A Liga NOS 2014/15 chegou ao fim. Ao longo dos meses de competição muitos foram os jogadores que deram nas vistas e mostraram ser autênticas revelações do campeonato. Outros tornaram-se verdadeiros pontos de referência nas suas equipas e decisivos para a história da competição. O GoalPoint olhou para os números OPTA e escolheu o melhor “onze” do ano, tendo em conta o desempenho observado ao longo da temporada. Esta é a nossa “equipa ideal” da época 2014/15, disposta num sistema de 4-4-2, o sistema “campeão” de Jorge Jesus.

Onze do Ano GoalPoint 2014/15
Clique na infografia para ampliar (fotos: J. Trindade Infografia: GoalPoint)

DEFESA DE BETÃO

Júlio César é a nossa escolha, pela segurança e importância na caminhada benfiquista rumo ao título. Apenas nove golos sofridos (0,4 por partida) são atestado de competência de um guardião que não cometeu erros.

Na defesa, Luisão e o surpreendente Jardel ocupam os lugares no eixo. Jardel foi “rei” dos bloqueios (0,4 por jogo), dos alívios (5,1) e dos remates encarados (0,5, a par de Luisão), foi imperial ao longo da época e ainda marcou quatro golos, um deles potencialmente decisivo, em Alvalade.

Danilo e Alex Sandro, ambos do Porto, ganham à concorrência nas laterais, apesar da extraordinária época de Maxi Pereira. A dupla brasileira foi o rosto do futebol ofensivo dos “dragões”. Danilo brilhou no ataque, com uma eficácia de cruzamento de 29%, 31 passes para ocasião, 68,8% de duelos ganhos e seis golos, para além de uma assistência. Alex Sandro esteve melhor na retaguarda, em especial nas intercepções (4,1 por jogo) e nos desarmes (79,4%), e ainda efectuou duas assistências.

WILLIAM GANHA AOS PONTOS

William Carvalho terminou a temporada em alta, com mais toques por jogo (73,5, contra 71,1 de Casemiro, o outro concorrente a médio-defensivo), foi o “rei” das recuperações (232, ou 7,7 por encontro – 136 e 4,9 de Casemiro), e ganhou 55,3% dos duelos individuais. A construir escolhemos Óliver Torres, autor de sete golos, com extraordinária eficácia de remate (54,5%) e aproveitamento em golo (31,8%), para além de cinco assistências e uma precisão de passe de 87%. Uma peça fundamental para Julen Lopetegui.

Nas alas, Yacine Brahimi e Nicolás Gaitán dispensam apresentações, ficando uma menção especial para Eduardo Salvio. O argelino, porém, foi muito consistente nos golos (sete), na eficácia de passe (87,1%) e deu soluções no “miolo” e na ala. Gaitán, com a sua magia e peso no futebol benfiquista, com 13 assistências, quatro golos e 2,7 passes para ocasião por partida, tem lugar reservado.

DUPLA DEMOLIDORA

No ataque o difícil foi deixar de fora Lima, pela eficácia de remate de 48,3%, as sete assistências e 1,1 passes para ocasião por jogo. Mas os dois melhores marcadores da Liga NOS tinham de fazer parte desta equipa, Jackson pelos 21 golos e peso no futebol do Porto, pela sua qualidade superior, os 3,6 remates por partida, os 47,3% de duelos ganhos. Jonas pela surpresa de chegar, ver e vencer, pelos 20 tentos, por ter a melhor média de golos por jogo (0,74), precisar de apenas 111 minutos para marcar (Lima 147,3, Jackson 121,5), representando um aproveitamento de remate em golo de 26,7%, o que dinamita os números da concorrência.