O primeiro sábado do Mundial, dia 26, vai ser de arromba para os adeptos, com quatro jogos agendados – dois do Grupo C e outros tantos do D. Se, como referimos na antevisão do grupo C, assistiremos à estreia da poderosa França, por outro lado o foco estará na entrada em campo da outra grande estrela do futebol mundial, Lionel Messi. A Argentina é a grande selecção do Grupo D, mas ou o astro do Barcelona surge em grande forma nesta competição, ou a sua equipa terá de lutar bastante para evitar uma surpresa desagradável.

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A formação das Pampas está recheada de craques de grande nível, mas ninguém esquece as dificuldades que sentiu na fase de qualificação sul-americana, nem da goleada por 6-1 sofrida ante a Espanha, num encontro em que Messi não jogou, por lesão. É certo que não estará nenhuma equipa no nível de nuestros hermanos neste grupo, mas a Croácia é sempre um adversário “chato”, com um futebol que costuma empolgar nas fases finais, sustentado por jogadores de grande valia, à cabeça, Luka Modrić.

Depois há uma sempre imprevisível selecção africana pelo meio, no caso a Nigéria, não menosprezando também da Islândia, que vive momentos de euforia após o Euro 2016, com a qualificação para o seu primeiro Campeonato do Mundo. Ninguém se esquece do brilharete que este pequeno país do norte do Atlântico fez em França, chegando aos quartos-de-final, após afastar a Inglaterra e empatar com Portugal.

Assim sendo, estamos perante um grupo que nos faz acreditar num certo equilíbrio e muita emoção. Confira, em baixo, o calendário do agrupamento.

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Identificados os jogos que marcam o calendário deste grupo, passamos aos destaques GoalPoint, equipa a equipa.

Argentina 🇦🇷

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Como já referimos, a Argentina tem grandes craques, mas sentiu muitas dificuldades para assegurar a sua 17ª presença na fase final do Campeonato do Mundo. O cenário chegou a apontar para uma possível não qualificação, o que aconteceria pela primeira vez desde 1970. Mas Lionel Messi carregou a sua equipa às costas, terminando no terceiro lugar do grupo de apuramento sul-americano.

Para explicar a influência e importância de Lionel Messi na selecção argentina, vamos aos números, na falta de palavras. O jogador do Barcelona falhou oito dos 18 jogos disputados pela “albiceleste” na qualificação e desses oito a Argentina só venceu um. Nas dez partidas em que foi a jogo, Messi teve o melhor GoalPoint Rating entre os argentinos em nove deles. Obviamente, para além da Figura, seria ele também a nossa Aposta, mas tínhamos que escolher outro.

A opção para segunda figura dos argentinos acabou por recair em Paulo Dybala, apesar das dúvidas em relação à sua utilização regular. “La Joya” jogaria em qualquer selecção (ou clube) do mundo, por isso parece-nos natural que acabe por ganhar o seu espaço nas opções de Sampaoli e, se assim for, é o único minimamente à altura de Leo Messi, como mostram os seus números em 2017/18. Os 22 golos em 33 jogos para um médio-ofensivo não é mau, mas Dybala, mais do que golos, oferece magia e criatividade.

Quem tem lugar garantido no “onze” é Nicolás Otamendi e, houvesse mais como ele na defesa, as dúvidas sobre o potencial da selecção argentina não seriam tão grandes. Sergio Agüero também teria que ser obrigatoriamente referenciado, apesar de existirem dúvidas se não será Gonzalo Higuaín a primeira escolha para a “posição 9”, enquanto de Giovani Lo Celso se espera que seja o centro-campista a ligar todos os sectores, pois é o único médio com a mesma capacidade para jogar e recuperar.

Islândia 🇮🇸

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A festa foi rija quando a Islândia apurou-se para o seu primeiro Europeu, em 2016. Não satisfeitos com a excelente prestação, os islandeses apuraram-se também para o primeiro Mundial. Pode o leitor pensar: “ah, foi sorte”. Engana-se, pois o apuramento surgiu ao vencer o Grupo I, à frente de um dos seus adversários na Rússia, precisamente a Croácia (que terminou em segundo), mas também de outras equipas com argumentos, casos da Ucrânia e da Turquia. Convencido?

O maior inimigo da Islândia será talvez o sucesso e a atenção que conquistou no Euro 2016. Perdido o factor-surpresa, será difícil aos ilhéus igualarem o sucesso de há dois anos, nem que seja porque a sua grande figura, Gylfi Sigurdsson, não se encontra na mesma forma de então. As lesões, e até talvez o acusar do “peso” dos €50M que o Everton pagou por si ao Swansea, fizeram da época 2017/18 uma das mais decepcionantes na carreira do “camisola 10”.

Hördur Magnússon é o único dos seleccionados abaixo de 26 anos que tem utilização regular na selecção. O defesa-central que joga a lateral-esquerdo pela Islândia marcou o decisivo golo da vitória frente à Croácia e evidencia-se, sobretudo, por essa capacidade de criar perigo nas bolas paradas ofensivas e também pela insistência no passe longo. É, talvez de entre todas as nossas apostas, a menos convicta, o que só mostra mais uma vez a teórica fragilidade desta equipa islandesa.

Frágil é o que não se pode chamar ao capitão Aron Gunnarsson, que continua a contaminar a equipa de “espírito viking” e capacidade combativa. Algo que também não falta a Ragnar Sigurdsson, um dos melhores centrais do último europeu, que se evidencia pela excelente leitura de jogo em antecipação e certeza nos duelos. Se de alguém se pode esperar criatividade para além de Gylfi Sigurdsson é de Johann Gudmundsson, um extremo que teve uma época bastante positiva na Premier League, ao serviço do Burnley.

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