O Sporting CP venceu com um golo solitário o Moreirense FC, em Moreira de Cónegos, e assumiu provisoriamente o comando da Liga NOS – o SL Benfica só joga segunda-feira em casa ante o V. Setúbal. Um triunfo que surgiu de um tento de Islam Slimani na primeira parte, logo aos 16 minutos, naquele que foi o único grande momento de interesse de uma partida mal jogada e sem grandes ocasiões de golo. Valeu aos “leões” a finalização simples do argelino, porque a inspiração ofensiva das suas equipas esteve praticamente ausente.

Moreirense vs Sporting - Liga NOS 2015/16
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Essa é uma constatação que se faz pela simples observação do jogo, pelas poucas oportunidades criadas, mas também pelos números. O Sporting rematou um total de dez vezes (seis na primeira parte) e o Moreirense oito (cinco no primeiro tempo), e ambas as formações apenas enquadraram dois disparos cada com a baliza em toda a partida. Aliás, no segundo tempo nenhuma tentativa de alvejar as balizas teve sucesso em termos de direcção. A vantagem leonina acabou por residir nos seis remates realizados de dentro da área contrária (um deles deu golo) contra apenas dois dos da casa, fruto da competência dos “leões” no terço defensivo. Rui Patrício só teve, assim, de realizar duas defesas.

Esta foi uma partida em que as duas formações tentaram aproveitar o futebol pelos flancos, já que ambas apenas canalizaram o seu futebol de ataque pelo meio em cerca de 20,5% das ocasiões. Não espantam os 18 cruzamentos de bola corrida do Sporting e os 12 do Moreirense. Os de Alvalade acabaram pro aproveitar melhor um desses lances e, com 61,8% de posse de bola, acabaram por justificar a vantagem. Uma palavra ainda para a fraca eficácia de passe – Moreirense 56%, Sporting 70% – e para os GoalPoint Ratings colectivos muito tímidos (para não usar outro adjectivo), 5.07 para os da casa, 5.60 para os visitantes. Os “leões” registaram aliás o valor mais elevado de passes falhados num jogo dos quatro primeiros classificados da Liga nesta época (131) igualando também o seu registo “pessoal” mais baixo de remates enquadrados. Sobrou a eficácia.

Schelotto dá vida ao “leão”

Numa partida em que as exibições individuais estiveram longe de deslumbrar, poucos foram os elementos que realmente se destacaram. Um deles foi o lateral-direito leonino, Ezequiel Schelotto. O argentino foi o grande dinamizador do futebol do Sporting e mostrou que estes jogos, mais de luta e menos de virtuosismo, são a sua “praia”. Para além da assistência para o único golo da partida, o “Galgo” esteve irrepreensível nos duelos, pois ganhou nove dos dez que disputou, e a totalidade dos três pelo ar. Além disso registou seis intercepções, dois alívios e teve sucesso dos dois desarmes que tentou. Tocou ainda 86 vezes na bola, mais do que qualquer outro jogador em campo. Números que lhe valeram 7.0 no GoalPoint Ratings (GPR) e a eleição para jogador mais valioso nesta partida.

Longe na qualidades das exibições estão todos os outros, incluindo o segundo melhor nesta partida, João Mário, que não foi além de 6.0, acima de tudo fruto dos dois remates realizados e dos dois passes para ocasião, e dos 88% de passes certos em 33. No Moreirense o melhor foi o guarda-redes Igor Stefanovic, com pobres 5.7 GPR, fruto de uma defesa, uma saída a soco e três intercepções. Muito pouco.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

> NA PRÓXIMA PÁGINA: O JOGO COMO O VIMOS