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O Atlético de Madrid venceu a sua terceira Liga Europa. A formação espanhola não foi de modas e bateu o Marselha – que jogava em França, mais concretamente em Lyon – por concludentes 3-0. Uma exibição tacticamente perfeita por parte dos “colchoneros” permitiu-lhes controlar o domínio marselhês na primeira parte e marcar um golo, antes de derrubar definitivamente o seu adversário através de uma etapa complementar autoritária e madura, com golos nos momentos cruciais do desafio. Em França, frente a um adversário deste país, só podia ser um gaulês o melhor em campo.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Arranque de jogo muito intenso em Lyon, com Valère Germain a desperdiçar uma ocasião flagrante logo aos quatro minutos, a atirar por cima frente a Jan Oblak. Perante muitos adeptos do OM, a formação francesa entrou a dominar a partida, chegando aos dez minutos com 69% de posse de bola. Contudo, é sabido que o Atlético dá-se bem na posição de expectativa

  • Os espanhóis sentiam algumas dificuldades para saírem em transição, perante as muitas intercepções dos gauleses (quatro) por volta dos 20 minutos. No entanto, apesar deste facto – e de registar apenas 35% de posse de bola -, o Atlético colocou-se na frente ao primeiro erro dos marselheses. André-Frank Zambo Anguissa errou um passe, Gabi serviu de imediato Antoine Griezmann e o francês, isolado, fez o 1-0, ao terceiro remate espanhol, primeiro enquadrado.

  • À meia-hora, o jogo havia perdido alguma da sua intensidade, muito por culpa do tento de Griezmann, que esfriou o ímpeto do Marselha. Pior ficou quando, aos 32 minutos, Dimitri Payet teve de sair devido a uma lesão muscular. O médio que lesionou Cristiano Ronaldo na final do EURO 2016 sentiu, agora, o amargo de sair mais cedo do jogo, e também abandonou o relvado em lágrimas.

  •  Perto do intervalo o Marselha continuava a mandar no jogo, mas não conseguira mais do que apenas um remate após o golo do Atlético, e sem a melhor direcção. Curioso o facto de, nesta altura, os espanhóis não passarem de 54% de eficácia de passe e o jogo não ter qualquer pontapé de canto.
  • Intervalo A primeira parte contou uma história já repetida. O Marselha dominou, com 65% de posse de bola, seis remates, um deles enquadrado, mas o Atlético apenas precisou de uma desatenção da defesa gaulesa para marcar por Griezmann, no único disparo enquadrado que fez, em quatro tentativas. O “cinismo” da equipa de Diego Simeone voltava a fazer das suas. O melhor em campo nesta fase era precisamente o autor do golo, Griezmann. O francês registava, ainda assim, um modesto GoalPoint Rating de 5.8, graças também a seus recuperações de posse e dois desarmes.

  • Reentrada perfeita do Atlético, que veio do intervalo apostado em “matar” o jogo. Aos 49 minutos, Griezmann isolou-se novamente, a passe de Koke, e perante Mandanda picou a bola sobre o guarda-redes, para o 2-0.
  • O Atlético sentiu que o golo inaugural e a lesão de Payet haviam sido duros golpes para o Marselha, pelo que na segunda parte decidiu assumir as rédeas da partida. Assim, por volta da hora de jogo, os “colchoneros” registavam 58% de posse de bola relativos ao segundo tempo e três remates, um deles enquadrados, desde o descanso, para nenhum dos gauleses.

  • Não houve pontapés-de-canto no primeiro tempo, mas na etapa complementar, por volta dos 70 minutos, já se registavam seis, cinco para o Atlético, um para o Marselha. A formação de Simeone tinha o jogo na mão.
  • Aos 81 minutos, o ex-benfiquista Kostas Mitroglou atirou ao ferro da baliza de outra ex-“águia”, Oblak, através de um cabeceamento colocado. Esta foi a melhor ocasião do Marselha em toda a segunda parte.
  • Excelente jogo de Saúl Ñíguez. O espanhol tinha, perto do fim, incríveis oito duelos aéreos ganhos em nove, num total de 14 duelos individuais em que foi superior, em 21. E ainda quatro tentativas de drible. Porém, nenhum completo.

  • O Marselha terminou a partida a pressionar em busca do golo, mas era tarde. O Atlético abrandara, mas mantivera o controlo das operações, registando 53% de posse de bola perto do fim. E chegou ao 3-0 por Gabi, aos 89 minutos, num remate cruzado. Estava encontrado o vencedor da Liga Europa 2017/18.

O Homem do Jogo 👑

Enorme jogo de Antoine Griezmann no seu país. Lyon acolheu a final da Liga Europa e o jogador francês foi o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 7.9. O avançado precisou de apenas três remates para marcar dois golos, mas a sua exibição foi bem mais completa do que isso. No final registou três passes para finalização, 88% de eficácia de passe e ainda ajudou quando a sua equipa estava sem sem bola, com oito acções defensivas. Uma exibição para mais tarde recordar.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Gabi 7.1 – O jogo pertenceu todo ao Atlético, e Gabi esteve em grande plano, sendo o segundo jogador com melhor desempenho da final. Para além do golo que marcou (o 3-0), o médio somou uma assistência, recuperou a posse de bola dez vezes e fez três intercepções.
  • Koke 6.5 – E por falar em assistências, o médio-esquerdo espanhol Koke registou duas nesta final, para os segundo e terceiro golos. Isto tudo em cinco passes para finalização. Para além disso, somou ainda sete desarmes, pecando nas perdas de bola (24), nos desarmes sofridos (4) e nos maus controlos do esférico (4).
  • Saúl Ñíguez 6.3 – As quatro tentativas de drible falhadas foram o ponto negativo da exibição de Ñíguez, que foi um “mouro” de trabalho. No total disputou 21 duelos individuais, dos quais ganhou 14 – oito ganhos em nove aéreos. E ainda registou sete acções defensivas.
  • Anguissa 5.4 – A sua exibição fica marcada pelo passe errado que deu origem ao 1-0. Um momento infeliz para o camaronês que, ainda assim, foi o melhor em campo do lado do Marselha. Em 22 duelos individuais ganhou 15 – cinco em dez aéreos – e somou 14 acções defensivas, entre elas sete desarmes.
  • Valère Germain 3.7 – Noite muito infeliz do ponta-de-lança gaulês. Logo aos quatro minutos desperdiçou uma ocasião flagrante e, para além de um passe para finalização, pouco ou nada emprestou ao jogo em 72 minutos.

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