2. Ganhou quem melhor defendeu?

Alguns analistas e comentadores, confrontados com o número de golos por jogo, referiram nos últimos dias que tal se deveu, em boa parte, a um maior desacerto defensivo das equipas participantes. Efectivamente 31 dos golos marcados no Brasil resultaram de erros defensivos, 18% do total. E podiam ter sido mais pois foram cometidos ao todo 65 erros defensivos claros, o que representa uma conversão em golo de apenas 47,7% dessas situações.
Se por um lado é pacífico assumir que quem mais erros cometeu pagou a devida factura por isso (Camarões, Honduras, Gana e Espanha lideram o ranking de número de erros por partida), isso não equivale a dizer que os que menos falharam foram necessariamente recompensados: entre as equipas que não cometeram qualquer erro defensivo surgem Uruguai, Chile, Argélia, Bélgica e Colômbia (nenhuma foi mais longe que os quartos-de-final), acompanhadas pelo Japão e Bósnia.
Se atentarmos no desempenho das quatro melhores equipas do torneio neste capítulo, percebemos que com excepção da Holanda (0,4 erros defensivos por jogo, nenhum resultante em golo), descobrimos à cabeça o Brasil (0,9 erros por jogo), Alemanha (0,7) e Argentina (0,6), todas elas com pelo menos um golo sofrido como consequência das falhas cometidas (no caso do Brasil o registo sobe a quatro), desempenhos médios que andam a par de equipas como a Grécia, Portugal, Rússia e Inglaterra e que sugerem duas conclusões: em primeiro lugar que não foi pela ausência de erros que as melhores equipas atingiram a fase decisiva e, por outro, mais simplista, que quem não arrisca… não petisca.














