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num excelente duelo nesta 27ª jornada da Bundesliga, o Bayer Leverkusen venceu este sábado o Borussia M’Gladbach por 3-1 e ultrapassou o conjunto da casa na tabela classificativa com 53 pontos, mais um do que o adversário do dia. Havertz, com um bis, e Sven Bender foram os marcadores dos golos da equipa orientada por Peter Bosz, que abandonou o quinto posto e galgou terreno até ao terceiro lugar, ficando à espera do que o RB Leipzig irá fazer no domingo no reduto do Mainz. Marcus Thuram anotou o tento solitário do Gladbach.

Ambas as equipas iniciaram o duelo com o mesmo esquema táctico – 4x2x3x1 que foi ganhando outros contornos no decurso do encontro – e tentando utilizar e apostando no mesmo antídoto, pressão alta para retirar a bola ao adversário e rápidas saídas em busca da baliza. Após o primeiro aviso, dado por Demirbay, os visitantes chegaram ao golo no segundo remate que fizeram. Num contra-ataque letal ao minuto 7, Ramy Bensebaini perdeu a bola onde não poderia nem deveria, o camisola “10” Demirbay recuperou a posse, Karim Bellarabi assistiu e Havertz apontou com classe o nono golo na prova.

Domínio a toda a linha do Leverkusen, que tinha aos 16 minutos mais remates, três contra nenhum dos anfitriões, mais passes (106 versus 54), mais posse de bola (61% contra 38%) e uma eficácia de passe de 89% face aos 78% do Borussia.

Os “potros” não tinham argumentos para contrariar as inúmeras armas dos “farmacêuticos”. Com a segurança transmitida por toda a defesa e pelos médios Sven Bender e Aránguiz, Bellarabi, Demirbay, Diaby e Havertz iam “massacrando” a equipa da casa sempre que tinham espaço, com constantes trocas de passe e variando rapidamente o centro de jogo, adormeciam e aceleravam o ritmo das incidências a seu bel-prazer, o que fazia com que o Borussia M’Gladbach fosse acumulando erros e o resultado só pecava por ser escasso. Kai Havertz, o maestro dos visitantes, com mobilidade para jogar entre-linhas, recuava no terreno para orquestrar as manobras da equipa e, com critério e inteligência, surgia sempre sem marcação para assistir ou finalizar as jogadas – tinha, aos 38 minutos, uma eficácia de 100% no que diz respeito aos remates (uma tentativa e um golo), 30 acções com bola, 22 passes e uma eficácia de 91%.

Apenas aos 41minutos a equipa da casa conseguiu gizar um lance com perigo. Florian Neuhaus, no primeiro tiro enquadrado do conjunto, atirou e obrigou Lukás Hrádecky a uma intervenção apertada e a vários tempos. Em cima do intervalo, Havertz atirou aos ferros e Demirbay, de forma incrível com a baliza à mercê, permitiu o corte milagroso de Elvedi.

No final dos primeiros 45 minutos, Havertz liderava o ranking e foi a melhor unidade no terreno de jogo com um GoalPoint Rating de 7.0, seguiam-se Demirbay (6.7) e o guardião Sommer (6.0) que, com duas intervenções decisivas, evitou que a vantagem dos forasteiros fosse outra. 

Mas o descanso fez bem ao M’Gladbach. Mais organizado e com Marcus Thuram a jogar numa zona mais central, conseguiu chegar ao empate. Pléa assitiu e o filho de Liliam assinou, com um remate cruzado e forte, aos 52 minutos, alcançou o oitavo tento nesta edição da Bundesliga. Segundos depois, Hrádecky agigantou-se e evitou o bis do avançado francês.

Num período de loucos, com lances de constante perigo nas duas áreas, Bellarabi foi derrubado por Elvedi e o árbitro Soeren Storks assinalou grande penalidade após consultar o VAR, aos 58 minutos. Sommer quase conseguiu defender, mas não deteve o remate de Havertz, que bisou pela segunda jornada consecutiva e fez o décimo golo no campeonato. Numa segunda etapa frenética, Thuram assistiu de calcanhar Florian Neuhaus, que só foi travado pelos reflexos do guarda-redes do Bayer. Em apenas 20 minutos, os anfitriões tinham sete remates, mais do que os quatro que alcançaram em toda a etapa inicial.

A dez minutos dos 90, Sven Bender, nas alturas, deu correspondência ao livre lateral apontado por Demirbay e carimbou o 3-1 no marcador, dando uma machada nas aspirações dos comandados de Marco Rose.

Marcus Thuram 7.7Após uma primeira parte em que esteve apagado (5.0) ressurgiu das cinzas na fase final do duelo. Além do golo que apontou, foi um quebra-cabeças para a defensiva contrária, com inúmeras desmarcações, remates (três, todos enquadrados), dois passes para finalização, 31 acções com a bola, apenas um drible falhado em três tentativas, quatro duelos aéreos ganhos em cinco. Aos 75′, o francês perdeu gás e foi substituído.

Kai Havertz 7.4Classe, frieza, argúcia, veia goleadora e um talento para dar e vender. O jovem internacional alemão demonstra que, aos 20 anos, tem tudo para deixar a sua impressão futebolística. Este sábado fez o que quis, principalmente na etapa inicial. Apontou dois golos, em quatro tentativas, gizou dois passes para finalização, realizou 42 passes (79% de eficácia), acertou os dois passes longos tentados e alcançou seis progressivos. Sempre ligado à corrente, registou, ainda, 69 acções com a bola.