Oo FC Porto alcançou uma vitória expressiva, por 4-0, frente ao Nacional da Madeira naquele que é tradicionalmente um estádio difícil para os “três grandes”. O resultado ficou praticamente definido ao intervalo graças a um “hat-trick” de Diogo Jota, que revelou a eficácia que vinha a faltar aos “dragões.”

O “show” Jota

O FC porto entrou a todo o gás na partida, acabando por chegar ao primeiro golo aos 11 minutos, numa triangulação entre Diogo Jota e Herrera, com o jovem português a revelar nervos de aço no duelo frente a Rui Silva.

A equipa nacionalista acabou por acusar o golo sofrido, e a superioridade do FC Porto foi-se acentuando com o passar dos minutos. Os portistas até se “davam ao luxo” de desperdiçar claras ocasiões de golo, como uma aos 21 minutos, em que André Silva, na cara do guardião insular, rematou torto para fora.

À passagem da meia-hora, os “dragões” tinham já seis remates (quatro deles enquadrados), 62% de posse de bola e quase o dobro do número de passes, apesar de o Nacional até levar uma pequena vantagem nos duelos individuais. Diogo Jota era um verdadeiro “diabo” à solta, acabando por marcar por mais duas vezes antes do intervalo, a passes de André Silva e Miguel Layún.

Sem receita para travar o jovem médio português, que actuou na frente de ataque juntamente com André Silva, o Nacional tinha visto a sua baliza ameaçada por nove vezes durante o primeiro tempo, sete das quais na sequência de remates de dentro da área.

Sem surpresas, Diogo Jota dominava os GoalPoint Rating ao intervalo, com 8.6. Aos três golos apontados, o portista somava anda cinco remates enquadrados, estabelecendo um novo recorde na presente edição da Liga NOS, e isto em apenas 45 minutos. Um pouco atrás surgia Layún, com 7.5, depois de uma excelente primeira parte: três passes para a ocasião, um deles resultando em assistência, um cruzamento eficaz e ainda seis acções defensivas.

Marcar cedo e depois gerir

À imagem da primeira parte, o FC Porto entrou melhor no segundo tempo e marcou cedo, embora desta vez sem Diogo Jota no lance. Otávio, na esquerda, cruzou rasteiro para o meio da área, onde André Silva revelou dotes de matador ao rematar de primeira para o fundo das redes.

Era um profundo golpe na estratégia de Manuel Machado, que, aos 65 minutos, já tinha esgotado as substituições, mas sem qualquer resultado, já que os seus jogadores teimavam em não levar perigo junto da baliza defendida por Iker Casillas.

Até ao final da partida, os “dragões” ainda viriam a ameaçar novamente a baliza de Rui Silva, com um livre à trave por Layún, ao mesmo tempo que “NES” aproveitava para dar minutos a Maxi Pereira e Brahimi. Quanto ao Nacional, que viu Tobias Figueiredo ser expulso perto do apito final, terminou o encontro sem nenhum remate enquadrado e com uma passe de bola de apenas 40%.

Um caso sério 

Diogo Jota foi de longe a figura do desafio, com 8.6 no GoalPoint RatingNão só fez três dos quatro golos da sua equipa como ainda deu nas vistas pela pontaria extremamente afinada, uma vez que todos os seus seis remates foram enquadrados com a baliza.Curiosamente, nem sempre esteve envolvido nos processos ofensivos dos portistas, terminando a partida com apenas 21 passes (Casillas, por exemplo, teve 19). Nuno Espírito Santo parece ter encontrado o parceiro ideal para André Silva.

Do lado do Nacional, salva-se a exibição do guarda-redes Rui Silva, que, apesar de ter culpas no terceiro golo, evitou males maiores e uma derrota ainda mais pesada graças às suas quatro defesas, terminando o desafio com nota 5.8.

Outros números:

  • Layún 7.7 – Voltou a ser o maior criador de ocasiões do FC Porto (5) e ainda rematou por três vezes, uma delas ao ferro.
  • Danilo 6.1 – Aos 20 minutos já tinha ganho 5 duelos aéreos, todos os que disputou. No final totalizou 9 recuperações de bola e foi subtituído com uma eficácia de passe de 94%.
  • Sequeira 5.7 – Uma boa surpresa do nosso campeonato. Hoje perdeu muitas bolas (27), mas ganhou 12 dos 14 duelos que disputou e foi e foi quem fez a bola entrar mais vezes na área do Porto (8).
  • Marcano 4.9 – A única nota negativa na equipa do FC Porto. Ganhou apenas 1 dos seus 4 duelos e falhou 11 passes, 4 deles no seu próprio meio-campo.
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