O Benfica continua sem vencer na Liga dos Campeões 16/17, depois de ter sido derrotado por 4-2 na deslocação ao terreno do Nápoles. A equipa italiana esteve a vencer por 4-0, fruto sobretudo de uma entrada avassaladora no segundo tempo, mas as “águias” conseguiram reagir ainda antes do apito final, com golos de dois jogadores que saíram do banco.

Italianos vão contra a corrente

Mesmo jogando num dos estádios mais difíceis da Europa, o Benfica não acusou a pressão no início da partida e esteve por duas vezes perto de marcar nos primeiros minutos, mas em ambos os casos Mitroglou encontrou adversários no caminho do golo. Contentes com este arranque determinado, os adeptos benfiquistas viram ainda o Nápoles perder uma das suas unidades defensivas com a saída de Albiol por lesão.

Grimaldo destacava-se nas acções ofensivas com excelentes tabelas com as unidades mais avançadas, e a defender mostrou ser determinante aos 19 minutos, quando “tirou o pão da boca” de Callejón com um magnífico corte. A excelente acção defensiva do espanhol acabaria por cair por terra, no entanto, porque no pontapé de canto que se lhe seguiu, Hamsik fez o golo de cabeça ao primeiro poste.

Foi um golpe duro nas hostes encarnadas, que, no entanto, não baixaram os braços e aguentaram o resultado ao intervalo.

O equilíbrio era em tudo evidente: Benfica e Nápoles tinham o mesmo número de remates (embora os italianos tenham feito mais um remate enquadrado) e de faltas, enquanto a posse de bola favorecia apenas ligeiramente os da casa. Na liderança dos GoalPoint Ratings surgia o lateral-esquerdo Ghoulam, com 6.6, fruto de uma primeira parte de alto nível, com 100% de duelos ganhos, dois desarmes e ainda seis cruzamentos (bem como a assistência para o 1º golo). Do lado do Benfica, surgia destacado Lisandro López 6.0, com um registo impressionante de dez acções defensivas.

Quinze minutos infernais

Foi uma autêntica derrocada aquilo que aconteceu ao Benfica na entrada da segunda parte: Mertens, aos 51 minutos, fez de livre o 2-0, depois de Lisandro ter sido obrigado a fazer uma falta cirúrgica à entrada da área. Foi então que Júlio César deu nas vistas pelos piores motivos, cometendo uma grande penalidade que Milik não desperdiçou e, momentos depois, protagonizando uma saída em falso que Mertens explorou sem contemplações.

Sem nada a perder, Rui Vitória lançou Gonçalo Guedes e Eduardo Salvio na partida, e o Benfica acabou por recuperar algum controlo sobre o jogo. O avançado português reduziu aos 70 minutos num lance de boa execução técnica em que contorna o guarda-redes. Já perto do final do encontro, Salvio fez o segundo das “águias” após um passe de André Almeida para as costas da defesa naquela que foi a melhor jogada dos encarnados de todo o encontro.

Os números finais acabam por mostrar um ascendente do Nápoles, que rematou mais e melhor (11 remates, seis dos quais enquadrados, contra sete remates do Benfica, três deles enquadrados), teve mais posse de bola (55% na primeira parte e 58% na segunda) e melhor qualidade de passe (88% no final do desafio contra 85% do Benfica).

Mas é difícil encontrar, mesmo nos números, algo que justifique a forma desastrada como o Benfica entrou na segunda metade, o que permitiu ao Nápoles matar por completo o desafio, tirando partido da qualidade das suas unidades de ataque.

Na segunda parte só deu… Mertens

Dries Mertens foi uma autêntica “dor de cabeça” para o Benfica durante a partida, terminando como o homem do jogo, com um GoalPoint Rating de 7.5. O jogador de 29 anos apontou dois dos quatro golos do Nápoles, apresentou uma eficácia de passe de 86% e protagonizou ainda 12 duelos. As “águias” foram castigadas por não terem tomadas as devidas precauções contra o jogador belga, titular da sua selecção, conhecida como os “diabos vermelhos”.

Embora tenha jogado apenas 23 minutos, Gonçalo Guedes foi o melhor elemento encarnado com um GPR de 6.7. O avançado português demonstrou muita entrega enquanto esteve dentro de campo, e ao golo apontado tem a somar uma eficácia de passe de 78% e uma intercepção. Certamente que Rui Vitória ficou arrependido de não o ter colocado de início.

Outros números:

  • Lisandro López 5.4 – De longe o mais competente a defender (10 alívios e 4 intercepções). Foi ainda o homem com mais dribles eficazes em campo (3)
  • André Horta 4.4 –  A jogar mais à frente, não ganhou nenhum dos 6 duelos que disputou, não rematou e fez apenas 1 passe para ocasião.
  • Carrillo 4.1 – Muito pouco objectivo, não rematou, não criou ocasiões e perdeu 10 duelos.
  • Júlio César 2.0 – Noite para esquecer. Fez apenas duas defesas para quatro golos sofridos e ainda falhou uma saída e cometeu uma grande penalidade. E Ederson está à espreita…
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