O Campeonato do Mundo está a entrar na sua recta final. Apenas quatro selecções restam em prova e todas elas europeias. O domínio do “velho” continente talvez surpreenda um pouco pela ausência de equipas como Brasil e Argentina, tradicionais candidatas a conquistar o ceptro. E das europeias que sobram, nenhuma é Alemanha ou Espanha.

Ainda assim, o nosso “onze” dos quartos-de-final tem nas suas fileiras três jogadores sul-americanos – ou quatro. se considerarmos um naturalizado russo. O Brasil caiu aos pés da Bélgica, mas, ainda assim, a “canarinha” é a selecção com mais representantes nesta nossa equipa da ronda, três, com base nos nossos GoalPoint Ratings. A busca pelo empate ante os belgas trouxe alguns momentos de excelente futebol, faltando eficácia no ataque perante o melhor guarda-redes desta fase de jogos.

Destaque para o facto de nenhum jogador ter registado ratings iguais ou superiores a 8.0, o que se explica – tal como em dérbis e “clássicos” – pelo equilíbrio dos jogos e grande tensão competitiva, pouco propícia a números excessivos mais habituais em jogos de maior desequilíbrio.

Confira os “nomeados”, sendo que nenhum transita dos oitavos-de-final.

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  • Thibaut Courtois (Bélgica) 6.5 – Aquela defesa no final do jogo com o Brasil, a remate de Neymar, devia valer, só por si, a presença nesta equipa. Não funciona assim, é claro, mas o peso de nove defesas num jogo deste tipo foi decisivo.
  • Mário Fernandes (Rússia) 6.9 – O brasileiro naturalizado russo fez um grande jogo frente à Croácia. É certo que falhou o seu penálti no desempate, mas tal não é equacionado no nosso rating, apenas o que um atleta faz em jogo jogado. E aqui, para além do golo que marcou no prolongamento, o lateral-direito fez um passe para finalização, teve sucesso em dois de três cruzamentos, ganhou quatro de cinco duelos aéreos defensivos e registou 13 acções defensivas.
  • Raphaël Varane (França) 7.2 – O primeiro central a marcar pela França desde 1998 (o último foi Laurent Blanc, ante o Paraguai) fez um grande jogo frente ao Uruguai. Para além do golo, de cabeça, o defesa do Real Madrid ganhou quatro de seis duelos aéreos defensivos e realizou sete alívios.
  • Harry Maguire (Inglaterra) 7.6 – Os “três leões” estão a surpreender tudo e todos pela sua consistência e versatilidade táctica, e também pela mentalidade competitiva, diferente da que se viu nos últimos certames. O central do Leicester tem sido um exemplo dessa força. Ante a Suécia, Maguire fez um golo, ganhou seis de sete duelos aéreos defensivos e realizou sete alívios. Uma autêntica fortaleza voadora.

  • Marcelo (Brasil) 7.4 – O lateral do Brasil voltou a ser dos melhores, como é seu hábito. Marcelo esteve a um grande nível ante a Bélgica, em especial nos momentos ofensivos, como é seu timbre, apesar de ter registado nove recuperações de posse e sete acções defensivas. No ataque somou quatro passes para finalização, teve sucesso em três de nove cruzamentos, acertou 93% dos seus passes e foi o homem mais em jogo, com 98 acções defensivas.
  • Luka Modric (Croácia) 7.4 – A grande Croácia deste Mundial avança ao ritmo do seu “maestro”. Luka Modric está a fazer uma prova extraordinária e voltou a brilhar frente à Rússia. De longe o elemento mais em jogo na partida, com 139 acções com bola, Modric registou três remates, uma assistência em quatro passes para finalização, teve sucesso em oito de 11 tentativas de drible e somou 15 recuperações de posse.

  • Kevin De Bruyne (Bélgica) 7.5 – A sua clarividência, capacidade de decisão e antecipação de todos os movimentos que faz em campo, bem antes de qualquer adversário, impressionam, mais do que os golos e assistências que faz. Frente ao Brasil, contudo, fez o 2-0, num excelente remate cruzado, e registou três passes para finalização, recuperando a bola em sete ocasiões.
  • Jesse Lingard (Inglaterra) 7.0 – A intensidade e objectividade de Jesse Lingard têm sido fundamentais na caminhada da Inglaterra. O jogador do Manchester United foi o segundo melhor em campo no triunfo inglês sobre a Suécia, com um registo de quatro remates, uma assistência, 93% de eficácia de passe e quatro dribles eficazes em outras tantas tentativas.
  • Douglas Costa (Brasil) 7.1 – O extremo aparece em grande nível sempre que chamado. Frente à Bélgica, Douglas Costa voltou a ser dos melhores em campo, apesar de só ter jogado 34 minutos, com quatro remates (três enquadrados), dois passes para finalização e três dribles eficazes em quatro tentativas. O que seria se tivesse jogado de início.
  • Neymar (Brasil) 7.5 – Pouco consensual quanto aos méritos em campo neste Mundial, Neymar voltou a aparecer em nível alto mais para o fim do jogo com a Bélgica. Se até ao início do segundo tempo, o jogador do PSG tinha um registo modesto (ver em baixo), a partir desse momento tudo mudou, terminando com três remates, sete passes para finalização (máximo dos quartos), três dribles certos em seis tentativas e 83 acções com bola.

  • Antoine Griezmann (França) 7.6 – A selecção gaulesa nunca perdeu um jogo em que Griezmann marcou. O avançado do Atlético de Madrid facturou mesmo ante o Uruguai e foi o melhor em campo, com uma assistência em três passes para finalização, dois dribles eficazes e cinco desarmes, o máximo do jogo. Uma exibição que o destaca como o melhor dos quartos-de-final.

Fechamos com os jogadores que lideraram o nosso “barómetro” de variáveis nesta ronda:

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Confira, jogo a jogo, os números que justificam a eleição dos melhores, na tabela de acompanhamento dos jogos GoalPoint, actualizada poucos minutos após o término de cada encontro do Mundial 2018! Pode também encontrar todo o histórico da prova neste “link”.

Mundial 2018 8osSTATGPRMVP
4-3
2-1
1-1
1-1
2-0
3-2
1-0
1-1