OBenfica somou três valiosos pontos na deslocação ao terreno do Nacional da Madeira, ao vencer por 3-1. Mas não foi um triunfo fácil e muito menos uma exibição brilhante. Após uma primeira parte sofrível, os “encarnados” marcaram (aliás o Nacional marcou pelos visitantes), deixaram-se empatar e só perto do final da partida resolveram os acontecimentos, numa fase em que poderiam, aí sim, ter construído um resultado ainda mais volumoso.

Pouco futebol se viu… e sem nevoeiro

A inclusão de Jonas no “onze” inicial surpreendeu pela forma rápida como o brasileiro recuperou de lesão. Mas não tanto pelos motivos que levaram Rui Vitória a apressar o regresso do goleador. Sem o “Pistolas” o Benfica esteve algo perdido nos jogos anteriores, em especial em casa com o V. Setúbal. Com ele em campo o Benfica melhorou, mas pouco, ao nível da (pouca) disponibilidade física de Jonas – que ainda assim foi o mais rematador na primeira parte, com três disparos, todos desenquadrados.

Aos 17 minutos, um livre batido por Pizzi para o coração da grande área sofreu um desvio em Ali Gahzal e a bola encaminhou-se para a baliza.

Estava assim aberto o activo de um jogo com alguns lances de envolvimento, mas pouca emoção e qualidade, no qual o Benfica mostrou pouca pontaria e o Nacional problemas em criar lances de perigo. Insulares que não foram além dos 32,1% de posse de bola nesta fase e modestos 51,6% de passes certos.

  • Ao intervalo o Benfica tinha um golo em nove remates, mas nenhum deles enquadrado – Nacional três, um deles com boa direcção
  • Lisandro López o melhor até ao descanso no GoalPoint Ratings, com 6.1, seguido de Pizzi (6.0) e Salvio (5.9) – o pior era o guardião Rui Silva, com 3.7
  • Nacional terminou o primeiro tempo com 55,2% de ataques pelo seu lado direito.

Reinício animado e golos

Ambas as equipas surgiram mais afoitas após o intervalo, em especial o Benfica. O primeiro remate enquadrado das “águias” surgiu aos 54 minutos, fraco, por Raúl Jiménez – no minuto anterior, porém, Salvio acertara no poste -, e pouco depois Jonas quase marcou. Mas quem facturou foi o Nacional, por Tobias Figueiredo, num golpe de cabeça após canto da esquerda, aos 64 minutos.

A seguir, aos 70, foi o recém-entrado André Carrillo a facturar e a estrear-se a marcar pelo Benfica, para o 2-1.

Esta era uma fase profícua, com o Benfica a ter menos bola do que antes (54%), mas a enquadrar três dos cinco disparos que realizou – o Nacional dois de seis. A dificuldade dos madeirenses em criar perigo fica patente num número: dos dez remates feitos, nove foram realizados de fora da área, enquanto os lisboetas fizeram 11 de 18 de dentro da área contrária.

Já nos descontos (92′), um erro de Washington (que até então era o melhor insular) deixou Jiménez isolado e o mexicano não enjeitou a oportunidade de fazer o 3-1, o seu segundo golo na Liga NOS. A entrada do mexicano para o lugar de Mitroglou, de início, foi decisiva.

Jiménez, uma injecção de energia

Lisandro López foi, durante quase todo o jogo, o homem mais valioso em campo. Mas no final, Raúl Jiménez puxou dos galões e terminou no topo do GoalPoint Ratings, com 8.0 . Até então discreto, o mexicano fez um passe estupendo (passe para assistência), para Salvio, que assistiu Carrillo para o 2-1. E a seguir, o ponta-de-lança roubou a bola a Washington antes de fuzilar Rui Silva para o 3-1. No final somou quatro remates, três enquadrados, ganhou cinco de seis duelos aéreos e ainda recuperou a bola oito vezes.

Logo a seguir no Goalpoint Ratings ficou Lisandro, com 7.8. O argentino tem o condão de aproveitar as suas oportunidades quando há indisponibilidade de companheiros. Fê-lo na época passada, voltou a consegui-lo esta temporada com a lesão de Luisão. Frente ao Nacional, Lisandro terminou com números impressionantes. Rematou três vezes, fez uma assistência, um passe para ocasião, ganhou 92% dos 13 duelos disputados (89% dos nove pelo ar), ainda recuperou a bola sete vezes e realizou cinco alívios.

Factos estatísticos GoalPoint:

  • O Benfica somou o mesmo número de remates na primeira e na segunda parte (nove em cada), mas na segunda enquadrou seis, contra zero na etapa inicial
  • O Nacional somou quatro foras-de-jogo, contra zero do Benfica
  • Pizzi realizou seis passes para ocasião, mais um que toda a equipa do Nacional.
GoalPoint | Nacional vs Benfica | Liga NOS 2016/17 | Ratings
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GoalPoint | Nacional vs Benfica | Liga NOS 2016/17 | MVP
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GoalPoint | Nacional vs Benfica | Liga NOS 2016/17 | 45m
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GoalPoint | Nacional vs Benfica | Liga NOS 2016/17 | 90m
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