Aqui está, o Grupo E, o do Brasil. Grande é a expectativa em torno da “canarinha” e se será capaz de sustentar o seu rótulo de um dos favoritos ao triunfo na competição. O “escrete” é uma equipa totalmente diferente da que caiu vergada por 7-1 ante a Alemanha no Mundial de 2014, em casa própria, e apresenta-se na Rússia numa grande forma.

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A chegada de Tite ao comando técnico virou por completo a filosofia da equipa, mais centrada no colectivo, no equilíbrio entre defesa e ataque. Contudo, trata-se de uma formação que não vira costas ao talento dos seus jogadores, potenciando-o. E com isso todos ganham, inclusive Neymar, recuperado de lesão e, pelo que mostrou recentemente, pronto a apresentar a sua melhor face. Será que teremos de volta o grande Brasil?

Para começar, e em termos teóricos, a “canarinha” está num grupo acessível. Costa Rica, Suíça e Sérvia não parecem adversários à altura da capacidade demonstrada pelo Brasil nos últimos tempos. Assim, no Grupo E, a luta pelo segundo lugar parece ser aquela que mais equilíbrio trará, com qualquer uma das outras equipas a poder sonhar com a passagem aos oitavos-de-final. A não ser que se verifique alguma surpresa das grandes. E os Mundiais são pródigos nisso mesmo.

Já planeou o seu mês para acompanhar o Brasil e o Grupo E? Confira o calendário abaixo.

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Identificados os jogos que marcam o calendário deste grupo, passamos aos destaques GoalPoint, equipa a equipa.

Brasil 🇧🇷

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Por falar em favoritos, este é um dos crónicos. O Brasil é uma eterna potência do futebol de selecções, sendo o país com mais títulos mundiais, nada menos que cinco, o último conquistado em 2002, e é a única nação totalista da competição, com 21 presenças (incluindo já esta de 2018). A forma como se apurou, com 41 pontos na zona de qualificação sul-americana, mais dez que o segundo classificado, o Uruguai, mostra bem a força da “canarinha” sob o comando de Tite.

A terra tremeu no Brasil quando, em Março, Neymar lesionou-se com aparente gravidade. Esta é uma das mais fortes selecções brasileiras dos últimos anos, com um seleccionador que devolveu a esperança aos adeptos brasileiros, mas jogar sem a sua maior estrela faria a diferença entre ser favorito ou apenas candidato. Neymar recuperou e, com ele, recuperou também a esperança de todo um país no hexacampeonato. O avançado sabe também que esta é a melhor oportunidade que tem de se intrometer na hegemonia Ronaldo/Messi para o título de melhor do mundo. O palco é seu.

Se Neymar saiu de Barcelona, à Catalunha chegou Philippe Coutinho. Ambos são da mesma geração e cresceram a jogar juntos nos vários escalões, sendo agora as duas grandes figuras da “canarinha”. Se de Neymar se espera fantasia, de Coutinho esperam-se as suas famosas “bombas” ao ângulo. O ex-Liverpool tem uma média de dois remates de fora da área a cada jogo, dos quais 34% vão à baliza e 65% dessas ao ângulo. Se lhe calham livres directos, também converte 23% dos mesmos. Prevêem-se “estragos”, tendo em conta as 1,6 faltas sofridas por Neymar em zonas perigosas, a cada 90 minutos.

É improvável que estes dois falhem no mesmo jogo, mas se essa improbabilidade acontecer ainda lá estará Willian, seja para servir, seja para desequilibrar no um-para-um. De Marcelo espera-se que dê a profundidade pelo flanco esquerdo que Neymar não dá, sem que se escuse de aparecer em zonas interiores como tanto gosta. E para deixar toda esta gente “à vontadinha” está lá Casemiro para fazer o trabalho de “sapa”. Já o escrevemos, nenhum jogador que vai estar Rússia desarma tantas vezes adversários como o ex-“dragão”.

Suíça 🇨🇭

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Uma ameaça ao Brasil? Pouco provável, embora no futebol tudo possa acontecer. Os suíços vão na 11ª presença em fases finais e deram muito trabalho aos campeões da Europa no Grupo B da qualificação europeia – impondo mesmo a primeira derrota oficial a Fernando Santos ao leme de Portugal. Contudo, terminaram em segundo lugar e precisaram de bater a Irlanda do Norte no “play-off” para seguirem para a Rússia.

Esta é mais uma oportunidade para a “geração de ouro” Suíça fazer um brilharete. Liderados pelo muitas vezes incompreendido Granit Xhaka, homem que regista uma média de 86 passes a cada jogo – só Thiago Alcântara (95) tem mais entre os presentes no Mundial -, os adversários de Portugal na qualificação tentarão aproveitar um grupo teoricamente acessível, mas ao mesmo tempo equilibrado, se excluirmos o Brasil. O segundo jogo, contra a Sérvia será fundamental.

Um dos melhores jogadores suíços da actualidade, mas que vai estar pela primeira vez numa fase final, é o médio da Atalanta, Remo Freuler. A qualidade de passe também é uma característica que faz parte do seu portefólio, mas o “Iceman” é mais forte que Xhaka na recuperação e aposta com mais frequência no um-para-um. Muito do que a Suíça pode vir a fazer passa pelo que conseguir extrair destes dois.

Xherdan Shaqiri chega, aos 26 anos, à quarta fase final da sua carreira, mas cada vez mais temos aquela sensação de que o melhor já passou. No entanto, nunca poderíamos descartar aquele que já foi uma das grandes esperanças do futebol mundial. O mesmo se passa com Ricardo Rodríguez, que desde cedo mostrou potencial para ser dos melhores laterais-esquerdos do mundo, mas tarda em confirmar isso ao mais alto nível. No entanto, tem sido sempre ao serviço da selecção que aparece o melhor Rodríguez, tal como se viu no “play-off” contra a Irlanda do Norte. Manuel Akanji é um representante da nova geração, que terá que lutar pela titularidade com o veterano Johan Djourou. Se a aposta for nele, pode estar aqui a rampa de lançamento de um grande defesa-central.

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