundo (1,5), apenas atrás do benfiquista Darwin Núñez (1,8), e foi o terceiro ponta-de-lança em passes ofensivos valiosos (3,2).

Menções honrosas

Entre os melhores neste período, mas que, por uma ou outra razão, não couberam neste “onze”, estão estes craques:

  • Lucas Piazón (Braga) 7.70 – Fantástico o rating do brasileiro do Braga, mas completou apenas 250 minutos em Fevereiro, pelo que fica fora das contas. Nestas cinco jornadas fez três golos e quatro assistências. Incrível.
  • João Novais (Braga) 7.20 – Outro bracarense com um rating elevado, em especial pelo 9.4 que registou ante o Tondela, mas também ele falha por pouco a entrada no “onze”, devido ao critério dos minutos.
  • Vincent Thill (Nacional) 6.75 – O extremo-direito dos insulares esteve muito bem durante o mês, mas cumpriu somente 273 minutos. Ainda assim somou uma assistência e registou 3,3 remates.
  • Matheus Nunes (Sporting) 6.64 – O herói do dérbi lisboeta poderia ter ficado com a vaga de Sérgio Oliveira, mas cumpriu somente 251 minutos. Esteve muito bem no desarme, com 3,2.
  • Luther Singh (P. Ferreira) 6.42 – Um dos elementos em melhor forma nos pacenses, mas não o suficiente para desalojar Ryan Gauld. Em Fevereiro, o sul-africano fez três assistências.
  • Tomás Ribeiro (Belenenses SAD) 6.17 Um dos centrais em melhor forma na Liga, viu Otamendi ficar-lhe à frente. Em termos absolutos foi o central que mais rematou, com oito disparos.
  • Rúben Lima (Belenenses SAD) 6.11 – Por quatro centésimas, o lateral “azul” ficou de fora, atrás de Vigário, apesar de ter figurado em dois dos cinco “onzes” da jornada em Fevereiro.

Parabéns aos eleitos!
Descobre os anteriores “onzes” do mês GoalPoint neste link.

Nota metodológica: O “onze” foi elaborado de acordo com o GoalPoint Rating médio dos jogadores que cumpriram mais de 300 minutos na Liga NOS, no período em questão.

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