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O duelo número 79 entre Marítimo e FC Porto no campeonato terminou empatado 1-1. Aos 11 minutos, Bambock inaugurou a contenda, e a seis dos 90, Pepe – num lance em que Tiquinho Soares teve participação directa – decretou o resultado final. Contas feitas, os comandados de Nuno Manta Santos não vencem, em todas as provas, há cinco partidas. Por seu turno, os homens de Sérgio Conceição somaram o primeiro empate na Liga, após sete vitórias consecutivas na Liga NOS.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • A equipa anfitriã iniciou o jogo com eficácia máxima. Aos 11 minutos, na sequência de um canto – o segundo até então –, Bambock inaugurou o marcador, naquele que foi o primeiro remate do conjunto de Nuno Manta Santos no duelo.
  • A partida começou de forma intensa e veloz. O FC Porto tinha mais posse de bola – 67% –, conseguia acercar-se da defensiva contrária com relativa facilidade e até criou perigo no primeiro remate enquadrado que fez, aos sete minutos, num cabeceamento de Mbemba. Por sua vez, o Marítimo tentava responder com ataques rápidos, explorando o flanco direito com as incursões de Nanu – 60% dos lances saíram daqui.

  • De imediato, os visitantes responderam com dois disparos enquadrados, que levaram perigo. No primeiro, ao minuto 18, Amir brilhou e negou o empate a Luis Díaz. Minutos depois, Soares cruzou para o cabeceamento de Manafá. Galvanizados, os donos da casa, distribuídos num 4-5-1, conseguiam pressionar a linha defensiva adversária, obrigando Marcano, Pepe e companhia a cometerem alguns erros.
  • À passagem dos 35 minutos, o Marítimo tinha três remates, o FC Porto quatro, ambos os conjuntos tinham os mesmos quatro cantos e apenas na posse de bola – 28% contra 72% – a vantagem era dos forasteiros.

  • Era sobre o flanco direito que os “dragões” tentavam remar contra a maré. Mbemba, com 25 passes – dois longos, 23 curtos e uma eficácia de 88% – e Corona – 14 passes curtos, um longo e eficácia de 80% – eram dos jogadores mais em destaque.

  • Intervalo No final dos primeiros 47 minutos, a vantagem era insular. Um resultado que premiava a eficácia no último terço – no único dos três remates enquadrados à baliza de Marchesín, marcaram -, o atrevimento que tiveram na forma como souberam pressionar a defensiva adversária e a segurança que Amir demonstrou sempre que foi chamado a intervir. O iraniano chegou ao intervalo com o melhor GoalPoint Rating, um 6.1, fruto das três defesas que realizou.

  • Não obstante ter chegado a ter 74% da posse de bola no arranque da segunda metade, o FC Porto apenas conseguiu rematar uma vez e mostrou muitas dificuldades em ultrapassar a muralha defensiva adversária. Sérgio Conceição esperou mais 15 minutos e aos 60 lançou Zé Luís em cena, retirando Mateus Uribe, que somou seis recuperações de bola e um remate durante o período em que actuou.

  • O empate dos “dragões” chegou num lance “às três tabelas”, aos 84 minutos. Amir saiu em falso da baliza, Soares cabeceou, a bola tocou em Pepe e entrou na baliza, apesar do esforço de Grolli para evitar o tento. Ao quarto remate – o primeiro enquadrado – na segunda metade, os “azuis-e-brancos” chegavam ao empate.
  • Já em período de descontos, a reviravolta ficou a escassos centímetros, quando o capitão Danilo subiu no terreno e atirou de cabeça. O FC Porto, num último suspiro, atacou com tudo e foi dominador, chegou a ter mais posse de bola (79%), mais remates (oito contra um), uma eficácia de passe de 88% contra 40% do Marítimo, mas não conseguiu marcar mais nenhum golo.

O melhor em campo GoalPoint👑

O nome dele é China. Fábio China. A equipa do Marítimo esteve assertiva no capítulo defensivo e foi eficaz no ataque. O jogador que mais deu cartas foi o lateral-esquerdo. Anulou Corona, um dos elementos mais perigosos do FC Porto, e esteve quase irrepreensível no capítulo defensivo – cinco desarmes, três intercepções, quatro alívios, bloqueou três cruzamentos e conseguiu três recuperações de bola. O jogador mais valioso do encontro teve um GoalPoint Rating de 6.2

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Danilo Pereira 5.9 – Dois remates, ambos de cabeça e enquadrados à baliza de Amir. O capitão foi o jogador que mais se destacou dos 14 lançados por Sérgio Conceição nesta quarta-feira. O camisola 22 fez 74 passes – acertou 67 e falhou sete (eficácia de 91%) -, foi soberano nas alturas – ganhou os quatro duelos defensivos em que foi interveniente -, recuperou seis bolas e fez três desarmes.
  • Soares 5.8 – Na batalha da Madeira, foi à luta. Nem sempre as coisas lhe saíram bem, mas tentou de tudo para ajudar os “azuis-e-brancos”. Da sua ficha destacámos os três remates, a assistência “involuntária” para o golo de Pepe e o passe que ofereceu a Manafá ainda no decurso da primeira parte. Nos segundos finais, no último tiro que fez, ficou próximo de carimbar a “remontada”.
  • Pepe 5.8 – Teve o mérito de nunca ter desistido, mesmo quando não estava a ser feliz – 13 perdas de bola. Marcou, num lance “às três tabelas” com Soares, e antes do empate arriscou, mas o remate saiu desenquadrado.
  • Correa 5.7 – Foi operário a defender e tentou imprimir velocidade no ataque. Sempre em acção, registou um remate e sete recuperações de bola. Dos elementos mais esclarecidos do Marítimo.
  • Bambock 5.4 – Marcou o golo do alento insular, numa excelente execução e no único remate que fez no encontro.
  • Alex Telles 5.2 – Esteve apenas 16 minutos em campo, mas o tempo suficiente para se destacar com dois passes para finalização, dois cruzamentos e 100% de acerto nos cinco passes tentados.