Mercado: os nomes que prometem um Janeiro movimentado

Khedira, Huntelaar, Milner, Gignac, Maxi Pereira e Danny podem assinar por outros emblemas nos primeiros dias de 2015. Mas o bico-de-obra está em Turim.

O avançado do Schalke que defrontou o Sporting  para a Liga dos Campeões é um dos nomes que pode agitar a próxima janela de transferências (foto: Tsutomu Takasu)
O avançado do Schalke que defrontou o Sporting para a Liga dos Campeões é um dos nomes que pode agitar a próxima janela de transferências (foto: Tsutomu Takasu)

Janeiro de 2015 tem tudo para ser do mais animado possível, principalmente nos escritórios da Juventus, actual campeã italiana, pois corre o sério risco de perder futebolistas preponderantes nos êxitos conseguidos nos últimos anos.

Casos de Buffon (guarda-redes, 36 anos), Chiellini (defesa, 30 anos), Lichtsteiner (lateral-direito suíço, 30), Barzagli (central, 33) e Giovinco (médio-ofensivo, 27), este último parece estar bastante tentado pelo Arsenal.

Falamos de futebolistas com muitos anos de casa, muito embora o último nem sempre tenha exibido uma regularidade assinalável, daí o empréstimo em três temporadas (duas ao Parma e outra ao Empoli).

Se a Juventus terá um trabalho árduo, o Real Madrid vai esforçar-se em Janeiro para conseguir compensar os 14 milhões gastos em Khedira quando José Mourinho pegou na equipa. O médio de 27 anos tem inúmeros pretendentes e um valor de mercado de 35 milhões, mas se ficar em Madrid até Junho terá muito a ganhar. Literalmente. Está lesionado e até agora só fez 32 minutos, divididos pelas duas primeiras rondas da Liga.

Mas há mais futebolistas de nomeada prestes a decidirem o futuro sem darem cavaco às suas entidades patronais. Casos do avançado holandês Huntelaar (Schalke 04), do médio inglês James Milner (Manchester City), do dianteiro togolês Adebayor (Tottenham) ou mesmo da grande estrela do campeonato francês do momento – André-Pierre Gignac, avançado do líder Marselha, com dez golos apontados em outros tantos jogos.

Um desejo do Leste

Pelas notícias apenas dos últimos dois meses a lista contempla os seguintes pretendentes: Inter de Milão, AC Milan, Tottenham, Chelsea, Manchester City, Bayern, Atlético de Madrid e Liverpool. São estes os clubes associados a Evgen Konoplyanka, 25 anos, avançado móvel dos ucranianos do Dnipro que na época transata esteve a um pequeno passo do Liverpool. O problema é este: os ucranianos não têm prestígio, mas têm dinheiro, por isso não precisam de fazer encaixes financeiros.

O mesmo vai acontecer com o avançado croata Kalinic, também do Dnipro, e com o goleador brasileiro Luiz Adriano, homem-golo do Shakhtar.

Portugueses na expectativa

Também há internacionais portugueses com amplas possibilidades de se comprometerem por outros emblemas já em Janeiro. É o caso de Danny, que parece estar a estudar uma proposta de renovação por parte do Zenit, Hugo Almeida, que só assinou por um ano com o Cesena, e João Pereira, que só conta para os treinos no Valência de Nuno Espírito Santo. Todos eles já passaram a barreira dos 30, não sendo de desprezar um regresso a casa.

Em Portugal, nos ditos três grandes, só há, realmente, um caso importante para resolver. Trata-se de Maxi Pereira, na oitava época ao serviço dos “encarnados”. Não ajuda é a alegada má relação entre a SAD “encarnada” e o empresário do uruguaio.

E os símbolos ingleses?

A ligação ao longo dos anos a um clube é algo que não pode ser convertido em dinheiro. Que o diga Frank Lampard, um símbolo do Chelsea. O médio marcou ao seu ex-emblema, com as cores do Manchester City e, dificilmente, a sua relação com os londrinos voltará a ser a mesma.

Por isso, e principalmente devido a este caso recente, Liverpool e Chelsea deverão gerir com pinças as situações de Gerrard e John Terry. Ambos estão em final de contrato, ambos são os capitães incontestados nas suas equipas, ambos vêem as suas histórias cruzarem-se com as dos clubes onde sempre jogaram.

Se saírem, é certo que não ficarão no desemprego…