Man City 🆚 Porto | “Dragão” cede à maldição inglesa 🧙‍♂️

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Após um ano de ausência, o FC Porto regressou à elite do futebol europeu e carimbou a 24ª presença na fase de grupos da Liga dos Campeões. Na noite desta quarta-feira, os campeões nacionais perderam por 3-1 na deslocação ao reduto do Manchester City, num embate relativo à primeira jornada do Grupo C da prova. Luis Díaz abriu a contagem, mas Agüero, através da marca dos 11 metros, Gündogan e Ferrán Torres deram a volta ao texto. Olhando para as contas do grupo, o Olympiacos, próximo adversário dos “dragões”, venceu na recepção ao Marselha (1-0).

O jogo explicado em números 📊

  • Muitas novidades no “onze” dos campeões nacionais. Sérgio Conceição apostou nas inclusões de Sarr e Fábio Vieira, relativamente ao “clássico” em Alvalade, abdicando de Manafá (no banco) e de Otávio (excluído da lista de atletas que estiveram no banco). Desta forma, os portistas iam actuar com um esquema inédito com três defesas – Mbemba, Pepe e Sarr -, dois alas – Corona na direita e Zaidu na esquerda -, Uribe, Sérgio Oliveira e Fábio Vieira na linha média e Marega e Luis Díaz no ataque.

  • Do lado dos “citizens”, Pep Guardiola apostou na tripla de portugueses no “onze” – Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva – e deixou para trás o inovador sistema com que venceu o Arsenal na última jornada da Premier League. João Cancelo assumiu o posto de lateral-esquerdo, Eric García fez companhia a Rúben no centro da defesa, Rodrigo, Ilkay Gündogan foram os homens que comandaram as operações no meio-campo e o ataque foi formado por Sterling, Agüero e Mahrez.

  • O minuto 14 foi de festa “azul-e-branca”. Rúben Dias falhou o passe, Uribe interceptou a bola, accionou Luis Díaz que arrancou, tirou todos os defensores do City que lhe surgiram pelo caminho e, com um remate cruzado e rasteiro, bateu Ederson e inaugurou o marcador, assinando um golaço. O colombiano já tinha deixado um aviso segundos antes, naquele que fora o primeiro remate do encontro.

  • No entanto, os ingleses ripostaram de pronto e chegaram ao empate aos 20 minutos, por intermédio de Kun Aguero, que converteu uma grande penalidade a punir falta de Pepe sobre Sterling. Na génese do lance, os “dragões” ficaram a reclamar uma “pisão” de Gündogan sobre Marchesín que não foi assinalado pelo árbitro lituano Andris Treimanis, que ainda consultou o VAR. 

  • A pressionar alto, Uribe voltou a evidenciar-se três minutos volvidos ao travar um passe de Ederson, porém o remate do médio saiu por cima do alvo. Exibição personalizada dos comandados de Sérgio Conceição que, com uma pressão bem gizada, conseguiam condicionar a primeira fase de construção do City – que, não obstante ter 76% da posse de bola tinha muitas dificuldades em penetrar no último reduto contrário – e sempre que conseguiam, colocavam os olhos na baliza adversária. Aos 32 minutos registavam quatro remates contra dois dos anfitriões. 

  • Ao minuto 42, Kyle Walker impediu que o FC Porto voltasse a marcar: Marega desmarcou-se, cruzou, Sérgio Oliveira a meias com Rúben Dias ia empurrando o esférico, mas valeu a acção do defesa-direito que surgiu no momento exacto. E já em período de descontos, Marega cabeceou, mas sem direcção. 

  • Intervalo  Após 48 minutos, a primeira metade chegava ao fim com um empate a um golo. A turma lusa inaugurou o marcador, num golão com a chancela de Luis Díaz, mas a vantagem escassa acabou seis minutos depois, através de uma grande penalidade muito contestada pelos forasteiros. Porém convém destacar a forma organizada e criteriosa com que os “azuis-e-brancos” se apresentaram, taparam a zona central, roubando o forte jogo interiores dos ingleses, e com rápidas transições ofensivas criaram uma série de lances de perigo. O 1x5x4x1 desenhado por Sérgio Conceição estava a ser bem interpretado pelos seus jogadores e a equipa apenas concedeu um remate enquadrado, a penalidade concretizada por Agüero. Luis Díaz foi a unidade que mais se destacou neste período, com um golo em dois remates, dois passes para finalização, 26 acções com a bola – duas das quais no interior da área do City. Como nota menos positiva as 11 perdas do esférico que contabilizou e os quatro maus controlos da bola. O camisola “7” teve um GoalPoint Rating de 6.1

  • Ao minuto 49, Marchesín foi determinante ao defender um tiro de Gündogan nas imediações da área. Aos 53, Luis Díaz demorou a decidir e desperdiçou boa ocasião para criar perigo. Tudo nasceu após um corte mal feito por Kyle Walker. Foi a última acção do extremo, que segundos depois foi substituído por Manafá. Com esta alteração, Corona subiu no terreno.

  • O Manchester City conseguiu dar a volta ao marcador ao minuto 65, novamente de bola parada. Desta feita a punir falta de Fábio Vieira sobre Gündogan, o médio alemão, na conversão de um livre directo, não deu hipóteses a Marchesín e decretou o 2-1. Este foi o sexto remate dos ingleses, sendo que metade foram enquadrados. Por seu turno, não havia registo de tentativas por parte dos visitantes.

