Mercado 14/15: “Grandes” seguem estratégias diferentes

Benfica, Sporting e Porto tentaram colmatar algumas das lacunas dos seus plantéis, mas nem sempre jogaram bem nesta janela de transferências.

Os três grandes tiveram abordagens diferentes ao mercado (fotos: Ahmad Faizal Yahya / Natursports / Ververidis Vasilis / Shutterstock)
Os três grandes tiveram abordagens diferentes ao mercado (fotos: Ahmad Faizal Yahya / Natursports / Ververidis Vasilis / Shutterstock)

Os “três grandes” do futebol português mexeram nos seus plantéis, vincando fortemente visões e políticas desportivas muito distintas, bem como recursos diferentes. Quais os pontos positivos e os pontos de interrogação das compras e vendas de SL Benfica, Sporting CP e FC Porto?

Benfica

Os “encarnados” foram os que mais sofreram com a saída de jogadores. Os campeões nacionais viram Oblak, Garay, André Gomes, Markovic, Cardozo e Rodrigo rumarem a outras paragens, rendendo um total de 41,6 milhões de euros – já para não falar na partida de Siqueira.

Para suprimir estas ausências, Jorge Jesus viu chegar Júlio César, Eliseu, Benito, César, Talisca, Samaris, Cristante, Bebé, Derley, entre outros, num investimento total de 40 milhões aproximadamente.

Dos 14 reforços desta temporada, apenas quatro alinharam em jogos oficiais (Talisca, Bebé, Derley e Eliseu), sendo que três (Luís Felipe, Djavan e Candeias) acabaram por não ficar no plantel.

Júlio César, Eliseu, Samaris, Cristante e Talisca são os reforços de maior peso e que podem resolver de imediato algumas das lacunas do plantel de Jorge Jesus. O guarda-redes brasileiro vem trazer experiência à retaguarda “encarnada”, suprimindo assim a ausência de Oblak. A demora deste processo já teve consequências para o Benfica, com Artur a comprometer no jogo frente ao Sporting.

Samaris e Cristante podem actuar como “6” ou “8”, dois reforços que custaram no total 16 milhões de euros e chegam à Luz para acrescentar qualidade no sector intermédio depois das lesões de Fejsa, Amorim e a saída de André Gomes.

Talisca é, a par de Eliseu, o reforço que mais minutos tem somado. Se no que toca ao lateral-esquerdo a opção percebe-se, o mesmo não se pode dizer de Talisca. O jovem brasileiro já demonstrou que tem qualidade mas precisa de crescer e adaptar-se ao futebol europeu.

Por outro lado, o Benfica continua a contratar para emprestar jogadores como foi o caso de Candeias e Luís Filipe, ou até mesmo vender como aconteceu com Djavan.

Jorge Jesus afirmou que gostaria de ver chegar alguém para a frente de ataque depois das saídas de Rodrigo e Cardozo, algo que não se veio a verificar. Uma jogada que pode comprometer as aspirações dos “encarnados”.