D esde que fazemos “onzes” mensais, poucos terão tido menos jogadores dos tradicionais “grandes”. O ano começa com uma equipa ideal que conta apenas com os já “crónicos” Pizzi e Bruno Fernandes, rodeados por outros nove jogadores de seis clubes diferentes. Algo difícil de acontecer, sobretudo em meses que, como este, são compostos por quatro jornadas.

Este é também um “onze” com grande maioria de jogadores portugueses. São sete os “tugas” titulares, alguns deles bem jovens, o que é sempre de saudar. Mas vamos aos eleitos.

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  • Amir Abedzadeh (Marítimo) 6.68 – A chegada de José Gomes veio trazer uma estabilidade bem maior ao Marítimo, e para isso também tem contribuído o iraniano Amir. Em Janeiro sofreu apenas dois golos e foi o guarda-redes que mais defesas somou a cada partida (4,5). Feitas as contas, foram 90% os remates enquadrados que defendeu nos últimos quatro jogos. Uma marca impressionante.
  • Victor García (Vitória SC) 6.62 – O venezuelano aproveitou muito bem a lesão de Sacko e parece ter ganho a titularidade ao maliano. Ofensivamente concretizou oito dos nove dribles que tentou e a nível defensivo teve sucesso em 80% das tentativas de desarme.
  • Marco Baixinho (P. Ferreira) 6.16 – O melhor central do mês, e que grande temporada tem feito Marco Baixinho. O português é fundamental na solidez defensiva da equipa de Pêpa, que sofreu apenas dois golos nos últimos quatro jogos, e isso reflecte-se ainda nas quase 12 acções defensivas que regista a cada jogo. Com bola também é forte e acertou uma média de 10,3 passes progressivos por jogo.
  • Aderllan Santos (Rio Ave) 6.15 – Fez parte do “onze ideal” da primeira volta e em Janeiro a solidez foi a do costume. Venceu 13 dos 15 duelos aéreos que disputou e totalizou 30 acções defensivas nos três jogos em que foi titular. Um esteio na equipa de Carvalhal.
  • Henrique Gomes (Gil Vicente) 6.62 – Um rookie que se começa a afirmar no primeiro escalão. Em Janeiro fez uma assistência para golo, mas destacou-se sobretudo pelo muito que oferece a nível defensivo. Bateu o recorde de desarmes em jogos da Liga NOS (10) e terminou com uma média de 5,3 a cada 90 minutos e com eficácia de 78%. Ainda registou 2,0 intercepções e venceu 64% dos duelos aéreos defensivos.
  • Pêpê Rodrigues (Vitória SC) 7.43 – Ivo Vieira começou a apostar nele na posição de pivot defensivo e Pêpê não o tem deixado ficar mal, muito pelo contrário. A sua influência na organização ofensiva da equipa é notável, sobretudo ao nível do passe longo. Dos 14 que tenta a cada jogo, 80% encontra um colega. Pêpê terminou ainda o mês com 100% de eficácia no drible (em nove tentativas).
  • Pizzi (Benfica) 7.00 – Ao contrário de outros meses, Janeiro não encheu o olho com “números grandes”, pelo menos nas coisas mais óbvias. No entanto, “apenas” um golo e uma assistência não escondem o facto de ter sido o quarto jogador com mais remates enquadrados (1,4 / 90m) e o quarto com mais passes para finalização (3,2 / 90m). Conseguiu ainda eficácia de drible de 64%, nos 14 que tentou.

  • Lucas Evangelista (Vitória SC) 6.88 – Números de autêntico “ponta-de-lança” em Janeiro. Nenhum jogador rematou mais do que ele (4,6 / 90m) e só dois (Paulinho e Vinícius) o fizerem em maior quantidade dentro da grande área. Não se pense que foi tudo ao lado, porque mais de metade (2,4) foram enquadrados. Completou ainda 1,8 passes para finalização a cada jogo e teve sucesso em 75% dos dribles que tentou.
  • Bruno Fernandes (Sporting) 6.95 – A despedida não podia ser de outra forma. O MVP da primeira volta marca presença em “onzes” mensais pela terceira (e última) vez consecutiva. Janeiro trouxe mais dois golos e 3,3 ocasiões criadas a cada jogo, o melhor registo da Liga NOS neste período.

  • Francisco Trincão (Braga) 8.16 – O “menino” de 20 anos foi o melhor jogador do mês com um GoalPoint Rating soberbo. Dois golos, uma assistência e 3,9 dribles completos a cada 90 minutos foram os seus números de maior destaque.

  • Paulinho (Braga) 6.70O homem que mais cabeceia na Europa marca presença pela primeira vez em “onzes mensais”. Em Janeiro marcou ou assistiu a cada 41 minutos, números de… Selecção Nacional.

 

Menções honrosas

Entre os melhores neste período, mas que, por uma ou outra razão, não couberam neste “onze”, estão estes craques:

  • Pepelu (Tondela) 6.83 – Num mês normal seria “titular”, não fossem os grandes números de Pêpê. Fartou-se de oferecer bolas de golo e registou 7,2 acções defensivas a cada 90 minutos.
  • Ricardo Horta (Braga) 6.82 – Entre ele, Trincão e Galeno não podem jogar todos, daí que não tenha feito os minutos necessários. Ainda assim… dois golos e uma assistência.
  • Cristian Borja (Sporting) 6.64 – Nos poucas aparições que vai tendo mostra alguma qualidade. Em Janeiro marcou um golo decisivo e teve 71% de eficácia no drible.
  • Ricardo Ribeiro (P. Ferreira) 6.60 – Tal como Amir, também só sofreu dois golos, mas o facto de ter feito menor número de defesas pesou na nota.

Parabéns aos eleitos!

Descobre os anteriores “onzes” do mês GoalPoint neste link.

Nota metodológica: O “onze” foi elaborado de acordo com o GoalPoint Rating médio dos jogadores que cumpriram mais de 240 minutos na Liga NOS, no período em questão.