  • Este foi o sexto remate dos ingleses, sendo que metade foram enquadrados. Por seu turno, não havia registo de tentativas por parte dos visitantes. Luis Díaz, jogador que com a velocidade que imprimia e a capacidade de explorar as costas de Kyle Walker causava perigo quase sempre que pegava na bola, fazia-se notar.

  • Na fase de menor ímpeto do emblema da Invicta, o “citizens” aproveitaram para aumentar distâncias. Aos 73 minutos, cinco após terem entrado em campo, Phil Foden assistiu e Ferrán Torres finalizou a jogada com êxito, assinando o 3-1. Rude golpe para a formação portuguesa, que tentou reagir com as entradas de Nanú, Nakajima e Taremi para as vagas de Zaidu, Corona e Fábio Vieira.

  • Somente a 12 minutos dos 90 é que houve registo do primeiro remate dos “dragões” nesta etapa complementar, Marega atirou com força, mas a bola não levou perigo às redes de Ederson. Sarr, que fez o primeiro jogo oficial, acabou por abandonar o terreno de jogo. Com a entrada de Evanílson – outro estreante -, os detentores do título nacional abdicaram do esquema com três defesas. 

  • No espaço de um minuto, Marchesín voltou a ser testado em duas ocasiões e respondeu presente. Primeiro na sequência de um deslize de Nanú, deu o corpo às “balas” e defendeu um remate de Mahrez, depois, esticou-se e ainda conseguiu impedir – com uma intervenção que foi parar a um dos postes – que o tiro de Rodri fosse para dentro da baliza. 

  • Até ao minuto 65, o FC Porto não se amedrontou perante os milhões dos “citizens” e esteve na luta para sair do Estádio Etihad com um resultado positivo. Porém, após o golo de Gündogan, tudo se desvaneceu. Se o plano A idealizado por Sérgio Conceição resultou quase na perfeição – roubou o espaço entre linhas, impediu que o City conseguisse acelerar nos últimos 30 minutos e a espaços atacou as costas adversárias –, a equipa não conseguiu voltar a encontrar-se e somou a 18ª derrota em 21 duelos protagonizados em solo inglês, uma espécie de maldição que dura há mais de 50 anos.

[ Porto com jogo muito vertical e ligações muito “esbatidas”. Rúben Dias esteve em 4 das 5 principais ligações do City ]

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O melhor em campo GoalPoint👑

Nos 65 minutos em cena, Gündogan conseguiu exibir-se a um bom nível e obteve o destaque de MVP da partida, com um GoalPoint Rating de 6.8, que premeia a sua precisão: marcou o segundo tento inglês, na última das três tentativas feitas, contabilizou, ainda, seis acções com a bola dentro da área e quatro recuperações de bola. Além destes dados, o internacional germânico foi sempre um farol e deu soluções à equipa na fase mais desconcentração dos “citizens”.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Ferrán Torrez 6.7 – Actuou apenas 25 minutos, mas foi determinante. Numa das primeiras vezes que tocou no esférico, dissipou as dúvidas e concretizou um excelente golo. Foi o único remate do espanhol, que ainda teve quatro acções com a bola dentro da área do FC Porto e não falhou nenhuma das quatro tentativas de drible que fez. 
  • Uribe 6.4 – Incansável. Já na fase final do jogo “sprintou” e travou um ataque contrário. Uma imagem que espelha na perfeição a exibição do colombiano. Esteve na origem do golo apontado por Luís Díaz, recuperou em oito ocasiões a bola, fez quatro desarmes e duas intercepções. 
  • Rúben Dias 6.2 – Esteve mal quando falhou um passe interceptado por Uribe e que redundou no tento “azul-e-branco”, mas conseguiu recompor-se. Nem sempre foi brilhante, mas foi importante na reacção dos “citizens”. Da sua ficha, foi o elemento em campo com mais acções com a bola, ao todo 117, registou o máximo de passes certos da ronda (104), correspondendo a 94% de eficácia, gizou dez passes progressivos correctos e ganhou os dois duelos aéreos defensivos em que interveio.
  • Luis Díaz 5.9 – Causou algum espanto que tenha saído logo aos 54 minutos. Até então estava a ser a unidade que marcava a diferença e criava constantes dores de cabeça a Kyle Walker e companhia. É certo que precipitou-se nalgumas ocasiões, mas criou dois passes para finalização, marcou um golaço e somou quatro acções no interior da área adversária.
  • Zaidu 4.4 – Voltou a merecer a confiança de Sérgio Conceição. Subiu amiúde no terreno, neste novo esquema, numa das incursões ainda fez um remate, mas não foi feliz: averbou 13 perdas de bola, cinco maus controlos de bola e consentiu dois desarmes. 
  • Marega 4.4 – Não atravessa a sua melhor fase. Não vira a cara à luta, mas pouco tem conseguido acrescentar à equipa.
    Dos dois remates que fez, nenhum foi enquadrado, perdeu em 13 oportunidades a posse, teve cinco maus controlos do esférico e nunca conseguiu segurar a bola de forma eficiente, impedindo que a equipa conseguisse ter a posse por mais tempo. 

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