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O FC Porto assumiu o comando do Grupo D da Liga dos Campeões ao bater, por 3-1, o Lokomotiv de Moscovo. Numa partida que teve um pouco de tudo – expulsões, erros clamorosos, grandes penalidades (convertidas e falhadas) –, e que poderia ter ganho outros contornos caso Manuel Fernandes não tivesse desperdiçado o castigo máximo logo aos nove minutos, valeu a maior eficácia ofensiva dos “dragões”, que até remataram menos do que os russos, mas demonstraram sempre mais engenho e maior qualidade no tratamento da bola.

Os “dragões” têm agora não só o apuramento como o primeiro lugar do grupo à distância de uma vitória, já no próximo duelo com os alemães do Schalke. Confirma no site Betclic as melhores odds para sair a ganhar nos próximos jogos do FC Porto.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Tremendo susto logo a abrir para a equipa do FC Porto, com Alex Telles a cometer grande penalidade após derrubar Aleksei Miranchuk dentro da área. Chamado a converter, o português Manuel Fernandes foi incapaz de bater Casillas. Os “dragões” fecharam o primeiro quarto-de-hora com 72% de posse e 84% de eficácia no passe, mas do ponto de vista ofensivo não estiveram tão bem: fizeram apenas um remate, desenquadrado, contra três do adversário, dois deles à baliza.

  • O FC Porto demonstrava algumas dificuldades de construção no centro do terreno, recorrendo, por isso, aos jogadores que ocupam os corredores. Nos primeiros 20 minutos, apenas os “dragões” fizeram cruzamentos, sete, quatro deles por Alex Telles, que não se mostrava perturbado pelo “penalty” cometido, negando o golo a Miranchuk e a Éder com dois cortes decisivos.
  • O nulo acabaria por ser desfeito aos 26 minutos, após uma grande penalidade cometida por Éder sobre Felipe. Marega não quis repetir o erro de Manuel Fernandes e rematou para o fundo da baliza naquele que foi o primeiro remate à baliza do FC Porto, numa altura em que o Lokomotiv já levava quatro disparos enquadrados.

  • Os minutos que se seguiram foram verdadeiramente vertiginosos, com golos de parte a parte. Primeiro foi Héctor Herrera que, de cabeça, fez o 2-0 após cruzamento teleguiado de Corona, da direita. Depois, Anton Miranchuk reduziu a desvantagem a passe do seu irmão, aproveitando um erro clamoroso de Éder Militão, que deixou a bola à mercê de Aleksei.
  • Boa exibição de Danilo Pereira, o líder em recuperações de posse durante os primeiros 40 minutos, com oito, mais do dobro do que qualquer jogador russo. A acrescentar a isso, o médio português tinha ainda dois desarmes e outras tantas intercepções.
  • Intervalo Primeira parte bastante intensa, com o FC Porto a marcar nas duas únicas ocasiões de remate de que dispôs. Os “dragões” tiveram muito mais bola do que o adversário e foram mais eficazes na sua distribuição, mas raramente conseguiram chegar perto da baliza defendida por Guilherme. Não é, por isso, de admirar que a liderança nos GoalPoint Ratings pertencesse a Anton Miranchuk, com 7.0. Para além do golo apontado, o médio russo tinha ainda dois passes para finalização, um deles para ocasião flagrante, e três dribles eficazes. Na equipa do FC Porto, o melhor era Casillas, 6.3, já com duas defesas, uma das quais a uma grande penalidade, e uma saída pelo solo eficaz.

  • A segunda parte arrancou com o terceiro golo do FC Porto, por parte de Corona, após um belíssimo passe rasteiro de Brahimi, que até vinha sendo um dos jogadores dos “azuis-e-brancos” menos interventivos, com apenas 19 passes (apenas Marega tinha menos). Noite para esquecer do guarda-redes Guilherme, que ainda não efectuara nenhuma defesa.

  • Exibição imperial de Felipe, que chegou aos 70 minutos da partida a liderar a sua equipa em passes (65) e acções com bola (79). Para além disso, o central brasileiro perdera apenas um de nove duelos e levava oito acções defensivas, metade delas alívios.
  • A tarefa do FC Porto de aguentar a vantagem ficou um pouco mais fácil aos 75 minutos, com a expulsão de Kvirkvelia, que derrubou Herrera depois de perder a bola perto da entrada da área. O central georgiano até levava dez acções defensivas, mas acabou por abandonar o terreno com o número máximo de perdas de bola da sua equipa (17).
  • Aos 85 minutos da partida, Corona era o único jogador dos “dragões” com mais do que um passe para finalização. Este dado estatístico continuava a ser liderado pelos gémeos Miranchuk, ambos com três ocasiões de remate criadas.

O Homem do Jogo 👑

Noite ao mais alto nível de Danilo Pereira, que aos poucos vai recuperando a sua melhor forma. O médio português não esteve ligado a nenhum dos golos, mas espalhou o seu futebol pelo relvado, terminando o desafio com 80 passes, apenas nove dos quais incorrectos, e 89 acções com bola. Danilo Pereira foi ainda o jogador que mais recuperações de bola fez (15), a que somou ainda três desarmes, três intercepções, uma falta sofrida em zona de perigo e um passe para finalização, deixando o frio de Moscovo com nota 7.1 nos  GoalPoint Ratings.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Aleksei Miranchuk 6.8 – Foi de longe o jogador mais perigoso dos moscovitas. Fez dois remates, dois deles enquadrados, assistiu o seu irmão para o golo do 1-2 e sofreu uma grande penalidade, que Manuel Fernandes não aproveitou. Para além disso, desperdiçou uma ocasião flagrante.
  • Corona 6.3 – Deu nas vistas com um golo e uma assistência, mas nem tudo lhe correu bem. Foi desarmado três vezes, controlou mal a bola em quatro ocasiões, foi feliz em apenas uma de quatro tentativas de drible e venceu apenas três duelos em 13.
  • Alex Telles 5.8 – Começou a partida “com o pé esquerdo” ao cometer uma grande penalidade, mas não se deixou abater. Fez dois cortes decisivos e quatro alívios, e contabilizou 79 acções com bola. Dos seis cruzamentos que fez, apenas um foi eficaz.
  • Éder Militão 4.4 – Ficou ligado ao golo do 2-1 após perder a bola. Somou quatro alívios e disputou dois duelos defensivos, vencendo um deles.
  • Éder 3.3 – Noite para esquecer do internacional português, que cometeu uma grande penalidade e falhou uma ocasião flagrante. Venceu dois dos quatro duelos ofensivos em que esteve envolvido e tocou na bola 33 vezes.