O FC Porto saiu por cima frente ao Sporting, naquele que foi o jogo “grande” mais interessante e animado da época em curso em Portugal. Os três golos em 25 remates contam apenas uma parte da história do duelo do Dragão, pois ainda se desperdiçaram seis ocasiões flagrantes de golo (vide definição), quatro pelos “dragões” e “duas” pelos “leões”.

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Os ratings finais do clássico. Clique para ampliar ou leia mais neste link

Os GoalPoint Ratings finais dão conta da qualidade do desempenho dos intervenientes, medida numa abordagem estatística, mas como é hábito nos “clássicos”, vamos um pouco mais longe, oferecendo alguns duelos entre algumas das figuras que pisaram a relva do Dragão. Eis os cinco “confrontos” por nós escolhidos.

Iker Casillas vs Rui Patrício

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No momento em que Casillas parou o remate de Montero, quem tiver boa memória recordará um momento idêntico, no Dragão, frente ao mesmo adversário, na época 2017/18. O espanhol foi o MVP estatístico do “clássico”, num jogo em que os guarda-redes foram solicitados mais em qualidade do que quantidade. Aí brilhou o guardião portista e desapareceu Patrício, que não somou qualquer defesa perante os cinco disparos enquadrados portistas: sofreu dois e viu outros dois serem travados por colegas de equipa, in extremis, sobre a linha de golo.

Iván Marcano vs Sebastián Coates

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Marcano não foi o central portista a somar o melhor rating (coube a Felipe, com 6.1) mas foi determinante no resultado, ao cabecear para o primeiro golo. Já o “leão” Coates bem tentou, sendo o mais rematador da sua equipa com quatro disparos, mas não enquadrou nenhum, ele que mostrou a sua superioridade aérea em seis das sete disputas que travou.

Héctor Herrera vs William Carvalho

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Remetido para tarefas mais defensivas perante a ausência de Danilo, Herrera não só cumpriu com distinção a missão como ainda foi a tempo de mostrar serviço naquilo que noutro contexto se espera dele, o apoio ao processo ofensivo, com uma assistência para o primeiro golo portista. Já William Carvalho acabou por “desaparecer” no “clássico”, sem mostrar contabilidade ofensiva ou defensiva digna de registo, ficando-se por aquilo em que normalmente não falha, a certeza no passe de risco menos acentuado.

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