O Benfica goleou esta terça-feira o Boavista, no Estádio da Luz, por 5-1. Um resultado gordo, assente numa exibição conseguida e competente, em especial nos momentos ofensivos e de finalização. Uma vitória segura, frente a uma equipa “axadrezada” em transição, orientada interinamente por Jorge Couto, antes de Lito Vidigal assumir as rédeas da equipa.

O momento especial do adversário aconselha cautelas quanto aos elogios da prestação benfiquista, mas há dados saídos deste encontro que são incontornáveis numa apreciação positiva do que os comandados de Bruno Lage fizeram em campo, alguns colectivos, outros individuais. Comecemos por estes últimos, com um olhar especial para dois dos protagonistas do encontros, algo que fomos destacando ao longo da partida no acompanhamento que fazemos no Twitter, à medida que os seus contributos pessoais iam tendo peso crescente no desenrolar dos acontecimentos. Falamos de Pizzi, eleito por nós o melhor em campo, e do jovem João Félix, que registou o segundo GoalPoint Rating mais elevado.

O golo e assistência de Pizzi foram os detalhes que mais sobressaíram da prestação do médio, mas o passe para o 1-0 – de João Félix – acabou por ser uma consequência natural da grande apetência do internacional português por servir os colegas. Ao todo, Pizzi realizou cinco entregas para remate, o máximo do jogo, algo natural no jogador, que é o sexto nas principais Ligas europeias – com um mínimo de 1000 minutos – que mais passes para finalização faz a cada 90 minutos, como pode conferir na tabela abaixo, onde se destaca Dimitri Payet.

JogadorClubePasses p/ finalização p/90m
Dimitri PayetMarselha4,3
Kerem DemirbayHoffenheim3,8
Alejandro GómezAtalanta3,6
Memphis DepayOl. Lyon3,6
Luis AlbertoLazio3,5
PizziBenfica3,5
JogadorClubeMins para golo/assistência
Paco AlcácerB. Dortmund45,2
Kylian MbappéParis SG49,4
Lionel MessiBarcelona52,7
Edinson CavaniParis SG58,1
Neymar Jr.Paris SG58,9
João FélixBenfica72,3

Fonte: GoalPoint/Opta, dados das Ligas Europeias até 29.01.2019

Mas este jogo teve outra “estrela”. O jovem João Félix abriu o activo com um golo de cabeça e, na segunda parte, assistiu Seferovic para o 3-1. Mais uma vez, o avançado de 19 anos foi decisivo, tendo acção directa em dois dos tentos “encarnados” da noite. Félix é, aliás, um dos jogadores nas principais Ligas europeias que menos tempo precisa para registar uma acção para golo (golos+assistências). Num universo de futebolistas com pelo menos 506 minutos (os mesmos que Félix), o benfiquista é o sexto que menos tempo precisa para fazer o marcador funcionar, facturando ou servindo. O número 79 contribui para um golo a cada 72 minutos, algo apenas batido por nomes sonantes do futebol europeu, como Lionel Messi, Kylian Mbappé, Edison Cavani ou Neymar – como pode conferir pela tabela, liderada por um espanhol há muito em destaque: Paco Alcácer.

Outros registos de relevo

Ainda a nível individual, destaque para as 121 acções com bola por parte de Álex Grimaldo. O lateral espanhol não marcou apenas um grande golo, esteve também muito activo, fixando o segundo valor mais alto de acções com bola neste campeonato, apenas atrás das 124 do colega de equipa Gabriel, registados no Tondela-Benfica da jornada 10.

Este jogo ficou também marcado pelo elevado número de cantos a favor das “águias”. Ao todo foram 16, num jogo que igualou o registo máximo de pontapés de canto em jogos da Liga 2018/19 até ao momento. Este número havia sido atingido no jogo da 12ª jornada entre o Nacional e… o Boavista, com os madeirenses, a jogar em casa, a registarem também 16 cantos.