A discussão sobre os “méritos” deste Mundial 2018 já começou. “Este está a ser melhor que o de 2014″, dizem alguns”. “Não, o de 2014 foi melhor”, referem outros. O debate entre qual foi o melhor certame não é para nós. A GoalPoint dá apenas ferramentas para que essa troca de argumentos aconteça. E esta fase da prova, antes dos quartos-de-final, é um momento ideal para fazermos um comparativo entre o que estatisticamente foi feito há quatro anos e o que até agora ficou registado, no que aos vários momentos de jogo diz respeito.

Estamos perante um Mundial com mais golos? E ocasiões de golo e remates. Como é que as equipas estão a desenvolver os seus processos defensivos? Mais eficazes? Os números estão aqui para analisar. Convidamo-lo a tirar as suas conclusões e brilhar nas discussões com os amigos.

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  • Este é um Mundial que está mais ou menos em linha com o anterior em termos ofensivos, no que toca à produção, embora com ligeiro ascendente a favor da prova realizada no Brasil. Se na Rússia se realizaram 25 remates por jogo, para os 27 de 2014, e se há quatro anos se registaram mais remates enquadrados e ocasiões flagrantes de golo, desta feita os tentos estão a surgir de uma forma diferente.
  • Na Rússia, os golos de bola parada são decisivos. Para além dos 14% de tentos apontados da marca de grande penalidade (para os 7% de 2014), muito por culpa da introdução do VAR, também é verdade que se assistiu a um aumento significativo do número de tentos através de livres directos (de um total de três no Brasil para os seis marcados na Rússia, até agora).
  • Este é também um Mundial do passe. Se a eficácia nas entregas se mantém ao mesmo nível, esse é um facto positivo tendo em conta o aumento no número de passes por partida, incluindo para finalização em bola corrida.
  • Esta parece ser uma edição com menos liberdade para os artistas, que tentam menos o drible que há quatro anos, ainda assim, com mais eficácia.
  • A observância de equipas com muita posse de bola (nem sempre objectiva), como a Alemanha e a Espanha, ajuda à estatística seguinte: há muito menos foras-de-jogo por jogo (2,6). Essa posse de bola exacerbada origina o recuo de quem não a tem, sobrando pouco espaço nas suas costas para desmarcações. Logo, menos momentos de offside.

  • Apesar de o brasileiro estar em prova, o número de faltas assinaladas por jogo diminuiu um pouco. Supomos que os outros jogadores compensam o efeito-Neymar…
  • No plano defensivo vão se somando menos erros na Rússia: foram cometidos até agora 15 erros resultantes directamente em golo do adversário, contra os 31 de 2014.
  • Uma última curiosidade: o Rússia 2018 soma apenas dois empates sem golos até agora, contra os 14 totalizados no Brasil.

Convidamo-lo acompanhar o que resta do Mundial 2018 e a cobertura estatística exaustiva do GoalPoint. E aproveite para assistir a um balanço da prova até ao momento e a antevisão dos quartos-de-final, na qual participámos no SAPO Desporto (link).