GoalPoint-Maritimo-Sporting-LIGA-NOS-201819-Ratings
Clique para ampliar
GoalPoint-Maritimo-Sporting-LIGA-NOS-201819-MVP
Clique para ampliar
GoalPoint-Maritimo-Sporting-LIGA-NOS-201819-90m
Clique para ampliar

O Sporting recuperou apenas um ponto em relação ao Sporting de Braga, que perdeu em casa com o Belenenses este fim-de-semana. A formação leonina não conseguiu desfazer o nulo na visita ao Marítimo, num jogo em que dominou amplamente os acontecimentos, rematou bastante, em especial no segundo tempo, mas não mostrou a eficácia desejada no momento do remate. E quando a teve, esbarrou no guarda-redes Charles.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • O Sporting iniciou a partida a mandar claramente. À passagem do primeiro quarto-de-hora, a formação leonina registava 72% de posse de bola e os dois únicos remates do encontro, um deles enquadrado – logo aos cinco minutos, uma “bomba” de Bruno Fernandes.
  • O primeiro remate dos insulares surgiu somente aos 21 minutos, muito por cima da barra, por Getterson, no coração da grande área. E aos 23, Bas Dost esteve perto do golo, com Charles a negar o tento ao holandês.

  • A maior qualidade do Sporting neste jogo tinha reflexo claro na eficácia de passe. Os “leões” haviam completado 86% dos seus passes à passagem da meia-hora, enquanto o Marítimo não passava de parcos 52%. Destaque ofensivo para Wendel nesta fase. O brasileiro registava dois passes para finalização e um cruzamento eficaz no único que realizara, e falhara somente três passes em 28.

  • Apesar do intenso domínio visitante, expresso em 76% de posse de bola perto do intervalo, a verdade é que o Marítimo não dava muitos espaços perto da sua baliza, pelo que o Sporting somava nesta altura somente quatro remates, dois deles enquadrados, contra o disparo solitário dos madeirenses. Assim, o jogo entrou numa espécie de impasse.
  • Intervalo Nulo ao descanso era o reflexo de um jogo com muito Sporting em termos de domínio da posse de bola, mas poucos espaços concedidos pelo Marítimo no último terço ofensivo. Este último facto impedia os “leões” de registarem mais do que quatro remates, dois enquadrados, sendo que a formação lisboeta era claramente a mais perigosa, com a única ocasião flagrante da partida desperdiçada por Bas Dost. O melhor em campo nesta fase era Rúben Ferreira. O lateral-esquerdo insular apresentava um GoalPoint Rating de 6.3, fundamentalmente pelo acerto defensivo, em especial nas intercepções, registando quatro ao intervalo.

  • Boa reentrada do Sporting no segundo tempo, bem mais agressivo e intenso nos momentos ofensivos e a criar vários lances de perigo no primeiro quarto-de-hora. Por volta dos 60 minutos, os “leões” já tinham tantos remates desde o intervalo como em todo o primeiro tempo, embora menos um enquadrado – porém, três bloqueados pelos defesas insulares, já na sua grande área.
  • Mas foi Getterson a perder a melhor ocasião do Marítimo em todo o jogo, aos 63 minutos, incapaz de concluir com sucesso ao segundo poste após uma boa defesa de Renan Ribeiro. Esta foi, aliás, a primeira vez que jogadores da casa registavam acções com bola dentro da área leonina na segunda parte.

  • Aos poucos, os comandados de Petit começaram a ter mais bola e a lançar mais transições ofensivas rápidas, chegando aos 70 minutos com quatro remates no segundo tempo, dois enquadrados, mais um que o “leão” em seis tentativas. Também no passe os insulares melhoravam, com 65% de eficácia, em contraste com os 52% na etapa inicial. O jogo começava a partir-se e Marcos Acuña destacava-se dos demais, com um rating de 6.4, com uma ocasião flagrante criada em dois passes para finalização.
  • Charles negou o golo aos 79 minutos a Bruno Fernandes, após o médio surgir sozinho à sua frente. Havia cada vez mais espaços a explorar no jogo e o Sporting parecia começar a aproveitá-los melhor, pelo que aos 80 minutos somava já dez remates no segundo tempo, três enquadrados.

  • O Sporting pressionou bastante até final, rematou muito, embora sem grande eficácia, e até final, realce apenas para o segundo amarelo e respectivo vermelho mostrado a Sebastián Coates.

O Homem do Jogo 👑

O Marítimo segurou o nulo ante um Sporting pressionante e ofensivo. A fraca eficácia do “leão” no momento do remate não ajudou a formação lisboeta, mas o grande responsável pelo 0-0 final acabou por ser o guarda-redes do Marítimo. Charles terminou com um GoalPoint Rating de 6.4, em especial pela segunda parte que fez, na qual realizou alguma defesas de grande qualidade. Ao todo, o brasileiro parou cinco disparos leoninos, quatro deles desferidos na sua grande área. Um autêntico muro.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Raphinha 6.3 – O brasileiro entrou apenas ao intervalo, mas mexeu profundamente com o futebol leonino, ao ponto de ser o melhor dos lisboetas. O extremo realizou quatro remates, embora só tenha enquadrado um, fez dois passes para finalização e completou as duas tentativas de drible.
  • Rúben Ferreira 6.2 – O melhor da primeira parte manteve um bom nível na etapa complementar, apesar da fraca eficácia de passe (só 34%). Contudo, defensivamente esteve muito certo, registando 16 acções defensivas, metade delas intercepções.
  • René Santos 6.1 – O “trinco” dos insulares foi um dos principais obstáculos para o “leão”. O brasileiro esteve particularmente atento às sobras, terminando a partida com dez recuperações de posse, máximo do jogo.
  • Marcos Acuña 6.0 – Na primeira parte actuou a médio-esquerdo, na segunda recuou para lateral. O argentino criou uma ocasião flagrante em dois passes para finalização, concluiu duas de quatro tentativas de drible e recuperou nove vezes a posse de bola.
  • Bruno Fernandes 5.9 – Desta feita o médio não decidiu, mas não deixou de ser um perigo à solta. Ao todo realizou quatro remates, enquadrou dois, somou quatro passes para finalização, teve eficácia em dois de três cruzamentos e foi o mais interventivo, com 95 acções com bola. Pecou nas perdas de posse (35), desarmes sofridos (4) e maus controlos de posse (3).