O primeiro sábado do Mundial, dia 26, vai ser de arromba para os adeptos, com quatro jogos agendados – dois do Grupo C e outros tantos do D. Se, como referimos na antevisão do grupo C, assistiremos à estreia da poderosa França, por outro lado o foco estará na entrada em campo da outra grande estrela do futebol mundial, Lionel Messi. A Argentina é a grande selecção do Grupo D, mas ou o astro do Barcelona surge em grande forma nesta competição, ou a sua equipa terá de lutar bastante para evitar uma surpresa desagradável.

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A formação das Pampas está recheada de craques de grande nível, mas ninguém esquece as dificuldades que sentiu na fase de qualificação sul-americana, nem da goleada por 6-1 sofrida ante a Espanha, num encontro em que Messi não jogou, por lesão. É certo que não estará nenhuma equipa no nível de nuestros hermanos neste grupo, mas a Croácia é sempre um adversário “chato”, com um futebol que costuma empolgar nas fases finais, sustentado por jogadores de grande valia, à cabeça, Luka Modrić.

Depois há uma sempre imprevisível selecção africana pelo meio, no caso a Nigéria, não menosprezando também da Islândia, que vive momentos de euforia após o Euro 2016, com a qualificação para o seu primeiro Campeonato do Mundo. Ninguém se esquece do brilharete que este pequeno país do norte do Atlântico fez em França, chegando aos quartos-de-final, após afastar a Inglaterra e empatar com Portugal.

Assim sendo, estamos perante um grupo que nos faz acreditar num certo equilíbrio e muita emoção. Confira, em baixo, o calendário do agrupamento.

DataJogoHoraEstádio
Sáb. 16 JunArgentina vs Islândia14h00Otkrytie Arena
Sáb. 16 JunCroácia vs Nigéria20h00Kaliningrad Stadium
Qui. 21 JunArgentina vs Croácia19h00Stadion Nizhny Novgorod
Sex. 22 JunNigéria vs Islândia16h00Volgograd Arena
Ter. 26 JunIslândia vs Croácia19h00Rostov Arena
Ter. 26 JunNigéria vs Argentina19h00Stadion Krestovskyi
Identificados os jogos que marcam o calendário deste grupo, passamos aos destaques GoalPoint, equipa a equipa.

Argentina 🇦🇷

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Como já referimos, a Argentina tem grandes craques, mas sentiu muitas dificuldades para assegurar a sua 17ª presença na fase final do Campeonato do Mundo. O cenário chegou a apontar para uma possível não qualificação, o que aconteceria pela primeira vez desde 1970. Mas Lionel Messi carregou a sua equipa às costas, terminando no terceiro lugar do grupo de apuramento sul-americano.

Para explicar a influência e importância de Lionel Messi na selecção argentina, vamos aos números, na falta de palavras. O jogador do Barcelona falhou oito dos 18 jogos disputados pela “albiceleste” na qualificação e desses oito a Argentina só venceu um. Nas dez partidas em que foi a jogo, Messi teve o melhor GoalPoint Rating entre os argentinos em nove deles. Obviamente, para além da Figura, seria ele também a nossa Aposta, mas tínhamos que escolher outro.

A opção para segunda figura dos argentinos acabou por recair em Paulo Dybala, apesar das dúvidas em relação à sua utilização regular. “La Joya” jogaria em qualquer selecção (ou clube) do mundo, por isso parece-nos natural que acabe por ganhar o seu espaço nas opções de Sampaoli e, se assim for, é o único minimamente à altura de Leo Messi, como mostram os seus números em 2017/18. Os 22 golos em 33 jogos para um médio-ofensivo não é mau, mas Dybala, mais do que golos, oferece magia e criatividade.

Quem tem lugar garantido no “onze” é Nicolás Otamendi e, houvesse mais como ele na defesa, as dúvidas sobre o potencial da selecção argentina não seriam tão grandes. Sergio Agüero também teria que ser obrigatoriamente referenciado, apesar de existirem dúvidas se não será Gonzalo Higuaín a primeira escolha para a “posição 9”, enquanto de Giovani Lo Celso se espera que seja o centro-campista a ligar todos os sectores, pois é o único médio com a mesma capacidade para jogar e recuperar.

Islândia 🇮🇸

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A festa foi rija quando a Islândia apurou-se para o seu primeiro Europeu, em 2016. Não satisfeitos com a excelente prestação, os islandeses apuraram-se também para o primeiro Mundial. Pode o leitor pensar: “ah, foi sorte”. Engana-se, pois o apuramento surgiu ao vencer o Grupo I, à frente de um dos seus adversários na Rússia, precisamente a Croácia (que terminou em segundo), mas também de outras equipas com argumentos, casos da Ucrânia e da Turquia. Convencido?

O maior inimigo da Islândia será talvez o sucesso e a atenção que conquistou no Euro 2016. Perdido o factor-surpresa, será difícil aos ilhéus igualarem o sucesso de há dois anos, nem que seja porque a sua grande figura, Gylfi Sigurdsson, não se encontra na mesma forma de então. As lesões, e até talvez o acusar do “peso” dos €50M que o Everton pagou por si ao Swansea, fizeram da época 2017/18 uma das mais decepcionantes na carreira do “camisola 10”.

Hördur Magnússon é o único dos seleccionados abaixo de 26 anos que tem utilização regular na selecção. O defesa-central que joga a lateral-esquerdo pela Islândia marcou o decisivo golo da vitória frente à Croácia e evidencia-se, sobretudo, por essa capacidade de criar perigo nas bolas paradas ofensivas e também pela insistência no passe longo. É, talvez de entre todas as nossas apostas, a menos convicta, o que só mostra mais uma vez a teórica fragilidade desta equipa islandesa.

Frágil é o que não se pode chamar ao capitão Aron Gunnarsson, que continua a contaminar a equipa de “espírito viking” e capacidade combativa. Algo que também não falta a Ragnar Sigurdsson, um dos melhores centrais do último europeu, que se evidencia pela excelente leitura de jogo em antecipação e certeza nos duelos. Se de alguém se pode esperar criatividade para além de Gylfi Sigurdsson é de Johann Gudmundsson, um extremo que teve uma época bastante positiva na Premier League, ao serviço do Burnley.

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