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A Nigéria arrecadou um importante triunfo por 2-0 sobre a Islândia, em jogo da segunda jornada do Grupo D. Após uma primeira parte em que dominaram, mas não conseguiram realizar um único disparo, os africanos regressaram dos balneários com outra atitude, remataram muito (15 vezes no segundo tempo) e marcaram cedo, acabando por anular uma selecção europeia que falhou uma grande penalidade. Este resultado reabre claramente a discussão pelo segundo lugar do grupo e dá esperança, inclusive, à Argentina.

Jogo muito mastigado e praticamente sem emoção na primeira parte. Ambas as equipas precisavam de vencer, mais a Nigéria, ainda sem pontos, mas na etapa inicial só a Islândia mostrou capacidade para criar perigo. Isto apesar de os africanos terem usufruído de muita posse de bola, mais concretamente 65% até ao intervalo. Os nigerianos mostraram pouca clarividência com o esférico, não registando qualquer passe para finalização e com dez cruzamentos de bola corrida, sem que nenhum encontrasse correspondência na área.

As “super águias” tornaram-se na primeira equipa sem qualquer remate na primeira parte de um jogo do Mundial, desde que a Coreia do Sul fez o mesmo ante a Argélia, em 2014. E o melhor nesta fase era Gylfi Sigurdsson, com um rating de 6.8. O médio do Everton registava dois remates, ambos enquadrados, e dois de três dribles completos.

Mas a Nigéria corrigiu rapidamente o que estava a correr mal e, em apenas quatro minutos, surgiram os dois primeiros remates, ambos enquadrados, e o segundo deu golo. Numa transição rápida, Victor Moses fugiu pela direita, cruzou e Ahmed Musa dominou antes de “fuzilar” Hannes Thór Halldórsson. Este foi o sinal para o que viria a ser o segundo tempo.

A Nigéria voltou a ter mais bola, começou a rematar mais e, aos 75 minutos, Musa recebeu um passe longo, bateu todos em velocidade antes de entrar na área e fazer tranquilamente o 2-0 para os africanos. A selecção islandesa gelou com o primeiro da partida e nunca mais conseguiu regressar à discussão do resultado. Nem quando, aos 83 minutos, beneficiou de uma grande penalidade, pois Sigurdsson atirou por cima.

A Nigéria justificou em pleno o triunfo, ao terminar com 16 remates, quatro deles enquadrados, todos realizados no segundo tempo, bem como 62% de posse de bola. O melhor em campo só podia ser Ahmed Musa. O avançado terminou com um GoalPoint Rating de 9.2, fruto de dois golos em três remates, a quatro dribles completos em outras tantas tentativas.

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