a Liga dos Campeões 2017/18 não trouxe nada de novo quanto ao vencedor. Pela terceira temporada consecutiva, o Real Madrid levou para casa o “troféu das orelhas grandes”, somando o seu 13º título europeu, após vencer o Liverpool na final de Kiev por 3-1. Com este desfecho, é já a quinta Champions que Cristiano Ronaldo arrecada. O português foi o melhor marcador da competição, com 15 golos, e integra, naturalmente, o “onze” da prova, que agora apresentamos, com base nos GoalPoint Ratings.

Esta nossa equipa dos jogadores que melhor desempenho global registaram é liderada por um nome que poucos imaginavam no início da temporada. Infeliz na final, ao sair a meio da primeira parte devido a lesão, Mohamed Salah foi, com uma boa margem, o melhor futebolista da competição, seguido de Lionel Messi. O Real, grande vencedor, coloca apenas dois atletas no “onze”, tantos quanto o finalista vencido, Liverpool, e a semifinalista Roma. A equipa com mais representantes é mesmo o colosso bávaro Bayern de Munique, com três, entre eles um velho conhecido do futebol português e ainda jogador dos “merengues”.

Vamos aos craques da mais importante competição europeia de clubes, escolhidos entre os jogadores que completaram mais de 720 minutos na prova:

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  • Alisson (Roma) 5.93 – Uma das grandes surpresas da competição foi a Roma, que atingiu a meia final e só caiu pela diferença de um golo ante o Liverpool. O seu guarda-redes titular, o brasileiro Alisson, foi o melhor da prova esta época, com algumas excelentes exibições, entre elas em casa ante o Atlético, na fase de grupos, registando nove defesas nesse desafio. Terminou como o guardião com mais defesas por 90 minutos (3,8).
  • J. Kimmich (Bayern) 6.31 – A afirmação de Kimmich como digno sucessor de Philipp Lahm não pára, e o alemão foi mesmo o melhor lateral-direito da prova. O jogador de 23 anos não se limitou a defender, terminando com quatro golos e três assistências (em 2,7 passes para finalização por cada 90 minutos).
  • Federico Fazio (Roma) 5.93 – Um dos esteios defensivos da surpreendente Roma. O argentino esteve praticamente imbatível, com incríveis 80% de duelos aéreos defensivos ganhos, acima dos 75% do seu colega na Roma, Kostas Manolas. E ainda terminou a prova com 4,5 alívios a cada 90 minutos.
  • Javi Martínez (Bayern) 6.04 – O espanhol do Bayern esteve imperial esta temporada. O jogador com a segunda melhor percentagem de duelos aéreos defensivos ganhos (79%) esteve muito “consistente” nas principais acções defensivas, com 2,3 desarmes, intercepções e alívios a cada 90 minutos.
  • Marcelo (Real Madrid) 6.19 – A “praia” do lateral brasileiro é mesmo a Champions. Marcelo foi o único lateral a intrometer-se verdadeiramente entre os jogadores de cariz mais ofensivo no que toca a assistências, com um total de quatro. E ainda fez três golos, o que se explica pela grande eficácia de remate (60% enquadrados). Foi ainda o lateral-esquerdo em equação com mais passes para finalização (1,9 p/90m) e ocasiões flagrantes criadas (0,5).
  • Éver Banega (Sevilha) 6.37 – Na retina ficou a dupla grande exibição de Éver Banega frente ao Manchester United, ajudando a afastar a equipa de José Mourinho. Na primeira mão, em Espanha, o argentino de 29 anos fez nada menos que dez passes para finalização, recorde da prova esta época, e registou mais sete em Old Trafford. Mas o médio é muito versátil e teve sucesso em 11 tentativas de drible frente ao Maribor num jogo da fase de grupos (o máximo, 13, pertenceu a Neymar). Banega é, ainda, dono do recorde de acções com bola num só jogo nesta edição, 188, nessa mesma partida em casa do Maribor, na sexta jornada. Em média, registou 131,9 acções com bola por 90 minutos, o máximo da competição.
  • James Rodríguez (Bayern) 6.43 – Sem espaço no Real, James Rodríguez brilhou no Bayern. E de que maneira. É certo que fez apenas um golo e duas assistências, mas foi sempre um jogador muito activo, com uma média final de 93,7 acções com bola a cada 90 minutos, 2,9 passes para finalização (2,5 na grande área) e 0,6 ocasiões flagrantes criadas. Terminou com 90% de eficácia de passe.
  • Mohamed Salah (Liverpool) 7.52 – A grande estrela da edição 2017/18 da prova. O egípcio realizou uma temporada fantástica em todas as competições, tendo marcado dez golos na Liga dos Campeões (1,0 a cada 90 minutos) e realizado quatro assistências. O extremo-direito realizou 4,3 remates a cada 90 minutos, com uma taxa de conversão de 23,3%, e registou 2,9 passes para finalização e 0,8 ocasiões flagrantes criadas (a cada 90m). Tirando a final, foi uma época para recordar, ao ponto de ter registado o único 10.0 da Liga dos Campeões 2017/18 – em casa, no 5-2 à Roma.

  • Sadio Mané (Liverpool) 6.59 – A segunda maior figura da época do Liverpool. Na ausência de Salah na final, o senegalês foi o melhor dos “reds”, tendo mesmo marcado um golo. Ao longo da época registou algumas exibições de grande nível, em especial no Estádio do Dragão, onde fez um “hat-trick” no 5-0 ante o FC Porto. O extremo terminou a época com dez golos e uma assistência na Champions e o terceiro registo mais alto de tentativas de drible, 6,5, com 3,7 a serem bem-sucedidos, a cada 90 minutos.
  • Lionel Messi (Barcelona) 7.11 – O Barcelona caiu em Roma, nos quartos-de-final, e foi uma das grandes desilusões da prova, em especial pela expectativa que a brilhante carreira na La Liga havia criado. Mas a sua estrela maior, Lionel Messi, não desiludiu, com um total de seis golos e duas assistências e o máximo de tentativas de drible, 7,2 por 90 minutos, 4,2 eficazes.
  • Cristiano Ronaldo (Real Madrid) 6.45A final da Champions não espelhou a campanha de CR7 na prova. A exibição foi cinzenta, mas o mais importante já havia sido feito, ao ponto de não precisar de marcar para se sagrar o melhor marcador da competição, com 15 golos. O português registou ainda três assistências e foi o jogador mais rematador, com uma média de 6,3 disparos a cada 90 minutos, embora apenas 41% das suas tentativas tenham sido enquadradas – fixou o recorde de remates num jogo esta época na Champions, dez, em casa, ante o Paris Saint-Germain. Pecou contudo nas ocasiões flagrantes desperdiçadas, perdendo cinco em casa ante o Dortmund, na fase de grupos, o registo mais alto de 2017/18. Mas aquele golo à Juventus compensa tudo.

E assim terminou mais uma edição da Liga dos Campeões. Agora, as agulhas viram-se para o Mundial de 2018. Não se esqueça de acompanhar todas as incidências da competição maior de selecções do princípio ao fim, com a melhor análise e informação estatística, aqui no GoalPoint. Não se irá arrepender!