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O FC Porto arrancou uma preciosa vitória por 2-0 na visita ao Marítimo, em jogo a contar para a nona jornada da Liga NOS. Um resultado que assume especial importância pelo facto de um dos outros candidatos ao título, o Benfica, ter perdido na noite de sexta-feira, em casa, com o Moreirense, por 3-1. Após uma primeira parte com pouco futebol e praticamente nenhuma emoção, a segunda teve o condão de soltar as equipas, com os “dragões” a consumarem em golos o seu domínio territorial e maior qualidade individual e colectiva. E até falharam uma grande penalidade. Fundamental foi a entrada de Otávio, aos 67 minutos.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • Jogo muito disputado mas com pouco futebol nos primeiros 15 minutos. Neste período registaram-se seis faltas, numa fase em que o Porto dominava com 70% de posse e os dois únicos remates do encontro, embora sem a melhor direcção. Destaque para os quatro cantos dos campeões nacionais no primeiro quarto-de-hora, para um dos insulares.

  • Meia-hora de jogo e pouco a contar. O Marítimo sentia dificuldades para lançar os seus contra-ataques, algo prejudicado pelos parcos 62% de eficácia de passe, 43% no que toca a passes verticais. Os portistas apostavam bastante nos cruzamentos de bola corrida, com sete nesta fase, facilmente anulados por Amir Abedzadeh, já com duas saídas pelo ar eficazes aos 30 minutos.
  • O melhor em campo perto do intervalo era um defesa-central, Éder Militão, do FC Porto, com um rating de 5.7, e o segundo melhor um lateral do Marítimo, Fábio China, com 5.6. Nesta altura, dos sete primeiros nos nossos GoalPoint Ratings apenas se encontrava um jogador com características mais ofensivas, o maritimista Joel Tagueu. Destaque, contudo, para Óliver Torres, que apanhou o balanço da grande exibição que realizou ante o Feirense para mostrar serviço. O espanhol registava 91% de eficácia de passe, com nove entregas longas certas em 11 tentativas.

  • O FC Porto apostava claramente no flanco direito para canalizar a maioria dos seus ataques. Nesta fase, cerca de 50% dos lances ofensivos dos “dragões” haviam acontecido do lado direito, com Maxi Pereira e Jesús Corona chamados a grande trabalho – o uruguaio era mesmo o mais interventivo na partida, com 45 acções com bola.
  • Intervalo Primeiro tempo sem grandes motivos de interesse, apesar do domínio claro do FC Porto, perante um Marítimo a apostar claramente nas transições. Os “dragões” registaram 66% de posse de bola e seis remates, mas não enquadraram nenhuma das suas tentativas. Ao invés, os insulares remataram apenas uma vez, aos 28 minutos, por Joel, e logo enquadrada, para boa defesa de Iker Casillas, na melhor ocasião antes do descanso. O melhor em campo nesta altura era Éder Militão, com um GoalPoint Rating de 5.7. O central brasileiro acertou 26 dos 28 passes que realizou e somou cinco acções defensivas.

  • A segunda parte começou com mais ritmo de parte a parte. Até que, aos 64 minutos, o Porto usufruiu de uma oportunidade soberana para chegar à vantagem. Lucas Áfrico fez falta sobre Tiquinho Soares na grande área, mas o remate de Moussa Marega foi travado por grande defesa de Amir.
  • O encontro ganhava, finalmente, emoção e intensidade, com os “dragões” a dominarem desde o intervalo com 69% de posse de bola, quatro remates, dois enquadrados. Os insulares continuavam a pecar nos mesmos detalhes de jogo, nomeadamente a má qualidade no passe.

  • Mas aos 70 minutos, a bola entrou mesmo. Brahimi, Soares e Marega (no último toque) na jogada, o recém-entrado Otávio recebeu e progrediu em velocidade e, à entrada da área, rematou a contar. Um tento que surgiu ao 11º remate portista na partida, terceiro enquadrado, sendo que todos os disparos com boa direcção aconteceram no segundo tempo.
  • E o 2-0 apareceu aos 73 minutos. Um livre directo para o Marítimo terminou incrivelmente num contra-ataque do Porto com superioridade numérica de quatro contra um, e Marega só teve de encostar a passe de Otávio.

  • Aos 82 minutos, Danny viu o segundo amarelo e foi mais cedo para os balneários. Mas o jogo estava nas mãos do FC Porto, com o domínio a atingir, perto do fim, os 72% de posse de bola, nove remates (quatro enquadrados) no segundo tempo, perante um Marítimo que apenas foi perigoso em momentos de inspiração de Joel.
  • Realce para os expected goals (xG) da partida, que apontavam para a expectativa de dois golos para o Porto, com base nos remates que os “dragões” realizaram, e nenhum para o Marítimo – e foi precisamente isso que se verificou.

O Homem do Jogo 👑

Entrou, viu e venceu. Otávio começou o jogo no banco e entrou apenas aos 67 minutos, para o lugar de Maxi Pereira. Três minutos depois abriu o activo, com um belo remate à entrada da área contrária, na sequência de uma bela jogada de envolvimento colectivo. A seguir assistiu Marega para o 2-0, numa exibição que rasgou por completo as amarras com que as duas equipas se haviam manietado. No final, o brasileiro registou um GoalPoint Rating de 7.5, com 88% de eficácia de passe e dois passes para finalização, um deles resultante em assistência.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Moussa Marega 6.5 – O avançado portista desperdiçou uma grande penalidade, mas no global foi um problema constante para a defesa contrária. O maliano fez um golo em quatro remates (dois enquadrados) e registou uma assistência em três passes para finalização, ganhando três de quatro duelos aéreos ofensivos.
  • Amir Abedzadeh 6.4 – O melhor dos insulares foi o seu guarda-redes. O iraniano foi evitando o golo portista, travando, inclusive, um penálti. No total registou somente duas defesas, mas ambas de grande qualidade, e foi imperial nas saídas pelo ar, com duas intervenções eficazes.
  • Óliver Torres 6.3 – O espanhol está a ganhar cada vez mais confiança. Após o grande jogo que fez ante o Feirense, o criativo voltou a estar em grande plano, com um passe para finalização, dois dribles completos em três, 92% de eficácia de passe e incríveis 14 recuperações de posse.
  • Zainadine 5.8 – O central moçambicano foi sempre muito consistente perante a pressão portista. Para além de ter ganho os dois duelos aéreos defensivos em que participou, o defesa registou ainda sete alívios e quatro intercepções.
  • Alex Telles 5.8 – O lateral-esquerdo não fez um jogo de encher o olho como já nos habituou, mas voltou a estar em evidência, com três passes para finalização e o número máximo de acções com bola, 84.

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