O Benfica ganhou por 2-0 na visita ao CS Marítimo e ficou a uma vitória (ou nem isso, dependendo do resultado do Sporting em Braga) de conquistar o tricampeonato da Liga NOS. Mas nem tudo foi fácil para as “águias”. Os insulares fecharam bem o caminho para a sua baliza, remataram muito, mas com pouca eficácia, enquanto os lisboetas foram melhores no ataque, mesmo sendo obrigados a jogar grande parte do encontro com apenas dez jogadores, por expulsão de Renato Sanches. Depois, Mitroglou e Talisca resolveram, antes de, colectivamente, a equipa controlar as operações e gerir o resultado.

Marítimo vs Benfica - Liga NOS 2015/16
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Início de muito estudo e cautelas, com o Benfica a ter 71% de posse de bola por volta da meia-hora de jogo, mas a sentir dificuldades para criar perigo. Tal como o Marítimo, aliás, mas os insulares, nesta fase, tinham cinco disparos, todos desenquadrados. Aos 37 minutos, Renato Sanches viu segundo amarelo e o Benfica viu-se com problemas pela frente. Mas a colocação de Pizzi mais no meio equilibrou a questão e não se notou de imediato essa inferioridade numérica, como se vê pelos números ao intervalo: nove remates a cinco, dois enquadrados (contra nenhum), 68% de posse de bola.

O Marítimo pegou no jogo na segunda parte, depois de Mitroglou (48′) fazer o 1-0. Nessa altura sim notou-se a superioridade numérica, mas o Benfica foi inteligente na gestão do jogo e explorou os espaços causados pelo adiantamento contrário. Por volta dos 70 minutos o Marítimo tinha – no parcial da na segunda parte – 65% de posse de bola, três disparos, e o Benfica quatro, que obrigaram Salin a duas grandes intervenções. E aos 83 minutos Talisca fez o 2-0 de livre, pouco antes de Fransergio deixar os da casa também com dez elementos. No final, a eficácia de remate acabou por ditar leis: 13 tiros do Marítimo, 15 da “águia”, mas os lisboetas enquadraram seis, contra um dos anfitriões, e fizeram dez dentro da área contrária (para quatro do seu adversário).

Talisca, o homem dos golos bonitos

Um golo tirado a papel químico do apontado ao Bayern de Munique, na Liga dos Campeões. Anderson Talisca voltou a entrar e a marcar de livre directo, com uma bela execução que acabou por decidir a partida a favor do Benfica. É o jogador mais valioso em campo, com 7.3 no GoalPoint Rating (GPR). Após entrar aos 66 minutos, marcou no único remate que realizou, ganhou a totalidade dos duelos individuais que disputou, sofreu três faltas e ainda três intercepções. O Benfica conseguiu uma média colectiva de 5.91, culpa dos 3.8 (GPR) de Renato Sanches, mas mesmo assim é um bom número, suportado por outras exibições competentes. Jardel somou 6.9, ao ganhar 71,4% dos sete duelos pelo ar, com seis alívios e dez intercepções pelo meio. Mitroglou abriu a contagem e terminou com 6.4, com cinco remates e dois enquadrados. E Pizzi, um jogador irrequieto e fundamental, que somou 6.3 GPR fruto de sete passes para ocasião (!), 13 cruzamentos, 88% de 50 passes certos e sete recuperações de bola.

No Marítimo só há um destaque possível. Romain Salin somou 6.3 no GoalPoint Ratings graças a uma exibição segura, que registou quatro defesas, algumas fundamentais, uma saída a soco e um alívio. De resto muito pouco, pelo que não espantam os 4.95 pontos colectivos no GRP.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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