Este é o agrupamento que nos interessa mais do que qualquer outro. Nele entrará em acção o campeão da Europa, Portugal, frente a três adversários que garantirão reencontros bastante interessantes, um deles verdadeiramente escaldante.

O arranque do grupo, no dia 15, não poderia ser melhor, com um dérbi ibérico entre Portugal e Espanha, duas potências do futebol mundial. Os dois últimos embates entre estas duas selecções, a nível oficial, penderam para o lado espanhol, no Mundial de 2010 (1-0) e no Euro 2012 (0-0, 4-2 nas grandes penalidades), mas ninguém se esquece da vitória lusa no Euro 2004. Agora, a formação de Cristiano Ronaldo e companhia bate-se com Espanha na qualidade de campeão da Europa, num confronto entre candidatos que é, para muitos, o jogo mais importante da fase de grupos.

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Mas os reencontros não se ficam por aqui. A seguir, a turma das “quinas” encontra Marrocos. Talvez muitos dos que nos lêem não fossem ainda nascidos, mas lembramo-nos bem do encontro entre as duas selecções no Mundial de 1986, no México, partida que os marroquinos venceram por 3-1, ditando o adeus português. E a fechar o agrupamento, Portugal reencontra-se com Carlos Queiroz, antigo seleccionador nacional e agora ao leme do Irão.

Se a lógica imperar, a discussão dos dois primeiros lugares será entre Portugal e Espanha. Mas para tal acontecer, as duas formações terão de o demonstrar em campo. As “hostilidades” começam dia 15. Confira, em baixo, o calendário do Grupo B.

DataJogoHoraEstádio
Sex. 15 JunMarrocos vs Irão16h00Stadion Krestovskyi
Sex. 15 JunPortugal vs Espanha19h00Olimpiyskiy Stadion Fisht
Qua. 20 JunPortugal vs Marrocos13h00Olimpiyskiy stadion Luzhniki
Qua. 20 JunIrão vs Espanha19h00Kazan Arena
Seg. 25 JunEspanha vs Marrocos19h00Kaliningrad Stadium
Seg. 25 JunIrão vs Portugal19h00Mordovia Arena
Identificados os jogos que marcam o calendário deste grupo, passamos aos destaques GoalPoint, equipa a equipa.

Portugal 🇵🇹

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Esta é a sétima presença de Portugal na fase final de um Campeonato do Mundo, que surge precisamente após a conquista do Europeu. Um feito que coloca uma responsabilidade acrescida sobre a formação das “quinas”. E logo para testar esse favoritismo, nada melhor do que defrontar a vizinha Espanha. A equipa de Fernando Santos manteve a identidade do seu futebol desde que o treinador assumiu o leme, algo que garantiu, não só o título, como o apuramento para a Rússia como vencedor do Grupo B da Qualificação Europeia.

É indiscutível que grande parte das esperanças de Portugal em repetir o sucesso do Euro 2016 residem na sua grande figura, Cristiano Ronaldo. O homem que mais remata em todo o mundo – 6,3 vezes por jogo nas últimas duas épocas – é o “farol” de todo o jogo da selecção portuguesa, e com tanta força criativa à sua volta só terá que estar ao seu nível para garantir uma boa quantia daquilo que se lhe pede: golos.

Entre esses criativos que o rodeiam estará Bernardo Silva, a nossa grande aposta para destaque português, para lá do capitão. Tal como diz Pep Guardiola, o homem que quase não perde a bola está cada vez mais certeiro no remate, no passe e no drible, como mostram os seus números da época, e ainda está à-vontade para ajudar a equipa quando esta não tem a bola. Impressionante o nível a que se encontra aos 23 anos.

Como actores mais secundários, mas que podem ter um papel bastante importante, destacamos três, um em cada sector. Pela época que fez em comparação com Cédric, e até pela boa exibição contra a Tunísia, queremos acreditar que Ricardo Pereira irá ser titular na lateral-direita. O agora jogador do Leicester regista uma média de 3,5 desarmes a cada 90 minutos nos últimos dois anos e já é, hoje em dia, um dos melhores laterais a nível europeu. Com uma época menos feliz esteve João Mário, mas as suas exibições na selecção continuam a não desiludir. Nos 682 minutos de quinas ao peito no último ano, João Mário regista um GoalPoint Rating de 6.70, apenas atrás de Cristiano Ronaldo. Um dos “jokers” a lançar poderá ser Gonçalo Guedes. Nenhum jogador entre os 23 conseguiu mais dribles a cada 90 minutos em 2017/2018 do que o jogador do Valência.

Espanha 🇪🇸

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Um dos principais candidatos à vitória final. Nuestros hermanos foram uma espécie de “fava” que calhou a Portugal no sorteio, mas a verdade é que, olhando para o lote de selecções, não havia muito por onde escolher. Sob o leme de Julen Lopetegui, Espanha passeou-se no Grupo G de qualificação, com nove vitórias e um empate em dez jogos, garantindo a 15ª presença do país em fases finais da prova.

O nível médio da selecção espanhola é tão elevado que é complicado destacar uma figura. No total são 11 os jogadores com valor de mercado igual ou superior a €50M, e entre eles nem está David Silva (€30M). No entanto, será ele o grande nome entre os espanhóis se considerarmos estatuto, carreira e a época que realizou, uma das suas melhores de sempre.

A seu lado no meio-campo deverá estar Thiago Alcântara que, aos 27 anos, deverá ter a sua primeira grande oportunidade para ser titular numa fase final. Provavelmente é mesmo só isso que lhe falta para se afirmar com unanimidade entre os melhores centro-campistas do mundo. Thiago faz tudo e tudo bem, talvez como mais nenhum outro na actualidade, mas falta-lhe fazê-lo quando o mundo está todo parado a ver.

A Espanha é mesmo um verdadeiro viveiro de médios e, entre eles, estarão também Andrés Iniesta – que já não precisa de provar nada a ninguém, mas que quererá deixar marcar na última vez que pisa o relvado de uma grande competição internacional – e, claro, Isco, que fez uma fase de qualificação brilhante, com cinco golos e duas assistências em apenas quatro jogos como titular. Para marcar golos estará lá também Iago Aspas. Nenhum espanhol marcou mais que ele esta época (22 golos) e só nos últimos cinco jogos anotou seis, mesmo enfrentando Real Madrid e Barcelona.

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