Após vários meses com três, ou mesmo duas jornadas, Janeiro foi mês recheado de Liga NOS. Jogaram-se nada menos que cinco jornadas, o que tornou ainda mais “caro” o “bilhete” de entrada neste “onze” ideal.

Fazendo as contas, o FC Porto é o clube mais representado. Os “azuis-e-brancos” colocam quatro jogadores entre os melhores ratings, tendência que se tem vindo a impor ao longo da época. Ao fim de cinco “onzes” mensais, os “dragões” já contam com 15 presenças, tantas como as dos rivais históricos somadas, sendo que Felipe atingiu este mês a sua terceira, à semelhança de Pizzi e Bruno Fernandes.

Mas vamos aos motivos que fazem destes os melhores de Janeiro.

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  • Cláudio Ramos (Tondela) 6.48 – O primeiro representante do Tondela em “onzes” mensais 18/19. O melhor guarda-redes da época passada continua a demonstrar qualidades e em Janeiro registou uma média de 3,6 defesas por jogo, só atrás de Cristiano e Helton Leite (3,8). Mas nem só de defesas vive um guarda-redes. Cláudio saiu sete vezes da baliza no último mês, mais do que qualquer outro guardião, com uma eficácia de 86%.
  • Rodrigo Soares (Aves) 6.48 – Foi um dos três representantes do Aves nos 33 magníficos da 1ª volta, e acumula em Janeiro a sua segunda presença em “onzes” mensais, mais do que qualquer outro lateral-direito. O brasileiro tem impressionado sobretudo pelo que oferece a nível ofensivo, e no último mês nenhum jogador criou mais situações de finalização do que ele (5,2 por jogo), o que é extraordinário num lateral. As bolas paradas e os cruzamentos venenosos (3,8 por jogo com 42% de eficácia) são as principais fontes de assistências.
  • Felipe (Porto) 6.09 – Os elogios começam a escassear para Felipe. O melhor central da primeira volta chega à sua terceira presença em “onzes” mensais, num mês em que, quando esteve em campo, a sua equipa não sofreu qualquer golo (não jogou contra o Nacional e já tinha sido substituído em Chaves). Voltou a ser dos melhores ao nível dos duelos aéreos defensivos (78% de eficácia).
  • Éder Militão (Porto) 6.60 – Fez jogos como central e como lateral e, tal como Sérgio Conceição, poderíamos ter escolhido qualquer uma das posições para o colocar. Num mês em que também se destacou pelos dois golos que marcou, foi o defesa com melhor rating, registou 2,9 intercepções a cada 90 minutos e ganhou 70% dos seus duelos aéreos defensivos.
  • Nuno Campos (Nacional) 6.23 – Tal como Militão, estamos perante um multi-funções, e foi utilizado por Costinha em ambas as laterais, sempre com rendimento elevado. Ao contrário do outro lateral, Rodrigo, Nuno Campos destaca-se mais pelo equilíbrio defensivo que oferece à equipa e, em Janeiro, foi de longe o jogador da Liga NOS com mais desarmes a cada jogo (5,3). Foi ainda o lateral-esquerdo com mais intercepções (2,8 / jogo).
  • Héctor Herrera (Porto) 6.33 – Está de regresso aos melhores do mês, após um hiato que durava desde Agosto. Em Janeiro foi o terceiro médio com melhor eficácia de passe (86%), apenas atrás de Gudelj e Wendel, mas ao contrário dos “leões”, o mexicano arrisca muito mais no passe longo (5,6 por jogo), no qual teve eficácia de 71%. O contributo defensivo também foi elevado, como sempre. Foram 7,8 acções defensivas a cada 90 minutos, de longe a média mais alta entre jogadores do “top 4”.
  • Pizzi (Benfica) 6.48 – Um golo e três assistências, foi este pecúlio de Pizzi em Janeiro. Há quem diga que falha muitos passes, mas a eficácia de 71% em passes para o último terço atesta o contrário. Foi ainda o médio com mais dribles eficazes nessa zona do terreno.
  • Bruno Fernandes (Sporting) 6.67 – Incrível a influência do “número 8” dos leões em tudo o que são lances ofensivos do Sporting. Nenhum jogador da Liga NOS se envolveu em tantas finalizações como ele no mês de Janeiro (6,8 / jogo), uma a cada 13 minutos. Foi ainda o homem que mais vezes tocou na bola (95 / jogo) e de longe aquele que mais bolas longas de qualidade colocou no último terço (3,8 / jogo).
  • Jesús Corona (Porto) 6.51 – Ora como lateral, ora como extremo, está feito um senhor jogador. Somou quatro assistências em Janeiro e foi o jogador com mais passes para finalização de bola corrida (2,6 por jogo). A sua influência nota-se também na importância que tem para recuperar a bola em zonas altas, com 6,3 acções defensivas por jogo, 31% das mesmas no terço mais adiantado.
  • Luther Singh (Chaves) 6.69 – Depois de Loum, parece estar aqui mais um caso sério entre os emprestados do Sporting de Braga. Luther Singh chegou em Janeiro a Chaves e pegou de estaca, conseguindo o segundo melhor rating do mês. Foi no drible que mais se destacou, com 4,1 completos por 90 minutos e uma eficácia de 67%, mas é também um jogador com grande qualidade de remate e importante a jogar sem bola (7,0 acções defensivas / 90m).
  • Haris Seferovic (Benfica) 6.80 – Foi o MVP do mês, e os motivos estão todos aqui.

Menções honrosas

Entre os melhores neste período, mas que, por uma ou outra razão, não couberam neste “onze”, estão estes craques:

  • Óliver Torres (Porto) 6.55 – A intermitência exibicional definitivamente não acompanha a intermitência na utilização. O espanhol teria lugar no “onze” do mês se tivesse jogado mais 35 minutos.
  • Sergio Peña (Tondela) 6.50 – Tal como Óliver, foi tramado pelos minutos (ficou a seis de entrar nos eleitos), mas este por melhores razões. O peruano falhou um jogo por ter sido pai, mas no tempo que esteve em campo mostrou grande qualidade.
  • Odysseas Vlachodimos (Benfica) 6.40 – Não é muito normal ver um guarda-redes dos “grandes” por aqui, mas o grego ficou a apenas oito centésimas de Cláudio Ramos. Defendeu 77% dos remates que foram à sua baliza, inclusive uma grande penalidade.
  • Álex Grimaldo (Benfica) 6.14 – Outro benfiquista que ficou muito perto (nove centésimas) da titularidade. Marcou um golo (e que golo) e fez uma assistência.

GoalPoint-Banner-Passatempo-10-1819Parabéns aos eleitos!

Descobre os anteriores “onzes” do mês GoalPoint neste link.

Nota metodológica: O “onze” é elaborado de acordo com o GoalPoint Rating médio dos jogadores que cumpriram mais de 300 minutos na Liga NOS, no período em questão.