O barómetro (quase) final do G4 da Liga NOS 📉

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A duas jornadas do fim do campeonato, o título da Liga NOS 2017/18 apenas fugirá aos “dragões” caso a actual edição nos reserve ainda mais emoções do que as que ofereceu até agora. A vitória “azul-e-branca” no Funchal deixou o Porto a um ponto do título, em dois jogos possíveis (Feirense em casa e Vitória de Guimarães fora) ou… nem isso, caso Sporting e Benfica terminem empatados no derradeiro dérbi da época, no próximo sábado.

Uma Liga à parte

Apesar da discussão do título parecer arrumada, a análise estatística do desempenho do “G4” até ao momento ganha ainda maior interesse, não só porque ainda há muito a decidir, mas também porque Porto, Benfica, Sporting e Braga destacaram-se e muito dos demais na actual edição, contexto que apenas surpreende pela intromissão dos “guerreiros” do Minho. São nada menos do que 27 os pontos que separam o último dos quatro primeiros do primeiro emblema da “outra” Liga: o Rio Ave. E com este número está tudo dito.

Mas sem mais demoras, eis os números do “G4” na Liga NOS, até à 32ª jornada, seguidos dos nossos comentários:

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  • É caso para dizer que, como é habitual, a estatística da produção em campo acaba por dar sentido à grande questão. O Porto é claramente a equipa com melhor produção da Liga, no plano ofensivo e defensivo, concedendo apenas registos cimeiros marginais a Sporting (centrados em Rui Patrício) e a Sporting de Braga (no que toca à verticalidade do seu jogo ofensivo).
  • O “dragão” de Conceição rematou mais, criou mais ocasiões flagrantes de golo, aproveitou-as melhor e permitiu menos remates enquadrados aos seus adversários, num registo de futebol mais directo que abandonou por completo o legado de circulação da agora distante era Lopetegui: um golo a cada 148 passes, registo de objectividade ultrapassado apenas pelo Braga de Abel Ferreira.
  • Os “encarnados” podem ainda cair em definitivo no terceiro, ou mesmo quarto lugar, mas apresentam ainda, neste momento, números que fundamentam a luta que deram, na corrida pelo título. Seja qual for o desfecho, o mais que certo falhanço do “penta”, ou pior destino, encontram nos números dois sinais evidentes: um registo ofensivo muito dependente da influência um só homem (Jonas) e um evidente problema na baliza, analisado aliás em detalhe neste artigo (link) e identificado desde cedo neste outro (link).
  • O Sporting acaba por apresentar-se como uma máquina de rendimento cirúrgico: os números são pobres, por comparação, mas os pontos é que contam e colocaram o “leão” na luta até final e a depender apenas de si próprio para terminar no segundo lugar. No entanto, é lá atrás que surge um pilar fundamental a este contexto: Rui Patrício. O guardião português foi sempre uma barreira quase intransponível, mesmo tendo em conta o número mais elevado de disparos permitidos pela equipa, o que contradiz a ideia de “achómetro” que circulou durante a época, de que o “leão” defendeu melhor do que noutras épocas. O Sporting permitiu mais remates à sua baliza (105, contra 72 do Porto, por exemplo), mas o campeão europeu deixou entrar na sua baliza apenas 21% das ambições adversárias. Ninguém fez melhor, a duas jornadas do fim, facto que dá até que pensar a alguns rivais (link).
  • O impressionante Braga fecha o G4 e resta ainda saber onde poderá chegar, caso mantenha a toada e sabendo que dois dos seus adversários ainda jogam entre si. A turma de Abel soma tantas vitórias como Benfica e Sporting, o que diz logo muito sobre a fantástica época que protagonizou e constitui recorde arsenalista na prova. Pelo caminho ficaram já os recordes de pontos somados e golos marcados, com os “guerreiros” a somarem mais 11 tentos na baliza contrária do que o Sporting e a apenas seis dos melhores ataques de Porto e Benfica. Fica a dúvida: como estaria a luta pelo título caso tivesse o Braga arrancado a Liga com o fulgor com que a termina?
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