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O Benfica voltou a perder nesta Liga dos Campeões, naquela que foi aliás a sua oitava derrota nos últimos nove jogos como visitante, na prova. Na visita ao Lyon, a formação “encarnada” sucumbiu por 3-1, num jogo em que se viu a perder muito cedo, chegou ao intervalo com dois golos de desvantagem, conseguiu reagir por Haris Seferovic, mas acabou por consentir mais um tento perto do fim, num jogo em que rematou mais, mas pior que os gauleses. Contas difíceis para a formação portuguesa, que fica a quatro pontos do segundo classificado, precisamente o Lyon, e volta a não mostrar argumentos suficientes para vingar nesta fase de grupos da Champions.

O jogo explicado em números 📊

  • Péssimo arranque de jogo do Benfica. Logo aos quatro minutos, na sequência de um canto curto, Léo Dubois cruzou para a área e Joachim Andersen saltou mais alto e cabeceou para o primeiro da noite, logo ao primeiro remate.
  • Ao quarto-de-hora, Bruno Lage foi obrigado a substituir Ferro por Jardel, uma vez que o jovem central saiu mal-tratado após um choque na área com Vlachodimos. Nesta altura o Benfica tentava reagir ao golo sofrido, mas sem o conseguir, com os gauleses a registarem 71% de posse de bola, dois remates, um enquadrado e 94% de eficácia de passe, contra pobres 70% dos “encarnados”.

  • O cenário melhorou um pouco com a chegada da meia-hora. O Benfica passou a ter mais bola (44%) e já ensaiara o remate duas vezes, sem a melhor direcção. Mas ao mesmo tempo que atacava, a “águia” deixava espaços e o Lyon aproveitou. Aos 33 minutos, Houssem Aouar fugiu pela esquerda sem oposição e cruzou para o desvio de Memphis Depay na grande área. Ao quarto remate francês, segundo golo.
  • Entre os portugueses, apenas Florentino Luís mostrava algum serviço, com um rating de 5.5 perto do descanso, com 94% de posse de bola, quatro recuperações e três desarmes.

  • Intervalo Primeira parte esforçada, mas pobre do Benfica em França. A perder desde os quatro minutos e logo com uma substituição forçada, os “encarnados” nunca souberam lidar com as transições contrárias e com a velocidade e poder físico dos jogadores do Lyon nas faixas laterais, chegando ao descanso a perder por duas bolas. O Benfica até rematou mais, mas fê-lo pior, com menos espaços e em piores condições, com os gauleses a mostrarem mais qualidade nas suas acções. O melhor em campo nesta fase era Anderson, com um GoalPoint Rating de 8.0, ele que marcou o primeiro golo e fez sete acções defensivas.

  • O primeiro remate enquadrado do Benfica surgiu apenas aos 48 minutos, por Chiquinho. E à hora de jogo o equilíbrio em termos de posse de bola era a nota dominante no segundo tempo, mas o Benfica rematava mais (4 contra 1), embora nem por isso melhor. As “águias” estavam mais acutilantes no ataque, mas não conseguiam somar mais do que duas acções com bola na área contrária, ainda assim impedindo o Lyon de registar uma sequer.

  • Por volta dos 70 já o Lyon se mostrava, de novo, mais perigoso, voltando a ter mais bola (53%) e dois remates enquadrados em três. O Benfica parecia perder algum vigor nas suas acções e passava o meio-campo contrário com menor frequência.

  • Contudo, numa dessas incursões, aos 76 minutos, Seferovic marcou, isolado com um estupendo passe pelo ar de Pizzi. Ao sétimo remate, segundo enquadrado, os “encarnados” reentravam no jogo. Ainda havia tempo para os portugueses evitarem a derrota.
  • Mas o jogo partiu e o Lyon acabaria por marcar o golo decisivo aos 89 minutos. Em mais uma transição rápida, Bertrand Traoré trabalhou bem na direita da área sobre Jardel e rematou cruzado e colocado para o 3-1 final.

O melhor em campo GoalPoint👑

Só a espaços os jogadores do Benfica conseguiram mostrar qualidade individual acima dos franceses. Ao longo da partida, foram os atletas do Lyon a brilhar, com destaque para o defesa-central Anderson. O dinamarquês marcou o primeiro golo da sua equipa, logo aos quatro minutos, num potente remate de cabeça, e esteve sempre muito consistente, com 91% de eficácia de passe (nove certos em 14 longos), nove recuperações de posse e dez acções defensivas, entre elas cinco alívios. Terminou com um GoalPoint Rating de 8.5.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Haris Seferovic 6.5 – O suíço começou no banco, mas entrou no segundo tempo para abanar o jogo, emprestando capacidade física que o Benfica só tinha com Carlos Vinícius. O avançado acabou por marcar um golo em dois remates (ambos enquadrados) e fez um passe para finalização.
  • Florentino Luís 0.0 – Consistentemente um dos melhores do Benfica. O “trinco” esteve muito certo no passe, concluindo 52 de 57 entregas, recuperou nove vezes a posse de bola e fez impressionantes oito desarmes. Pecou pela quantidade de vezes em que foi driblado, nada menos que cinco.
  • Rúben Dias 5.9 – O central não foi driblado uma única vez, mas recorreu talvez em demasia ao alívio, terminando com sete, num total de 12 acções defensivas. No futebol pelo ar esteve muito bem, ganhando cinco de seis duelos aéreos defensivos.
  • Pizzi 5.9 – O médio também começou no banco e entrou no decorrer da segunda parte (aos 73′). A tempo de fazer uma assistência de grande qualidade para o golo de Seferovic e somar dois passes para finalização.
  • Houssem Aouar 6.9 – O médio do Lyon esteve endiabrado e muito difícil de travar por parte dos jogadores benfiquistas. Para além de uma assistência, Aouar somou três passes para finalização e completou impressionantes oito dribles em dez tentativas, passando pelos adversários do “como faca quente em manteiga”.
  • Bertrand Traoré 6.6 – O avançado do Burkina Faso sentenciou a partida perto do fim. Veloz e imprevisível, marcou um excelente golo num remate colocado, tendo registado ainda um passe para finalização e dois dribles eficazes, ambos no último terço.