Este é o último agrupamento a entrar em acção, o Grupo H. Aqui não encontramos nenhum dos habituais favoritos à conquista do Campeonato do Mundo, mas três das equipas em confronto, Polónia, Colômbia e Senegal, possuem jogadores de grande qualidade, capazes de levar as suas equipas a altos voos e, quiçá, a uma bela surpresa na prova a realizar na Rússia. Prevê-se, assim, um grupo muito equilibrado (talvez mais do que nenhum outro) e pleno de emoção.

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Robert Lewandowski e Radamel Falcao são as duas grandes estrelas do ataque de Polónia e Colômbia, respectivamente. Claro que há James Rodríguez, o melhor colombiano, colega de equipa de Lewandowski no Bayern na época finda, mas grande parte da atenção vai para os dois pontas-de-lança, que fazem golos com grande facilidade. Quem irá sair por cima? No confronto directo teremos de esperar pela segunda jornada, altura em que as duas selecções se encontrarão. Este será, aliás, um dos embates decisivos do Grupo H… mas será pacífico afirmar que são três as selecções favoritas ao apuramento. O Senegal é um grande candidato a outsider neste Mundiale não se espantem se “sacar” algumas surpresas.

À espreita estará uma equipa menos cotada, mas com potencial para se tornar incómoda. O Japão corre por fora, mas se acredita que a experiência é um posto, então não afaste já os nipónicos das contas. Na próxima página perceberão porquê.

Confira o calendário do Grupo B.

DataJogoHoraEstádio
Ter. 19 JunColômbia vs Japão13h00Mordovia Arena
Ter. 19 JunPolónia vs Senegal16h00Otkrytie Arena
Dom. 24 JunJapão vs Senegal16h00Stadion Central’nyj
Dom. 24 JunPolónia vs Colômbia19h00Kazan Arena
Qui. 28 JunJapão vs Polónia15h00Volgograd Arena
Qui. 28 JunSenegal vs Colômbia15h00Samara Arena
Identificados os jogos que marcam o calendário deste grupo, passamos aos destaques GoalPoint, equipa a equipa.

Polónia 🇵🇱

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Esta é apenas a oitava participação da Polónia em fases finais do Campeonato do Mundo, isto para uma selecção que, nos anos 70 e 80 do século passado, passeava classe. O ressurgimento polaco como potência não teve seguimento em Mundiais, pois a última presença data de 2006, mas a verdade é que, no seu longo historial, esta selecção conta já com três terceiros lugares na competição. Para o Rússia 2018, a Polónia apurou-se ao vencer tranquilamente o Grupo E, com mais cinco pontos que a Dinamarca.

Se há selecção onde não restam dúvidas sobre qual é a sua grande figura é a Polónia. Robert Lewandowski foi o melhor marcador da fase de qualificação com 16 golos, 57% do total da sua selecção, e marcou em nove dos dez jogos realizados pela Polónia. Quando ficou em branco, os polacos tiveram a sua única derrota, contra a Dinamarca. O ponta-de-lança do Bayern é habitualmente muito profícuo nas fase de qualificação, mas quererá na Rússia mudar a imagem deixada nos últimos dois Europeus, onde “desapareceu” e só marcou dois golos em oito jogos.

Este poderá também ser o Mundial de Piotr Zielinski. O médio do Nápoles já conta, aos 24 anos, com mais de 150 jogos na Serie A italiana. No entanto, mais de metade foram como suplente utilizado, e fica sempre a sensação de que a sua qualidade ainda não foi devidamente reconhecida e valorizada. Na selecção, Zielinski vai provavelmente aparecer um pouco mais adiantado do que no clube, o que só pode vir a beneficiar as suas melhores qualidades: o remate, o último passe e a velocidade.

Quando a Polónia quiser arriscar mais um pouco e lançar alguém para o lado de Lewandowski, muita atenção ao “miúdo” Dawid Kownacki. Aos 21 anos, o avançado que brilhou no último Euro Sub-21, marcou um golo a cada 168 minutos e converteu quase um quarto dos remates que efectuou na época de estreia na Serie A italiana. Os veteranos Kamil Grosicki e Lukas Piszczek foram os melhores na qualificação, a seguir a Lewandowski. Grosicki teve no Hull a sua melhor época de sempre em termos de golos (nove) e mantém intacta a sua velocidade pelo flanco esquerdo, enquanto Piszczek deverá alinhar à direita na linha de três defesas, função que cumpre na perfeição.

Colômbia 🇨🇴

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Apesar da tradicional força da selecção colombiana, que possui alguns nomes de referência nas principais Ligas do futebol europeu, a verdade é que a formação sul-americana apurou-se para a sua quinta fase final de Mundiais à tangente. Numa fase de qualificação conturbada, os colombianos asseguraram o derradeiro lugar que dava acesso directo à prova, o quarto posto, atrás da Argentina e com um ponto apenas a mais do que o Peru.

Quatro anos após ter sido um dos melhores jogadores do Mundial, James Rodríguez estará na Rússia como grande figura desta Colômbia. Os últimos quatro anos foram de altos e baixos, mas o empréstimo ao Bayern talvez tenha sido a melhor coisa que lhe aconteceu entretanto. Ao serviço da equipa bávara, James tem-se mostrado mais maduro e aumentou bastante a sua cultura táctica, jogando numa posição mais recuada do que estávamos habituados a vê-lo. Na selecção voltará a ser o “camisola 10”, nas costas e no campo, e dificilmente deixará de estar à altura da responsabilidade.

Menos conhecido, apesar de já actuar no Barcelona, é Yerry Mina. O defesa-central chegou em Janeiro proveniente do futebol brasileiro e tem tudo para se tornar num dos melhores do Mundo na sua posição. Fortíssimo nas bolas paradas ofensivas, Mina marca sensivelmente um golo a cada quatro jogos, número de fazer inveja a alguns avançados, mas também é muito competente na antecipação e na marcação, quando a sua equipa não tem a bola. Bem fez o “Barça” em contratá-lo antes do Mundial…

Por falar em golos, não esquecer Radamel Falcao. O ex-“dragão” voltou a encontrar-se com os golos ao serviço do Mónaco e continua a ser um dos pontas-de-lança mais “mortíferos” do mundo, convertendo 24% dos remates de que dispõe. A servi-lo pela direita estarão duas setas: Juan Cuadrado e Santiago Arias. O homem da Juventus é exímio no cruzamento, enquanto o ex-Sporting não enjeita a oportunidade de muitas vezes “cortar” para dentro e testar o seu bom remate.

Na próxima página: As figuras e apostas do Senegal e do Japão