D e interrupção em interrupção, passando por dez dias em que se encaixaram 26 jogos, a Liga NOS tem sido um carrossel de emoções, pelo menos ao nível da calendarização. Como tal, tivemos que juntar dois meses de forma a poder eleger um “onze” mensal em que coubessem mais do que duas jornadas.

Este Outubro/Novembro traz-nos como grande figura o bracarense Galeno, que sucede a um ex-bracarense (Rafa Silva) e a um bracarense emprestado (Fábio Martins), que também é figura neste artigo por outros motivos. O jogador do Famalicão é presença no “onze” ideal pela terceira vez consecutiva, sendo o único a conseguir tal feito.

Este é um elenco bastante versátil, com representação de oito clubes diferentes, mas ainda assim há oito emblemas que não colocaram qualquer jogador em “onzes” mensais esta temporada. Vamos aos eleitos.

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  • Mateus Pasinato (Moreirense) 6.91 – Sequência de jogos espectacular do guarda-redes brasileiro em estreia na Liga NOS. Para além de ter feito uma incrível média de seis defesas por jogo, foi o ainda o terceiro em percentagem de remates enquadrados defendidos (80%). Tem dado também nas vistas pela eficácia nos lançamentos longos.
  • Rafael Ramos (Santa Clara) 6.27 – Após terem colocado Patrick Vieira no “onze” ideal de Setembro, os açorianos conseguem agora fazer o mesmo com Rafael Ramos, que conquistou o lugar nos últimos jogos. O português que chegou do Twente fez uma assistência e foi o lateral-direito com mais passes para finalização (2,2 / 90m). A capacidade no cruzamento (eficácia de 38%) tem sido das suas maiores armas, mas também é de destacar o facto de ter terminado este período com uma eficácia de desarme de 87%, também a melhor na sua posição.
  • Bruno Wilson (Tondela) 6.61 – Tal como Pepe, marcou um golo que deu pontos, e que pontos. Foi o melhor em campo contra o Sporting, clube onde se formou, e está numa sequência de jogos que deixaria o seu avô (Mário Wilson) orgulhoso. Dos 12,7 passes longos que tentou a cada jogo teve sucesso em 68% e também se destacou a defender, com 2,0 intercepções por jogo e 80% de eficácia nos duelos aéreos defensivos.
  • Marcos Acuña (Sporting) 6.41 – Amado por uns, “odiado” por outros, Marcos Acuña vai dando mais razão aos do primeiro grupo, sobretudo quando joga a lateral. O golo ao Vitória de Guimarães foi o expoente máximo de um período em que criou 2,7 ocasiões de finalização a cada 90 minutos, mais do que qualquer outro lateral. Na sua posição, só dois jogadores desarmaram mais do que ele (2,7 / 90m), sendo que 88% dos desarmes foram completos e com retenção da posse de bola.

  • Osama Rashid (Santa Clara) 6.62Voltou a marcar de livre directo mostrando ser um dos mais fortes do campeonato nesse aspecto. O internacional iraquiano tem jogado cada vez mais recuado e isso nota-se nas muitas acções defensivas que faz no primeiro terço (3,7 / 90m), isto tudo quase sem cometer faltas (0,4 / 90m).
  • Pizzi (Benfica) 7.02 – O melhor marcador do campeonato, quando já passou quase um terço do mesmo, continua em grande forma. Neste período marcou dois golos em apenas seis remates, e ainda assistiu outros dois. Faz 5,7 passes progressivos a cada 90 minutos, algo pouco habitual na sua posição, e acertou 67% dos passes verticais que tentou.

  • Bruno Fernandes (Sporting) 6.88Incontornável, como quase sempre, algo aliás comprovável estatisticamente, como pode ver neste artigo (link). Um golo e uma assistência em quatro jogos até parecem pouco para o que costuma apresentar, mas há outros números que impressionam. No remate, nenhum outro médio enquadrou mais disparos (1,8 / jogo), e no último passe também foi de longe o melhor (3,5 passes para finalização / jogo). Incrivelmente, para um jogador tão decisivo ofensivamente, ainda registou 6,5 acções defensivas a cada 90 minutos.
  • Wenderson Galeno (Braga) 7.85 – Foi o craque deste período. Três golos e impressionantes números ao nível do drible, mais detalhados, aqui.
  • Fábio Martins (Famalicão) 6.85 – Mas que grande época está a fazer o extremo português. É o dono da extrema-esquerda pelo terceiro mês consecutivo. Para além de ter marcado mais um golo, desta feita destacou-se também pela eficácia no passe (80% no meio-campo ofensivo) e no drible (83%). Foi ainda o terceiro ala com mais acções defensivas a cada 90 minutos (6,6).

Menções honrosas

Entre os melhores neste período, mas que, por uma ou outra razão, não couberam neste “onze”, estão estes craques:

  • Carlos Vinícius (Benfica) 8.11 – Ficou a 39 minutos de ser o titular na frente de ataque. Tivesse tido essa regularidade na utilização, o que fez em campo teria sido mais do que suficiente.
  • Carlos Mané (Rio Ave) 6.84 – O mês teve grandes desempenhos de jogadores na sua posição, nomeadamente Galeno, caso contrário teria entrado neste “onze”.
  • Mikel Agu (Vitória SC) 6.52 – Já tinha sido o médio-defensivo titular em Setembro e manteve a qualidade exibicional, ficando muito perto de “ganhar o lugar” a Rashid.
  • Rúben Dias (Benfica) 6.52 – Está a atravessar um bom momento de forma, mas os dois golos que marcou não foram suficientes para garantir lugar entre os “titulares”.
  • Bruno Santos (Paços de Ferreira) 6.22 – Curiosamente teve o seu pior rating no jogo em que a equipa venceu. Quando é preciso atacar está lá sempre.

Parabéns aos eleitos!

Descobre os anteriores “onzes” do mês GoalPoint neste link.

Nota metodológica: O “onze” foi elaborado de acordo com o GoalPoint Rating médio dos jogadores que cumpriram mais de 240 minutos na Liga NOS, no período em questão.