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O Sporting voltou a empatar na Liga NOS, desta feita a zero, na visita ao Nacional da Madeira, e está já a sete pontos de distância do líder Benfica.

São já nove os pontos perdidos pela formação leonina em nove jornadas do campeonato. E nesta partida, apesar da superioridade relativa, o “leão” conseguiu ter um GoalPoint Rating colectivo mais baixo que o do Nacional, o que dá conta do quão irreconhecível esteve o conjunto de Jorge Jesus.

William falha penalty

Este foi daqueles jogos em que a primeira impressão foi a que vingou. Muito Sporting, (muito) pouco Nacional, jogo “pastoso”, sem grandes ideias e qualidade. Aos oito minutos, William Carvalho viu Rui Silva defender uma grande penalidade cobrada pelo internacional luso – a castigar falta de Rui Correia sobre Coates – e foi este o momento-chave deste primeiro tempo. De resto, os números mostram claramente a tendência da partida (vide infografia dos primeiros 45 minutos).

Por volta do quarto-de-hora o Sporting somava 74% de posse de bola, e o descanso chegou com 72%. Apesar da totalidade dos quatro remates dos “leões” terem acontecido dentro da grande área do Nacional, os dois enquadrados não deram em golo, muito por culpa de boas intervenções de Rui Silva. O Nacional, por seu turno, pouco ou nada fez, apenas com dois disparos na primeira parte, nenhum enquadrado, e confrangedores 56% de passes certos.

Rui Silva, como referimos, esteve em plano de destaque e chegou ao descanso na liderança do GoalPoint Ratings, com 6.5, para os quais muito contribuiu o penalty defendido. Seguiu-se Rúben Semedo, do Sporting, com 5.9. Não é um número extraordinário para um defesa, mas reflecte a consistência de quem ganhou 71% dos duelos que disputou e fez oito recuperações de bola.

Reacção nacionalista

A mesma falta de qualidade e ideias persistiu na segunda parte. O Nacional tentou reagir, e conseguiu-o de certa forma, com mais remates, uma ligeira melhoria na posse (31% no segundo tempo) e nos passes certos (57%). Aliás, os insulares, fizeram sete disparos na etapa complementar, contra cinco dos lisboetas, terminando a partida com os mesmos nove. Pecaram na pontaria, pois apenas enquadraram um, mas criaram perigo nas transições, com o entrado Ricardo Gomes protagonista de quase todos uns lances (num deles a bola foi ao ferro de Rui Patrício).

O reduzido número de passes para ocasião (cinco do Nacional, seis do Sporting) também reflecte a pouca clarividência e dinâmica de ambos os conjuntos, e nem os 22 cruzamentos de bola corrida dos “leões” (só três eficazes) ajudaram a contrariar este cenário. O 0-0 acabou por penalizar as duas formações.

Rui Silva segura o nulo

Decisivo na partida e na tabela GoalPoint Ratings. O guarda-redes do nacional, Rui Silva, manteve a liderança da primeira parte nesta classificação, e terminou com 6.8, não só pelo penalty que parou, mas também pelas quatro defesas que realizou na partida, algumas de grau de dificuldade elevado.

Curiosamente, o GoalPoint Rating desta partida diferiu pouco entre a tabela parcial ao intervalo e a final. Para além da liderança de Rui Silva, Rúben Semedo manteve o segundo posto, com 6.7. Fez um remate (enquadrado), ganhou oito de 11 duelos, recuperou 11 vezes a bola, fez três desarmes e outras tantas interpretações. A seguir surge Bruno César, que estava em quarto lugar ao intervalo, mas trocou de posição com Bryan Ruiz, terminando com 6.6 – o “chuta-chuta” fez três remates, um enquadrado, e dois passes para ocasião, para além da impressionante eficácia de passe, 93%.

Outros números:

  • R. Semedo 6.7 – Foi um dos cinco jogadores a fazer um remate enquadrado. A defender também esteve acima da média, com oito acções defensivas e oito em 11 duelos ganhos.
  • Gelson 5.4 – Já tínhamos avisado que não ia ter tarefa fácil com Sequeira. Pela primeira vez esta época não completou qualquer drible e perdeu 26 vezes a posse de bola.
  • William 4.4 – Não foi só a grande penalidade. Também falhou dez passes e ganhou apenas metade dos dez duelos que disputou.
  • Bas Dost 4.2 – Para contratação recorde terá que fazer muito mais. No jogo aéreo ganhou apenas um dos seus seis duelos e não conseguiu enquadrar nenhum dos seus três remates.